sexta-feira, 24 de maio de 2013

ESQUIZOFRENIA

Delírios e alucinações são alguns dos sintomas da esquizofrenia.
A esquizofrenia é um distúrbio mental grave caracterizado por uma perda de contato com a realidade (psicose), alucinações, delírios, pensamento anormal e mudança de comportamento.
A esquizofrenia é um problema de saúde pública em todo o mundo. A prevalência da esquizofrenia no mundo está em torno de 1%; em alguns lugares mais, noutros menos. Em alguns países, as pessoas com esquizofrenia ocupam cerca de 25% dos leitos hospitalares. A esquizofrenia tem maior prevalência do que o mal de Alzheimer, o diabetes ou a esclerose múltipla.
Há vários transtornos que têm características semelhantes à esquizofrenia. São chamados de transtornos esquizofreniformes. Os transtornos nos quais os episódios de psicose duram pelo menos um dia, porém menos de um mês, chamam-se transtornos psicóticos breves. Um transtorno caracterizado por sintomas de humor, como a depressão ou a mania, juntamente com outros sintomas típicos da esquizofrenia, chama-se transtorno esquizoafetivo. Um transtorno de personalidade que pode partilhar sintomas da esquizofrenia, mas no qual os sintomas não são tão graves como os de uma psicose, chama-se transtorno de personalidade esquizotípica.

Causas:
Embora a causa específica da esquizofrenia seja desconhecida, o distúrbio tem, nitidamente, uma base biológica. Muitas autoridades no assunto aceitam um modelo de "vulnerabilidade ao estresse", no qual se considera a esquizofrenia como um fenômeno que ocorre em pessoas biologicamente vulneráveis. Ainda não se sabe o que torna as pessoas vulneráveis à esquizofrenia, mas podem estar incluídas a predisposição genética, os problemas que ocorreram antes, durante ou depois do nascimento ou uma infecção viral do cérebro. De um modo geral, podem manifestar vulnerabilidade, dificuldade para processar a informação, incapacidade para prestar atenção, dificuldade para se comportar de modo socialmente aceitável e impossibilidade de enfrentar os problemas. Nesse modelo, o estresse ambiental, como acontecimentos estressantes da vida ou problemas de abusos de substâncias tóxicas, desencadeia o início e o reaparecimento da esquizofrenia nos indivíduos vulneráveis.

Sintomas

A esquizofrenia começa mais frequentemente entre os 18 e os 25 anos nos homens e entre os 26 e os 45 anos nas mulheres. No entanto, não é raro que comece na infância ou no início da adolescência. A instalação pode ser súbita, num intervalo de dias ou de semanas, ou lenta e insidiosa, ao longo de anos.
A gravidade e o tipo dos sintomas podem variar significativamente entre diferentes pessoas com esquizofrenia. Em geral, os sintomas se dividem em três grandes categorias: delírios e alucinações, alteração do pensamento e de comportamento excêntrico e sintomas negativos. Uma pessoa pode ter sintomas de um ou dos três grupos. Os sintomas são graves o suficiente para interferir com a capacidade de trabalho, de relacionamento com as pessoas e da própria higiene e cuidado.
Os delírios são uma manifestação mental pela qual a pessoa faz um juízo errado do que vê ou ouve. Por exemplo, as pessoas com esquizofrenia podem ter delírios persecutórios, crendo que estão sendo atormentadas, perseguidas, enganadas ou espiadas. Podem ter delírios de referência, crendo que certas passagens dos livros, dos jornais ou das músicas se dirigem especificamente a elas. Estas pessoas podem ter delírios de roubo ou de imposição do pensamento, crendo que outros podem ler as suas mentes, que os seus pensamentos são transmitidos a outros ou que os seus pensamentos e impulsos lhes são impostos por forças externas. Podem ocorrer alucinações de sons, de visões, de cheiros, de gostos ou do tato, embora as alucinações de sons (alucinações auditivas) sejam, de longe, as mais frequentes. Uma pessoa pode "ouvir" vozes que comentam o seu comportamento, que conversam entre elas ou que fazem comentários críticos e abusivos.
A alteração do pensamento consiste no pensamento desorganizado, que se torna evidente quando a expressão é incoerente, muda de um tema para outro e não tem nenhuma finalidade. A expressão pode estar levemente desorganizada ou ser completamente incoerente e incompreensível. O comportamento excêntrico pode tomar a forma de simplismos de caráter infantil, agitação ou aparência, higiene ou comportamento inadequados. O comportamento motor catatônico é uma forma extrema de comportamento excêntrico no qual uma pessoa pode manter uma postura rígida e resistir aos esforços para se mexer ou, pelo contrário, mostrar atividade de movimentos sem estímulo prévio e sem sentido.

Os sintomas negativos da esquizofrenia incluem frieza de emoções, ausência de expressão, anedonia e associabilidade.
A frieza de emoções é uma diminuição destas. O rosto da pessoa pode parecer imóvel; tem pouco contato visual e não exprime emoções. Não há resposta perante situações que normalmente fariam uma pessoa rir ou chorar.
A ausência de expressão é uma diminuição de pensamentos refletida no fato de a pessoa falar pouco. As respostas às perguntas podem ser sucintas, uma ou duas palavras, dando a impressão de vazio interior.
A anedonia é uma diminuição da capacidade de experimentar prazer; a pessoa pode mostrar pouco interesse em atividades prazerosas e passar mais tempo em atividades inúteis.
A associabilidade é a falta de interesse em relacionar-se com outras pessoas. Estes sintomas negativos estão, frequentemente, associados a uma perda geral da motivação, do sentido de projeto e de objetivos.

Tipos de Esquizofrenia

Alguns pesquisadores acreditam que a esquizofrenia é um distúrbio isolado, enquanto outros pensam que é uma síndrome (um conjunto de sintomas baseados em numerosas doenças subjacentes). Foram propostos subtipos de esquizofrenia num esforço para classificar os pacientes em grupos mais homogêneos. No entanto, num mesmo paciente, o subtipo pode variar ao longo do tempo.
A esquizofrenia paranóide caracteriza-se por delírios ou alucinações auditivas; a expressão desorganizada e as emoções inadequadas são menos marcantes. A esquizofrenia hebefrênica ou desorganizada caracteriza-se por expressão desorganizada, comportamento desorganizado e emoções diminuídas ou inadequadas. A esquizofrenia catatônica caracteriza-se por sintomas físicos como a imobilidade, a atividade motora excessiva ou a adoção de posturas excêntricas. A esquizofrenia indiferenciada caracteriza-se, muitas vezes, por sintomas de todos os grupos: delírios e alucinações, alteração do pensamento e comportamento excêntrico e sintomas negativos.
Mais recentemente, classificou-se a esquizofrenia de acordo com a presença e a gravidade dos sintomas negativos. Nas pessoas com o subtipo negativo de esquizofrenia são predominantes os sintomas negativos, como a frieza das emoções, a ausência de motivação e a diminuição do sentido de projeção. Nas pessoas com esquizofrenia paranóide predominam os delírios e as alucinações, mas em ocasiões raras podem apresentar-se alguns sintomas negativos. Em geral, as pessoas com esquizofrenia não negativa tendem a ser menos gravemente incapacitadas e a responderem melhor ao tratamento.

Diagnóstico

Não existe uma prova de diagnóstico definitiva para a esquizofrenia. O psiquiatra elabora o diagnóstico baseando-se numa avaliação do histórico da pessoa e dos seus sintomas. Para estabelecer o diagnóstico de esquizofrenia, os sintomas devem durar pelo menos 6 meses e estarem associados à deterioração significativa no trabalho, nos estudos ou no convívio social. Muitas vezes, a informação procedente da família, dos amigos e dos professores é importante para estabelecer quando a doença começou.
O médico deverá descartar a possibilidade de os sintomas psicóticos do paciente serem causados por um distúrbio afetivo. Com frequência, são feitos exames de laboratório para descartar o abuso de substâncias tóxicas ou uma doença subjacente de natureza endócrina ou neurológica que possa ter algumas características de psicose. Exemplos desse tipo de doença são os tumores cerebrais, a epilepsia do lobo temporal, as doenças autoimunes, a doença de Huntington, as doenças hepáticas e as reações adversas aos medicamentos.
As pessoas com esquizofrenia têm anomalias cerebrais que podem ser vistas na tomografia computadorizada (TC) ou na ressonância magnética (RM). No entanto, os defeitos não são suficientemente específicos para ajudar isoladamente no diagnóstico da esquizofrenia.

Prognóstico

A curto prazo (1 ano), o prognóstico da esquizofrenia está intimamente relacionado com o grau de fidelidade com que a pessoa cumpre o plano do tratamento medicamentoso. Sem tratamento medicamentoso, 70% a 80% das pessoas que têm um episódio de esquizofrenia terão durante os 12 meses seguintes um novo episódio. A administração contínua de medicamentos pode reduzir para cerca de 30% a proporção de recaídas.
A longo prazo, o prognóstico da esquizofrenia varia. De um modo geral, um terço dos casos consegue uma melhoria significativa e duradoura, outro terço melhora de certo modo com recaídas intermitentes e incapacidade residual e outro terço experimenta uma incapacidade grave e permanente. Um prognóstico bom ocorre quando há os seguintes fatores: começo súbito da doença, início na idade adulta, bom nível prévio de capacidade intelectual e subtipo paranóide. Os fatores associados a um mau prognóstico incluem um início em idade precoce, um escasso convívio social e profissional prévio, um histórico familiar de esquizofrenia e o subtipo hebefrênico ou negativo.
A esquizofrenia tem um risco associado de suicídio de 10%. Em média, a esquizofrenia reduz em 10 anos a expectativa de vida.

Tratamento

Os objetivos gerais do tratamento são os seguintes: reduzir a gravidade dos sintomas psicóticos, prevenir o reaparecimento dos episódios sintomáticos e a deterioração associada do funcionamento do indivíduo e administrar um apoio que permita ao paciente um funcionamento ao máximo nível possível. Os medicamentos antipsicóticos, a reabilitação e as atividades com apoio comunitário e a psicoterapia são os três componentes principais do tratamento.
Os medicamentos antipsicóticos podem ser eficazes para reduzir ou extinguir sintomas como os delírios, as alucinações e o pensamento desorganizado. Uma vez que os sintomas do surto agudo tenham desaparecido, o uso contínuo dos medicamentos antipsicóticos reduz substancialmente a probabilidade de episódios futuros. Infelizmente, os antipsicóticos têm efeitos colaterais significativos, como sedação, rigidez muscular, tremores e aumento de peso. Esses medicamentos também podem causar discinesia tardia - movimentos involuntários dos lábios e da língua e contorções dos braços e das pernas. A discinesia tardia pode continuar mesmo depois de suspender-se a administração do medicamento. Para esses casos persistentes não existe tratamento eficaz.
Cerca de 75% das pessoas com esquizofrenia respondem aos medicamentos antipsicóticos convencionais, como a clorpromazina, a flufenazina, o haloperidol ou a tioridazina. Mais da metade dos 25% restantes podem responder a um fármaco antipsicótico relativamente novo chamado clozapina. Como a clozapina pode ter graves efeitos colaterais, como convulsões ou lesão da medula óssea potencialmente fatal, usa-se geralmente só para os pacientes que não reagiram aos outros medicamentos.
A contagem de glóbulos brancos (leucócitos) deve ser feita semanalmente nas pessoas que tomam clozapina. Existem pesquisas em andamento para identificar novos remédios que não tenham os efeitos colaterais potencialmente graves da clozapina. A risperidona também é utilizada e vários outros medicamentos estão sendo desenvolvidos.
A reabilitação e as atividades de apoio são direcionadas a ensinar as habilidades necessárias para conviver em sociedade. Essas habilidades permitem às pessoas com esquizofrenia trabalhar, fazer compras, cuidar de si mesmas, manter uma casa e relacionar-se com outras pessoas. Embora possam ser necessárias a hospitalização durante as recaídas graves e a hospitalização forçada se o doente representar um perigo para si mesmo ou para outros, o objetivo geral é conseguir que as pessoas com esquizofrenia vivam dentro da comunidade.
Para alcançar esse objetivo algumas pessoas precisam viver em apartamentos vigiados ou em grupos com alguém que possa assegurar que tomam a medicação prescrita.
Um pequeno número de pessoas com esquizofrenia é incapaz de viver de modo independente, porque têm sintomas de irresponsabilidade grave ou porque não possui as habilidades necessárias para viver em sociedade. Essas pessoas necessitam de uma atenção permanente num ambiente seguro, com apoio.
A psicoterapia é outro aspecto importante do tratamento. Geralmente, o objetivo da psicoterapia é estabelecer uma relação de colaboração entre o doente, a família e o médico. Desse modo, o paciente pode compreender e aprender a lidar com a sua doença, a tomar os medicamentos antipsicóticos como lhe foram prescritos e a contornar as situações estressantes que possam agravar a doença.


Ana Cláudia Foelkel
Psicóloga - CRP: 06/86466
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448

EPILEPSIA

Entendendo a epilepsia:

A epilepsia é um distúrbio comum a várias doenças, originado no cérebro, no qual uma predisposição do indivíduo resulta em instabilidade dos impulsos elétricos gerados em determinada região do cérebro. Na verdade, é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas que caracterizam determinada condição e indicam que, por algum motivo, um agrupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável. Uma crise representa um momento de alteração temporária e reversível do funcionamento da área do cérebro afetada pela epilepsia. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro passa a emitir impulsos incorretos, que podem ficar restritos a esse local (crise parcial) ou se espalhar por áreas vizinhas (crise generalizada). Isso pode gerar manifestações clínicas, ou seja, crises epiléticas parciais (se os sinais elétricos estão desorganizados em apenas um dos hemisférios cerebrais), ou totais (se essa desorganização ocorrer nos dois hemisférios). Na grande maioria dos casos, as crises desaparecem espontaneamente, mas a tendência é que se repitam de tempos em tempos. Crise que dura mais de cinco minutos ou crises recorrentes indicam uma situação de emergência neurológica conhecida como estado do mal epilético. Nesse caso, o paciente, precisa de atendimento médico imediato.


A epilepsia - que atinge cerca de 60 milhões de pessoas em todo o mundo - ainda é mal entendida de uma forma geral, e seus portadores são por vezes, alvo de preconceito. No entanto, o tratamento dessa doença é um dos que apresentam maior sucesso dentro da neurologia e uma pessoa com epilepsia deve ter uma vida normal.
Muitas vezes a causa da epilepsia é desconhecida. Em alguns casos ela pode ter origem após traumatismos graves na cabeça - recentes ou não, por problemas na hora do parto, podem ser decorrentes do abuso de álcool ou drogas ou surgir após tumores no cérebro ou outras doenças neurológicas. Seja como for, o risco de crises no período em que se faz uso correto da medicação prescrita pelo médico é menor, quando também há uma clara melhora da qualidade de vida dos pacientes. É importante procurar auxílio o quanto antes, a fim de receber o tratamento adequado.


Diagnóstico:

Para caracterizar a epilepsia, é indispensável haver recorrência espontânea das crises com intervalo de no mínimo 24 horas entre elas. Um episódio único não é indicativo da síndrome. Ouvir a história do paciente e o relato das pessoas que presenciaram a crise também ajuda a determinar o diagnóstico. Além disso, é preciso certificar-se de que não existe nenhum fator precipitante da crise, seja tóxico, seja provocado por alguma outra doença.

Quais São os Sintomas?


Os sintomas da epilepsia variam conforme as áreas do cérebro que são afetadas, sendo divididas em crises generalizadas e crises parciais.
A crise convulsiva é a forma mais conhecida pelas pessoas e é identificada como "ataque epiléptico". É uma crise generalizada porque envolve todas as áreas do cérebro. Nesse tipo de crise a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, morder a língua, ter salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar.
A crise do tipo "ausência" é conhecida como "desligamentos". A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração (questão de segundos), muitas vezes não é percebida pelos familiares e/ou professores. Também é considerada uma crise generalizada e, geralmente, se inicia na infância ou na puberdade.
Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoa estivesse "alerta" mas sem o controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente. Durante esses movimentos automáticos involuntários, a pessoa pode ficar mastigando, falando de modo incompreensível ou andando sem direção definida. A crise se inicia em uma área do cérebro. Em geral, a pessoa não se recorda do que aconteceu quando a crise termina. Esta é a chamada crise parcial complexa. Porém, se a atividade elétrica se espalhar para outras áreas do cérebro, ela pode se tornar uma crise generalizada.

Seguindo o tratamento recomendado pelo médico:

Para efetivo controle da epilepsia será preciso seguir todas as orientações médicas e psicológicas. Estas muitas vezes incluem, além de tomar a medicação prescrita de forma contínua, adotar algumas mudanças no estilo de vida e aderir a psicoterapia. A disciplina é a melhor receita para sua qualidade de vida.

Aderindo ao tratamento:

A adesão ao tratamento é fundamental para o gerenciamento de uma doença crônica. Muitos pacientes interrompem o tratamento de longo prazo de sua doença à medida que esta é controlada. No entanto, essa atitude pode representar risco à saúde, como o retorno dos sintomas, o aparecimento de complicações e, em alguns casos, o surgimento de resistência ao medicamento. Lembre-se de que seguir as recomendações médicas e psicológicas continuamente, tomando a medicação, mudança de estilo de vida e psicoterapia, significa ter sua condição controlada, o que lhe permite, na maioria das vezes, manter uma vida normal e ativa.
O tratamento da epilepsia é indicado apenas a partir da segunda crise. O uso da medicação tem o objetivo de bloquear as crises, eliminando a atividade anormal do cérebro, a fim de assegurar boa qualidade de vida para o paciente.
Antigamente se acreditava que a associação de vários remédios ajudaria a obter melhores resultados, mas ficou provado que esse tipo de conduta é inadequado porque favorece o acúmulo dos efeitos colaterais.
O sucesso do tratamento depende fundamentalmente do paciente que precisa fazer uso regular da medicação por algum tempo, não necessariamente por toda a vida. Ele precisa entender sua condição, saber que medicação está usando e quais são seus efeitos colaterais.
Enquanto toma o remédio – um só – que é fornecido pelo Ministério da Saúde ou pela Unidade Básica de Saúde, é importante manter o acompanhamento médico regular para controle, mudança no estilo de vida e aderir a psicoterapia, podem contribuir para uma melhor qualidade de vida.

Recomendações:

* Não deixe de tomar a medicação sob nenhum pretexto. Da adesão ao tratamento, depende o controle das crises e, consequentemente, a qualidade de vida;
* Não interrompa as visitas ao médico enquanto estiver tomando o medicamento. É preciso evitar que possíveis efeitos colaterais possam ser atribuídos erroneamente à epilepsia. No entanto, caso eles ocorram, há como ajustar a dose ou trocar o medicamento por outro;
* Não reduza a dose do remédio prescrito pelo médico por conta própria. O controle das crises depende do uso contínuo da dose adequada para o seu caso;
* Não se preocupe. O fato de pai ou mãe serem portadores de epilepsia não aumenta o risco de o filho nascer com o distúrbio. A possibilidade é semelhante à dos casais que não apresentam a síndrome;
* Procure assistência médica para avaliação, mesmo que a crise epilética tenha sido uma só e de curta duração;
* Mantenha a calma diante de uma pessoa com crise do tipo convulsivo que geralmente dura poucos segundos ou minutos e passa sozinha. Enquanto ela está se debatendo, apoie sua cabeça para evitar um trauma e vire seu rosto de lado para eliminar o acúmulo de saliva ou para impedir que se asfixie com o próprio vômito. É preciso ficar claro que ela jamais conseguirá engolir a língua, um músculo que também se contrai durante a crise por causa da contratura muscular generalizada característica da epilepsia. O máximo que pode acontecer é o paciente mordê-la e feri-la, mas ela cicatrizará sem problemas depois. Portanto, não coloque colheres, cabos de garfos ou qualquer outro objeto na boca do doente;
* Não restrinja os movimentos da pessoa que está recobrando a consciência, pois parece, confusa e sonolenta depois de uma crise;
* Não tenha medo nem preconceitos. Epilepsia não é uma doença contagiosa, nem é sinal de loucura.



Ana Cláudia Foelkel
Psicóloga - CRP: 06/86466
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448

sábado, 18 de maio de 2013

SÍNDROME DO PÂNICO


A síndrome ou transtorno do pânico (ansiedade paroxística episódica) é uma doença que se caracteriza pela ocorrência repentina, inesperada e de certa forma inexplicável de crises de ansiedade aguda marcadas por muito medo e desespero, associadas a sintomas físicos e emocionais aterrorizantes, que atingem sua intensidade máxima em até dez minutos. 
Durante o ataque de pânico, em geral de curta duração, a pessoa experimenta a nítida sensação de que vai morrer, ou de que perdeu o controle sobre si mesma e vai enlouquecer.
A primeira crise pode ocorrer em qualquer idade, mas costuma manifestar-se na adolescência ou no início da idade adulta, sem motivo aparente. O episódio pode repetir-se, de forma aleatória, várias vezes no mesmo dia ou demorar semanas, meses ou até anos para surgir novamente. Pode também ocorrer durante o sono.

Não fazer a menor ideia de quando, ou se, a crise vai acontecer, gera um estado de tensão e ansiedade antecipatórias propício ao desenvolvimento de outras fobias. A mais comum é a agorafobia, distúrbio da ansiedade marcado pelo temor de encontrar-se em espaços abertos com muita gente ou em lugares fechados, dos quais o portador da síndrome não possa sair se tiver um ataque de pânico.

O transtorno do pânico atinge mais as mulheres do que os homens. Atribui-se essa frequência maior no sexo feminino à sensibilização das estruturas cerebrais pela flutuação hormonal, visto que a incidência de pânico aumenta no período fértil da vida.


Sintomas:

O ataque de pânico começa de repente e apresenta pelo menos quatro dos seguintes sintomas:


1) medo de morrer; 2) medo de perder o controle e enlouquecer; 3) despersonalização (impressão de desligamento do mundo exterior, como se a pessoa estivesse vivendo um sonho) e desrealização (distorção na visão de mundo e de si mesmo que impede diferenciar a realidade da fantasia); 4) dor e/ou desconforto no peito que podem ser confundidos com os sinais do infarto; 5) palpitações e taquicardia; 6) sensação de falta de ar e de sufocamento;  7) asfixia; 8) sudorese; 9) náusea ou desconforto abdominal; 10)  tontura ou vertigem; 11)  ondas de calor e calafrios; 12)  adormecimento e formigamentos; 13) tremores, abalos e estremecimentos.
Com frequência, portadores da síndrome do pânico apresentam quadros de depressão. Em alguns casos, alguns buscam no alcoolismo uma saída para aliviar as crises de ansiedade.

Causas:
Ainda não foram perfeitamente esclarecidas as causas do transtorno do pânico, mas acredita-se que fatores genéticos e ambientais, estresse acentuado, uso abusivo de certos medicamentos (as anfetaminas, por exemplo), drogas e álcool, possam estar envolvidos. 
Diagnóstico:
O diagnóstico do transtorno do pânico obedece a critérios definidos no DSM-IV, o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais. Uma crise isolada ou uma reação de medo intenso diante de ameaças reais não constituem eventos suficientes para o diagnóstico da doença. As crises precisam ser recorrentes e provocar modificações no comportamento que interferem negativamente no estilo de vida dos pacientes.

É muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças que apresentam sintomas semelhantes, tais como os ataques cardíacos, o hipertireoidismo, a hipoglicemia e a epilepsia, por exemplo, para orientar corretamente o tratamento.


Tratamento:

O tratamento do transtorno do pânico inclui a prescrição de medicamentos antidepressivos (tricíclicos ou de nova geração), e psicoterapia, especialmente a psicoterapia cognitivo-comportamental, que defende a exposição a situações que provocam pânico, de forma sistemática, gradual e progressiva, até que ocorra a dessensibilização diante do agente agressor.

Geralmente, a medicação precisa ser mantida por períodos mais longos e descontinuada progressivamente por causa do risco de recaídas.


Recomendações:

- Saiba que o diagnóstico do transtorno do pânico pode ser retardado, porque alguns dos sintomas físicos da doença podem ser confundidos com os sinais característicos do infarto;

- Procure distinguir a ansiedade normal do transtorno de ansiedade. A primeira é essencial para enfrentar os perigos reais que põem a sobrevivência em risco. Vencido o desafio, o sentimento é de alívio. Já a ansiedade patológica, uma reação desproporcional ao estímulo que a desencadeia, causa sofrimento, altera o comportamento e compromete o desempenho até mesmo das atividades rotineiras das pessoas;

- Pratique exercícios físicos. Eles provocam algumas sensações semelhantes às da síndrome do pânico – taquicardia, sudorese – num contexto agradável, que ajuda a identificá-las melhor;

- Não se automedique nem recorra ao consumo do álcool ou de outras drogas para aliviar os sintomas do pânico. Agindo assim, em vez de resolver um problema, você estará criando outros;

- Procure assistência médica e psicológica. O transtorno do pânico é uma doença como tantas outras. Quanto antes for diagnosticada, melhor será a resposta ao tratamento.


Postado por: Ana Cláudia Foelkel
CRP: 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448

domingo, 12 de maio de 2013

WORKAHOLIC - VICIADOS EM TRABALHO


O termo workaholic é uma expressão americana, originou-se da palavra alcoholic (alcoólatra). A nomenclatura define a pessoa que é viciada em trabalho. As pessoas viciadas em trabalho sempre existiram, no entanto, nesta última década esse número aumentou significativamente e se tornou um fenômeno mundial. Atualmente formam um grupo em crescimento, os profissionais que trabalham em demasia.




Não relaxam e se preocupam com as atividades organizacionais constantemente, a maior dificuldade é a falta de clareza entre o limite da realização e o caminho da autodestruição.

Fazem de seus empregos o sentido de suas vidas, centralizam toda energia no trabalho, sacrificando assim o lazer e as relações pessoais. Tendem a serem pessoas com problemas de autoestima. Devido ao medo de fracassar não aceitam errar e por isso querem deixar as coisas tão perfeitas. Também apresentam dificuldade para delegar tarefas aos outros por não confiar que os resultados serão atingidos.

Esse medo faz com que se condicionem e continuem sendo cada vez mais "focados", sempre dando o melhor de si na busca por resultados cada vez melhores e/ou mais rápidos.

Alguns dos fatores que estão ligados ao não se permitirem parar de trabalhar são: o aumento da concorrência, consequentemente da alta competitividade e da pressão profissional, necessidade de sobrevivência, assim como ganância, vaidade, busca de poder e status, obsessão pelo dinheiro ou, ainda, necessidade pessoal de provar algo a alguém ou a si mesmo, e dificuldade para lidar com problemas íntimos ou familiares. 
Passar 12 horas ou mais por dia no trabalho pode significar não quererem voltar para casa para não terem que entrar em contato com questões difíceis. Se manter alienados pode ser uma fuga para não enfrentarem a vida.

Apresentam como principais características estarem sempre ofegantes, falarem rápido, fazerem várias coisas ao mesmo tempo, terem os prazos apertados e a sensação que o tempo é o maior inimigo.
A atuação frenética provoca estresse neles próprios e em todos ao seu redor. A compulsão os faz criar uma realidade cruel em torno de si, tendo como maiores consequências a deterioração da qualidade de vida e o convívio social com aqueles que o cercam.

Os indivíduos nestas condições não conseguem se desligar do trabalho, mesmo fora dele, despertam no meio da madrugada com a sensação de que esqueceram algo importante, chegam a ligar o computador, abrir agendas e acionar funcionários no meio da noite.

Para identificá-los é importante observar o afastamento de parentes e amigos, se conversam apenas sobre deveres empresariais, se com frequência levam tarefas para casa, se realizam reuniões durante o almoço, se não desgrudam do notebook ou do celular mesmo no final de semana ou no período de férias. Para eles, tudo que não estiver ligado ao trabalho é perda de tempo. 


Devido o excesso de atenção ao trabalho deixam de lado pessoas importantes e acumulam problemas familiares como divórcios ou filhos seguindo caminhos controversos. Seus amigos tornam-se apenas os que têm ligação com seu trabalho.

As pressões do dia a dia e a autocobrança exagerada fazem com que diversos danos sejam causados à saúde destes trabalhadores compulsivos. Os principais sintomas apresentados são: estresse, isolamento, hipertensão, calvície, infarto, depressão, fadiga, insônia, gastrite, ansiedade excessiva, impotência sexual, surtos de mau-humor, atitudes agressivas em situações de pressão, entre outros.

Apesar de tanta "dedicação" estão perdendo espaço, uma vez que as empresas estão cada vez mais preocupadas com a saúde dos seus colaboradores, em ajudá-los a equilibrarem o lado profissional e o pessoal para obterem melhores resultados. Foi-se a época em que os adeptos compulsivos ao trabalho, eram valorizados pelo mercado.

Para as empresas os workaholics até podem trazer benefícios em curto prazo, mas em longo prazo apresentam um lado negativo, entre eles afastamento por doença, a impressão de incompetência por sempre excederem a carga horária e por gerar altos custos com tantas horas extras.

Outros desabonos se destacam pela redução da criatividade, produtividade e capacidade de trabalharem em equipe, devido à ausência da combinação entre o cumprimento das tarefas e o relaxamento.

A fórmula ideal para reduzirem o estresse e aumentarem a performance no trabalho é saber dividirem o tempo de maneira equilibrada entre as tarefas profissionais, pessoais e de lazer.

É importante reconhecer que precisam de ajuda profissional, para descobrirem o mundo fora do escritório, criarem novos hábitos e vivenciarem momentos de descanso e descontração sem sofrimento.

O primeiro passo será identificar o motivo que os levam a trabalhar tanto, na sequência redescobrirem como há coisas interessantes fora do ambiente organizacional, retomarem o hobby predileto, iniciarem atividades físicas, reconquistarem as pessoas das quais se afastaram, aprenderem a delegar e estabelecer prioridades, incluindo as que não englobam a rotina de trabalho e principalmente acreditar que é possível conciliar vida pessoal e profissional, obtendo sucesso em ambas.

Fonte: www.rh.com.br

Postado por: Ana Cláudia Foelkel
CRP: 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448