terça-feira, 4 de julho de 2017

Casais Felizes...Parte 1

A Felicidade:

Primeiro, vamos tentar definir a felicidade. Escreva em um caderno, da forma mais espontânea possível, a sua definição da felicidade:

Veja a seguir dez definições de felicidade apresentadas por diferentes pensadores. Avalie de 1 a 10 as que mais tenham a ver com a sua concepção de felicidade, dando nota 1 à sua definição preferida.

.......... "Felicidade é desfrutar daquilo que você possui." Milton Erickson, psicólogo americano.
.......... "Amar e trabalhar." Sigmund Freud, pai da psicanálise e neurologista austríaco.
.......... "Um bem-estar mental permanente." Martin Seligman, psicólogo americano.
.......... "A felicidade nem sempre é confortável." Thomas d'Ansembourg, escritor belga.
.......... “É impossível ser feliz sem ser sábio.” Epicuro, filósofo grego.
.......... “Um sentimento de alegria ativa.” Baruch de Espinoza, filósofo holandês.
.......... “Felicidade é a satisfação de todas as nossas inclinações.” Emmanuel Kant, filósofo alemão.
.......... “Uma aprovação incondicional da existência. “ Clément Rosset, filósofo francês.
.......... “Fazer o que você quer e querer o que você faz.” Françoise Giroud, jornalista suíça.
.......... “Não há nenhum caminho para a felicidade; a felicidade é o caminho.” Lao Tsé, sábio chinês.


A partir da sua definição inicial e das definições dos pensadores, como vocês redefiniria agora a sua concepção de felicidade? ..............................................

Sejamos ainda mais exatos. Se, dentre todas as definições e concepções de felicidade citadas, você só pudesse escolher uma palavra, um único sinônimo de felicidade, qual seria? ...................................................................................

Mas, afinal, o que é felicidade? Será que é “um estado duradouro de plenitude e satisfação, um estado agradável e equilibrado da mente e do corpo, no qual estão ausentes sofrimento, estresse, preocupação e problemas” (Wikipédia)? Será que este estado pode ser permanente? E como alcançá-lo?

Para encontrar a felicidade, primeiro é preciso fazer os esforços necessários. A felicidade seria, assim, o resultado de uma construção e o acúmulo de inúmeras pequenas vitórias. Embora se diga por aí que a felicidade não é o objetivo da viagem, mas sim uma forma de viajar, pesquisas parecem demonstrar que é possível aprender a ser feliz do mesmo jeito que se aprende a ler ou cozinhar. Portanto, a felicidade seria, ao mesmo tempo, uma forma de viajar e o objetivo da viagem.

O Cérebro:

 A infelicidade e os sofrimentos psíquicos sempre foram mais estudados do que a felicidade e a saúde.
Há pouco tempo, graças à tecnologia moderna, somos capazes de observar o cérebro em atividade diretamente. Assim, sabemos líder melhor como os pensamentos se efetuam e como as emoções se desenvolvem. Sabemos, por exemplo, como a alegria se manifesta em nossos neurônios quando pensamos na pessoa amada e qual é a bioquímica da alegria provocada pela imagem da pessoa amada.
Existem regiões específicas do cérebro que produzem felicidade. Assim como podemos estimular o centro da linguagem para aprendermos a falar, também podemos aprender a estimular os “centros da felicidade”.
O cérebro continua se construindo durante a vida inteira, e podemos influenciar esta construção através de aprendizagens adequadas. Se expressas a sua raiva, você se tornará cada vez mais nervoso e irritável, pois sensibilizará os neurônios da raiva. Se relembrar todas as suas más lembranças, posso lhe garantir que você estimulará a produção de “hormônios tristes” e acabará virando um profeta do infortúnio.
Porém, o que vale para as emoções desagradáveis (raiva, medo, tristeza, culpa) também vale para as emoções agradáveis. Se você rir e sorrir, ficará mais alegre. Se exprimir o seu entusiasmo, você se tornará cada vez mais otimista. Se disser ao seu parceiro ou à sua parceira que você o(a) ama, não somente você o(a) amará mais, como ele(a) também se tornará cada vez mais amável.

A Terapia da Felicidade:

A escolha é sua: você pode aprender a ser feliz ou infeliz, decidindo expressar emoções felizes ou infelizes. Aprender a conter seus maus humores é uma excelente forma de cuidar do seu corpo. A expressão de sentimentos agradáveis fortalece o sistema imunológico, combate o estresse e reduz risco de problemas cardíacos.
Existem provas disto: pessoas felizes são mais criativas, amorosas e amáveis. Elas enfrentam com mais facilidade as inevitáveis adversidades da vida e resolvem problemas de forma melhor e mais rápida, pois, como diz Thomas d’Ansembourg: “A felicidade nem sempre é confortável”.
Os pensamentos e as sensações são dois lados de uma mesma moeda. Sentimentos positivos estimulam as conexões nervosas do cérebro e favorecem a alegria, o amor e a gentileza. Casais que dizem frequentemente “eu te amo” um ao outro são mais felizes do que os que expressam mais suas frustrações.

“A infelicidade destrói, a felicidade constrói”.

Fonte: Yvon Dallaire

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica

(11) 97273-3448