terça-feira, 1 de agosto de 2017

TOC - Tratado pela Psicoterapia e Acupuntura

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), é um diagnóstico psiquiátrico ocidental que se refere a pacientes que sofrem de obsessões e/ou compulsões recorrentes que consomem tempo (tomam mais de 1 hora por dia) ou causam sofrimento marcado ou dano significativo.

Em determinado momento do curso do distúrbio, a pessoa reconhece que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.

As obsessões são ideias, pensamentos, impulsos ou imagens persistentes que são sentidas como inoportunas e inapropriadas. A pessoa é capaz de reconhecer que sua própria mente produz isso, não é algo imposto.

As obsessões mais comuns são pensamentos repetidos sobre contaminação (p. ex., ideia de ficar contaminado por dar um aperto de mãos), dúvidas repetidas (p. ex., ficar na dúvida se deixou a porta da casa aberta ou não), necessidade de colocar as coisas numa determinada ordem (p. ex., intenso sofrimento quando os objetos estão desordenados), impulsos agressivos ou horríveis (p. ex., ferir o próprio filho) e fantasias sexuais (p. ex., imaginações pornográficas recorrentes).

A pessoa com obsessão geralmente tenta ignorar ou suprimir seus pensamentos e impulsos ou neutralizá-los com outros pensamentos ou ações (ou seja, com compulsões).

As compulsões são comportamentos repetitivos (p. ex., higienização das mãos, arrumação, verificação) ou atos mentais (p. ex., preces, contagem, repetição de palavras silenciosamente) para evitar ou reduzir a ansiedade ou o sofrimento, não para proporcionar prazer ou satisfação, é algo que traz sofrimento.

Na maioria dos casos, a pessoa se sente induzida a executar a compulsão para reduzir o sofrimento que acompanha a obsessão ou para evitar algum acontecimento ou situação temível. Em casos graves, esta desordem afeta a capacidade da pessoa para realizar as atividades cotidianas.

O transtorno muitas vezes tem um grande impacto sobre a qualidade de vida do paciente e da sua família. Além disso, a autoconsciência da irracionalidade do distúrbio pode ser penosa. Para pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo grave, a realização dos atos compulsivos pode tomar várias horas por dia.

Pesquisas recentes sugerem que o TOC possa estar relacionado com distúrbios da função dos núcleos da base cerebral, especialmente com seus receptores de uma substância normal do cérebro chamada serotonina. Parece que quando se bloqueia o fluxo adequado de serotonina, o "sistema de alarme" do cérebro reage de forma exagerada. Desencadeiam-se mensagens de perigo incorretamente e, em vez do cérebro filtrar os pensamentos desnecessários, insiste neles e a pessoa experimenta medos e dúvidas irreais repetidamente.

O transtorno obsessivo-compulsivo responde muito bem ao tratamento de acupuntura associado a psicoterapia comportamental. A acupuntura pode promover equilíbrio e melhora significativa. E a psicoterapia, o paciente aprende ter maior controle sobre os pensamentos, também de maneira equilibrada e saudável.

Na acupuntura, é obrigatório o diagnóstico adequado mediante o pulso e a língua antes de se decidir a linha de tratamento e a seleção dos pontos.

Igualmente, deve-se levar em consideração outras informações fornecidas pela aplicação dos quatro métodos diagnósticos da Medicina Tradicional Chinesa, como por exemplo, o habitat e o estilo de vida dos pacientes, relacionado com o excesso de atividade sexual e de trabalho, a alimentação inadequada, etc.
O tratamento deve se basear na análise apropriada das manifestações individuais, já que cada paciente é diferente e, portanto, também o tratamento é individualizado.

A aplicação de calor (moxa) no ponto E 36 pode agravar os sintomas. Nos pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo parece haver excesso de calor em certos meridianos, o qual deve ser controlado mediante o fortalecimento de outros canais deficientes.

Por exemplo, a deficiência de yin do Rim pode impedir o controle do fogo do Coração e/ou a nutrição do yin do Fígado. Neste último caso, o Fígado ficaria impedido de nutrir o yin do Coração. O resultado seria uma hiperatividade do fogo do Coração com manifestações consequentes, tais como obsessões, compulsões, palpitação, ansiedade, insônia, nervosismo, temores, sustos, diminuição da memória e respiração curta, entre outras.

Com ajuda da acupuntura no tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo, pode-se manter o equilíbrio psicológico com resultados duradouros.

Lembrando, que um tratamento não exclui o outro, mas sim complementa. Portanto, a psicoterapia associada à acupuntura, conseguimos um resultado excelente e efetivo.

Fonte: acupuntura-mtc.com

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga e Terapeuta (11) 97273-3448 

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