segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Vídeo sobre dificuldade de aprendizagem
Um documentário que explica sobre as dificuldades de aprendizagens, como: Dislexia, Dislalia, Discalculia.
Muito interessante, pois são as crianças relatando as suas dificuldades e as suas superações.
Um estímulo, uma motivação.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Crianças na Cozinha
A alimentação de crianças que ajudam na cozinha é melhor, segundo estudo
Essa notícia só veio para confirmar minhas suspeitas! Quem tem crianças por perto (filhos, sobrinhos, netos…) muita atenção!
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Alberta, Canadá e publicada na famosa revista Public Health Nutrition aponta como melhor maneira de fazer as crianças consumirem alimentos saudáveis seria aproximando-as da cozinha seja fazendo-as cozinhar ou somente ajudando na preparação de pratos. A pesquisa envolveu estudantes da quinta série de 151 escolas de Alberta para verificar as experiências dos alunos com a escolha de alimentos e o preparo de pratos.
Quem disse que a cozinha não é lugar de criança?
Yen Li Chu, da Escola da Saúde Pública da Universidade e um dos pesquisadores afirmou:
“Crianças que de fato gostam de frutas e verduras são as que também mais consomem esses alimentos e têm as melhores dietas. Esses dados mostram que estimular as crianças a se envolver na preparação dos alimentos pode ser uma medida efetiva para promover a alimentação saudável”.
Os dados obtidos ao questionar com que frequência ajudavam os pais na cozinha foi: 1/3 ajudavam ao menos uma vez ao dia; 1/3 auxiliava de uma a três vezes por semana; 1/4 afirmou cozinhar somente uma vez por mês e 12,4% não participavam de nenhuma forma no preparo da comida.
O que pôde ser observado foi que, quando questionadas se gostavam de frutas e verduras, no geral, a maioria disse preferir frutas a verduras, mas, dentro do grupo das que ajudavam na cozinha, foi observado que essas gostavam de ambos os grupos alimentares – a preferência por verduras, a propósito, foi 10% superior entres os que cozinhavam. Essas ainda disseram ter consciência da importância de se ter uma alimentação saudável.
Chu então confirma que de fato é importante manter uma relação próxima das crianças com a comida, mas aponta não só os pais como responsáveis por essa relação (apesar de serem os principais responsáveis), mas também a escola. Atividade bem interessante para eles se aproximarem mais dos alimentos e uma forma de ficarem mais com os pais.
As saídas que Chu aponta (que talvez ainda estejam um pouco distantes da realidade escolar brasileira) são:
“Você pode ter aulas de culinária ou clubes de culinária nos colégios que estimulem o consumo de frutas e verduras e ressalte a relevância de se fazer escolhas saudáveis em relação aos alimentos”.
Apesar da pesquisa ter sido realizada com alunos da quinta série, Paul Veugelers (outro dos autores do estudo) diz que teria efeito semelhante com alunos preste a ir para a faculdade. “Para muitos, ir para a universidade é também viver sozinho e ficar responsável pela própria dieta. Há lições para essas pessoas também, para que formem grupos e que se revezem na preparação e na escolha dos alimentos”, recomenda.
Portanto, o que podemos tirar é que é sempre interessante realizar uma aproximação das crianças com os alimentos de uma forma que desde cedo estes tenham uma noção da importância de se alimentar saudável. E depois qual a criança que não gosta de brincar com a comida, hein?
Aí vão algumas sugestões de receitas para preparar com a criançada:
1. Salada de Frutas em Cesta de Melancia Deitada
2. Pãezinhos de Coco
3. Suco Colorido
Crie você também, uma divertida e saudável alimentação, pra você e crianças. Sem dúvida uma experiência maravilhosa que passará a fazer parte de suas vidas.
Visitem o site Guloso e Saudável, você encontrará muitas dicas para criançada.
Postado por: Dra. Ana Claudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica
(11) 97273-3448
Psicóloga Clínica
(11) 97273-3448
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Calcule o Peso das Crianças
Calcule o IMC de crianças acima de 2 anos
Muitos pais se preocupam com o peso e a estatura de seu filho. Questionam-se se a massa corporal da criança está de acordo com a idade, se a alimentação está adequada, se é necessário o acompanhamento de um pediatra ou mesmo de um nutricionista. Pensando nisso, separei uma dica que irá ajudá-los com essas dúvidas.
O IMC (Índice de Massa Corporal) é uma ferramenta de triagem útil para avaliar o peso de uma pessoa, em relação à sua altura.
No entanto, é possível alguém ter um IMC elevado, devido ao grande volume de massa muscular, e não pelo excesso de gordura corporal.
Assim, o IMC precisa ser interpretado individualmente para cada criança.
Utilize a calculadora para descobrir o índice de massa corporal de seu filho:
Peso ÷ altura x altura
Por exemplo: Uma menina de 10 anos com peso de 40 Kg e altura de 72 cm
40 Kg ÷ 0,72 m x 0,72 m = 77,16
A conta que faremos é Peso ÷ (Altura²)
O IMC desta menina é: 77,16
Obesidade Grau I, deve-se procurar um médico.
Com as taxas de obesidade infantil e de adolescente subindo, o acompanhamento do IMC Infantil a partir de uma idade precoce ajuda os médicos a intervirem a tempo de fazer um impacto positivo sobre a saúde de seu filho. Por isso, é comum que o pediatra calcule o IMC da criança/adolescente a cada ano, geralmente, com o início na infância.
Valores de referência
| IMC Baixo para idade | IMC adequado ou Eutrófico | Sobrepeso | Obesidade |
| < Percentil 3 | ≥ Percentil 3 e < Percentil 85 | ≥ Percentil 85 e < Percentil 97 | ≥ Percentil 9 |
Referência:
Duncan BB, Schmidt MI, Giugliani ERJ, organizadores. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseada em evidências. 3a Ed. Porto Alegre: Artmed Editora; 2004.
Fonte: Portal Telessaúde Brasil e BVS APS
Uma iniciativa do Ministério da Saúde e BIREME/OPAS/OMS em parceria com as instituições do Programa Nacional Telessaúde
Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga
Vivo (11) 97273-3448 e Tim (11) 96829-7684
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Bullying
É exercido
por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar
ou agredir outra pessoa.
Bullying é
um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas
de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que
ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos,
causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa
sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro
de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias:
a) bullying
direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos, e;
b) bullying indireto,
sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como
característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a)
agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física
ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo
ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais
como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local
de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a
ocorrência do bullying entre seus
alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de
agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas
adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados
para humilhar os colegas.
As
pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a
violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do
agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying,
o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados
negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As
crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com
sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de
relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos
extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s)
autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia,
pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre
seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos
agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de
reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte
sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No
Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e
particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª
séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são:
Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os
atos de bullying ferem princípios
constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código
Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever
de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no
Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço
aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying
que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.
Fonte: Brasil Escola
Postado por: Ana
Cláudia Foelkel Simões
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Discalculia
O que é
Discalculia? - Dificuldade de aprender matemática.
Sinais de
“mais”, “menos”, “maior”, subtrair, dividir, cálculo de porcentagem, pode
parecer um bicho de sete cabeças? Em alguns casos, o problema não está na
criança, e sim nos professores ou na metodologia da escola que não se adapta ao
aluno. Muitos estudos mostram que o desenvolvimento da criança em termos
quantitativos é adquirido gradativamente. Em outros casos, a dificuldade pode
ser apenas da pessoa, tratando-se de um distúrbio conhecido como discalculia, e
não de pura preguiça como alguns podem pensar. A discalculia é causada por
má formação neurológica, que provoca dificuldade em aprender tudo o que está
relacionado a números como: operações matemáticas; dificuldade em entender os conceitos
e a aplicação da matemática; seguir sequências; classificar números… É
importante esclarecer que, a discalculia não é causada por má
escolarização, deficiência mental, déficits visuais ou auditivos ou qualquer
ligação com níveis de QI.
A matemática
é uma ferramenta essencial em nossas vidas, por isso a importância de
diagnosticar a discalculia nos primeiros anos de vida. Quando não
reconhecido a tempo, pode dificultar o desenvolvimento da criança, resultando
no medo, comportamentos inadequados, agressividade, apatia e até o
desinteresse.
Existem seis
subtipos para a discalculia:
-Verbal:
resistência em nomear números, termos e símbolos;
-Léxica:
problemas para ler os símbolos matemáticos;
-Practognóstica:
dificuldade para enumerar, comparar e/ou manipular objetos ou imagens
matemáticas;
-Gráfica:
dificuldade em escrever símbolos matemáticos;
-Operacional:
resistência para executar operações e cálculo numéricos;
-Ideognóstica:
dificuldade para mentalizar as operações e para compreender os conceitos
matemáticos.
Para o
professor diagnosticar a discalculia em seu aluno, é fundamental
observar a trajetória da aprendizagem dele. Ficar atento se, com frequência, os
símbolos são escritos incorretamente, se há incapacidade em operar com
quantidades numéricas, se não reconhece os sinais das operações. Dificuldade na
leitura dos números e em mentalizar as contas também são sinais da dislexia. É
importante que o professor realize atividades específicas, sem isolá-lo do
restante da turma. É regressivo ao tratamento
de discalculia ressaltar as dificuldades, diferenciando o aluno dos
demais colegas; mostrar-se impaciente, interromper ou tentar adivinhar o que a
criança quer dizer; corrigir o aluno frequentemente diante da turma; ignorá-lo;
forçá-lo a fazer as lições quando nervoso por não ter conseguido. Uma dica é
propor jogos em sala e usar situações concretas nos problemas
matemáticos.
O
psicopedagogo e o psicólogo são indicados ao tratamento
da discalculia, que deve ser feito em parceria com a escola e com os
familiares. Esses profissionais ajudam com relação à autoestima e valoriza as
atividades realizadas. Também vão descobrir o processo de aprendizagem da
criança através de instrumentos que irão ajudá-la no entendimento. Os jogos
ajudam com as habilidades psicomotoras e espaciais, na contagem.
Já um
neurologista irá confirmar, através de exames, a dificuldade específica do
paciente, e encaminhá-lo para o tratamento ideal. É importante detectar as áreas
do cérebro afetadas. A maioria das crianças pode não gostar de contas, achar
chata e difícil. Mas é importante diferenciar a inadaptação do aluno ao ensino
da escola, ou ao professor, do distúrbio que provoca dificuldade com os
números.
Caso a pessoa esteja se desenvolvendo normalmente em outras
disciplinas, procure um especialista que possa tirar a dúvida e, dependendo,
começar o tratamento, pois, quanto antes for descoberto, menor o prejuízo para
a criança e melhor ela se adaptará com as questões do cotidiano,
relacionamento, autoconfiança, poder de decisão.
Fonte: www.centropsicopedagogicoapoio.com.br
Postado por:
Ana Claudia Foelkel Simões
Psicóloga e
Terapeuta
(11)
972733-3448
Dislalia
O que é Dislalia ? - Um distúrbio na fala.
O personagem de
Maurício de Sousa, o Cebolinha, conhecido por trocar a letra “R” por “L”, além
de roubar o coelhinho da Mônica. Esse é um caso clássico de Dislalia,
um distúrbio de fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras e
pela má pronunciação, seja omitindo, acrescentando, trocando ou distorcendo os
fonemas.
Podemos citar alguns casos: a troca de “bola” por “póla”; de “porta”
por “poita”; de “preto” por “peto”; de “tomei” por “omei”; de “barata” por
“balata”; de “atlântico” por “atelântico”.
Outro exemplo comum envolve a
pronuncia do “K” e do “G”: “ato” ao invés de “gato”; “ma a o” no lugar de
“macaco”.
As trocas mais comuns são:
- P por B;
- F por V;
- T por D;
- R por L;
- F por S;
- J por Z;
- X por S.
Até os quatro anos, o erro em pronunciar as
palavras é considerado normal, mas, após essa idade, continuar falando mal pode
acarretar sérios problemas, inclusive na escrita. Uma opção é fazer o trabalho
preventivo à alfabetização, evitando dificuldades escolares. Possivelmente
ocorra a estimulação do distúrbio caso a
criança use chupeta, mame mamadeira ou chupe dedo por tempo prolongado,
causando flacidez muscular e postura indevida da língua.
Vale ressaltar algumas dicas para não
ajudar a desenvolver esse distúrbio. Em muitos casos, os tios, avós, pais,
enfim, acham graça quando a criança fala de forma errada como “biito” (bonito),
“tebisão” (televisão), “Tota-Tola” (Coca-cola)… Mas é importante não achar fofo
e sempre corrigi-la. Falar certo diante da criança, para que ela cresça sabendo
e se habituando ao correto. O professor deve articular bem a palavra, fazendo
com que os fonemas estejam claros. Ao perceber em sala de aula que um
determinado aluno não está pronunciando bem, deve procurar os pais e
comunicá-los. E, como a fala é um ato motor elaborado, troque informações com
os professores de educação física, que observam melhor o desenvolvimento
psicomotor do aluno. O professor deve tomar muito cuidado na hora da correção,
para o aluno não se sentir inferiorizado, por isso a necessidade e importância
do fonoaudiólogo no tratamento.
- Evolutiva:
considerada normal em crianças e corrigida gradativamente durante o
desenvolvimento;
- Funcional: quando
ocorre a substituição ou eliminação das letras durante a fala e/ou distorção do
som;
- Audiógena: acontece
em indivíduos com deficiência auditiva, pois não consegue imitar os sons.
- Orgânica: ocorre em
casos de lesão no encéfalo, o que impossibilita a pronuncia correta, ou quando
há alteração na boca.
Cada caso exige um procedimento particular para o tratamento da dislalia,
mas o trabalho do fonoaudiólogo sobre a falha e dificuldade é indiscutível.
A criança será trabalhada e estimulada para desenvolver algumas
competências como a sensação e a capacidade de sentir os sons; percepção, ou
seja, a aptidão para reconhecer o som; e a elaboração, que é a capacidade de
reflexão sobre os sons percebidos. A partir daí, falamos da autoconfiança, bom
relacionamento, crescimento pessoal… Acredite! A dislalia tem tratamento,
e, para isso, uma equipe interdisciplinar de profissionais baseado em
psicopedagogo, fonoaudiólogo, psicólogo entre outros, tem muita importância
para o resultado positivo.
Fonte: www.centropsicopedagocicoapoio.com.br
Postado por: Ana Claudia Foelkel Simões
Dislexia em Adultos
EVOLUÇÃO E CONSEQUÊNCIAS:
Fala-se muito mais sobre dislexia hoje que há alguns poucos anos.
O
conhecimento atual evoluiu, sobretudo com as descobertas das neurociências
sobre como se dá a aquisição da leitura e escrita e sobre as funções cerebrais
durante a leitura. Através das neuroimagens, hoje sabemos como se processam as
rotas neurais do disléxico.
Durante a leitura e no que se diferenciam do leitor
comum. Os dados clínicos que dispomos sobre o disléxico, acompanhados da
infância até a idade adulta, demonstram um quadro de evolução dos sinais da
dislexia ao longo da vida do portador. Essa evolução ocorre porque embora
alguns déficits fonológicos e visuais permaneçam, o disléxico é dotado de
inteligência normal ou superior - e frequentemente desenvolve estratégias
compensatórias em seu processo de aprendizagem, ainda que lide com algumas
limitações.
Um quadro de dislexia no adulto costuma ser
identificado através da anamnese. Sua história denota sinais indicadores do
transtorno desde a fase pré- escolar, tais como atraso na aquisição da fala,
trocas orais e/ou migrações de letras não esperadas pela faixa etária. Também
são comuns dificuldades para nomear objetos, vocabulário pobre, dificuldade
para aprender brincadeiras e cantigas infantis, principalmente quando evolvem
rimas e aliterações.
É comum entre as crianças disléxicas o uso que fazem de palavras substitutas ou imprecisas, bem como confusão no uso de palavras que indicam direcionamento (dentro, fora, etc.). Apresentam-se, por outro lado, extremamente inteligentes, criativos e com aptidão para desmontar e construir brinquedos. Outro dado fundamental a ser rastreado é se os antecedentes familiares deflagraram dificuldades escolares ao longo de suas vidas acadêmicas, uma vez que já está comprovada a influência genética do distúrbio.
É comum entre as crianças disléxicas o uso que fazem de palavras substitutas ou imprecisas, bem como confusão no uso de palavras que indicam direcionamento (dentro, fora, etc.). Apresentam-se, por outro lado, extremamente inteligentes, criativos e com aptidão para desmontar e construir brinquedos. Outro dado fundamental a ser rastreado é se os antecedentes familiares deflagraram dificuldades escolares ao longo de suas vidas acadêmicas, uma vez que já está comprovada a influência genética do distúrbio.
Na fase
escolar, da primeira à quinta série, observam-se sinais mais claros e
sugestivos da dislexia, como lentidão para aprender a ler ou mesmo dificuldades
para acompanhar o início da escrita. Eles denotam dificuldades para memorizar o
traçado das letras, não conseguem relacioná-las a contento com suas
representações sonoras, decorrendo em trocas visuais (a/e/o, m/n/w, d/b, q/g) e
auditivas (f/v, d/t, ch/j, b/p), em migrações de letras ou sílabas
(“secada”/escada) não esperadas pela idade e série.
Apresentam dificuldades para soletrar as palavras e demonstram dificuldade
acentuada para perceber a sílaba tônica das mesmas. Nota-se o esforço para a
leitura da palavra isolada e principalmente de pseudopalavras (palavras
inventadas), a pronúncia dificultosa de partes das palavras, bem como
dificuldade para decorar as pronúncias e os significados de palavras novas ou
não frequentes, o que os obriga à exaustiva repetição para decodificar e
acessar o som e o significado das palavras.
Como se vê, há um padrão de evidências básicas que
denotam deficiências no déficit fonológico, além de questões de ineficiências
relativas aos aspectos do processamento visual, que são fundamentais para a
aquisição das habilidades da leitura e escrita. Esse padrão pontuado pelo
portador da dislexia no decorrer de sua vida acaba se evidenciando ao longo das
avaliações fonoaudiológica, psicopedagógica e neuropsicológica. Devemos ter em
mente, entretanto que todo indivíduo possui suas especificidades, o que também
se aplica aos seus processos individuais de aprendizagem.
Os sinais se modificam a partir da sexta série, na medida em que o aluno tendo a automatizar a decodificação da leitura e a codificação da escrita, mas sempre de forma mais custosa e lenta que seus colegas. A ineficiência na leitura neste período é mais evidente no quesito compreensão: o disléxico se queixa de não entender o que lê, apresentando dificuldades para acompanhar sua classe, por lhe faltarem as ferramentas básicas para edificar sua educação formal, para desenvolver suas competências cognitivas.
Os sinais se modificam a partir da sexta série, na medida em que o aluno tendo a automatizar a decodificação da leitura e a codificação da escrita, mas sempre de forma mais custosa e lenta que seus colegas. A ineficiência na leitura neste período é mais evidente no quesito compreensão: o disléxico se queixa de não entender o que lê, apresentando dificuldades para acompanhar sua classe, por lhe faltarem as ferramentas básicas para edificar sua educação formal, para desenvolver suas competências cognitivas.
A partir daí, o processo tende a se agravar
continuamente, em um círculo vicioso. Como não possui o hábito de ler, sobretudo
pela dificuldade de compreensão, seu vocabulário tende a ser escasso, seu
arquivo pessoal de conhecimentos pobre e o portador de dislexia se limita cada
vez mais à produção de textos, em um esforço natural para evitar o confronto
com suas dificuldades e as críticas de pais, colegas e professores.
O adulto disléxico, do ensino médio até os bancos universitários, continuará desempenhando uma leitura mais lenta como sintoma principal, denotando uma automatização sim, mas não suficiente para a demanda da sua faixa etária e acadêmica. Apresentará real dificuldade para compreender o conteúdo lido, necessitando de várias leituras do mesmo texto ou que leiam para ele para entendê-lo.
A leitura oral tende a adquirir mais fluência, embora com entonação deficitária, sobretudo na prosódia e nas modulações. Apresentam pausas pela decodificação de palavras menos usuais, muito embora, exceto casos mais graves, já não se evidenciem as trocas severas da infância e adolescência. Hoje se sabe que o adulto disléxico não adquire a estratégia do “bom leitor”: a leitura interativa, que se apoia no significado do conteúdo expresso que o possibilitaria ler fazendo antecipações e verificações de hipóteses, dispondo de autorregulação mediada.
A lentidão decorre do fato de não ter o processo automatizado e por utilizar rotas neurais diferentes do leitor comum, que demandam tempo e esforço maior para atingir o mesmo objetivo. A compreensão normalmente ocorre pela ineficiência da leitura oral ou pelos problemas secundários adquiridos pela própria falta do hábito de leitura: a pobreza de vocabulário, pouco arquivo pessoal e pela ineficiente evolução do raciocínio crítico e interpretativo.
Na escrita, o disléxico adulto demonstra aquisição do código, mas possui dificuldades para se expressar adequadamente através desse código. Redigir é uma tarefa árdua, em que se sobressaem deficiência na utilização da linguagem formal que a vida adulta exige, tais como textos exíguos e muitas vezes pueris. O manejo formal é insatisfatório, não há alinhamento de margens, paragrafação e pontuação adequada. A ortografia é deficiente ao grafar palavras menos frequentes e que requerem múltiplas associações, apresentando trocas pedagógicas como s/c/ ss; c/ç; s/sc; ch/x; j/g etc.
Este é o panorama do quadro do disléxico adulto. Ele contará sobre um histórico de leitura e escrita sempre árduo e deficiente, sobre dificuldades escolares que vão se acumulando ao longo de sua vida, sobre aulas particulares que não supriram suas deficiências. Contará sobre resultados insatisfatórios em relação ao seu potencial e esforço, sobre recuperações, mudanças de escola, repetições de ano e até mesmo a evasão escolar.
É cotidiano, o relato dos adultos sobre suas frustrações nos bancos escolares. Sobre quantas vezes o disléxico se escondeu para o professor não chamá-lo a ler em voz alta na classe. Sensibilizamo-nos ao saber das experiências traumatizantes pelas quais passaram e ainda passam, não apenas na escola, mas também família e sociedade. O “bullying” e a identidade frágil que constrói a partir do olhar do outro.
Renato, 29 anos, portador de dislexia severa, conta que passou por diversos profissionais, pois manifestava desde o início de seu processo escolar dificuldades para ser alfabetizado, mas nunca foi aventada a hipótese de dislexia. Somente aos 27 anos veio saber o nome do seu problema. Descreve que sofreu muito e que conseguiu com muita ajuda e dificuldade, depois de várias recuperações e reprovações, concluir o ensino fundamental. A seguir, depois de muitas tentativas frustradas, tratamentos inadequados e mudanças de escola abandonaram os estudos no início do ensino médio – muito embora fosse plenamente capacitado para graduação e para dar continuidade a sua vida acadêmica.
Assim, os disléxicos adultos acabam por desenvolver problemas secundários muito mais graves que a própria dislexia. São privados de ampliarem seu potencial, de obterem formação acadêmica, caso fossem tratados através de intervenção psicopedagógica e beneficiados com métodos adequados na escola. Esta situação ainda ocorre em nossa sociedade, apesar de todo o conhecimento de que dispomos.
Ainda hoje, os testes de linguagem, de leitura e de escrita, utilizados para a avaliação da dislexia nem sempre respeitam a evolução dos sinais indicativos e, consequentemente, podem falhar no diagnóstico do adulto. A maioria das avaliações é realizada através de testes para crianças, que não dispõe de recursos para a perfeita identificação das dificuldades que os jovens e adultos apresentam.
Além disto, os profissionais nem sempre identificam as habilidades manifestas dos adultos disléxicos, tais como sua capacidade criativa e sua possibilidade em áreas que utilizam raciocínio lógico, tais como ciências exatas, desenho, fotografia, propaganda e marketing, informática, paisagismo, dentre tantas outras aptidões.
Não identificar as habilidades dos jovens disléxicos decorrerá em limitações e impedimentos em sua orientação vocacional, em seu preparo acadêmico e na busca de seu caminho para atuar no mercado de trabalho e na sociedade, sem dizer dos prejuízos emocionais que farão parte de toda a sua existência.
O adulto disléxico, do ensino médio até os bancos universitários, continuará desempenhando uma leitura mais lenta como sintoma principal, denotando uma automatização sim, mas não suficiente para a demanda da sua faixa etária e acadêmica. Apresentará real dificuldade para compreender o conteúdo lido, necessitando de várias leituras do mesmo texto ou que leiam para ele para entendê-lo.
A leitura oral tende a adquirir mais fluência, embora com entonação deficitária, sobretudo na prosódia e nas modulações. Apresentam pausas pela decodificação de palavras menos usuais, muito embora, exceto casos mais graves, já não se evidenciem as trocas severas da infância e adolescência. Hoje se sabe que o adulto disléxico não adquire a estratégia do “bom leitor”: a leitura interativa, que se apoia no significado do conteúdo expresso que o possibilitaria ler fazendo antecipações e verificações de hipóteses, dispondo de autorregulação mediada.
A lentidão decorre do fato de não ter o processo automatizado e por utilizar rotas neurais diferentes do leitor comum, que demandam tempo e esforço maior para atingir o mesmo objetivo. A compreensão normalmente ocorre pela ineficiência da leitura oral ou pelos problemas secundários adquiridos pela própria falta do hábito de leitura: a pobreza de vocabulário, pouco arquivo pessoal e pela ineficiente evolução do raciocínio crítico e interpretativo.
Na escrita, o disléxico adulto demonstra aquisição do código, mas possui dificuldades para se expressar adequadamente através desse código. Redigir é uma tarefa árdua, em que se sobressaem deficiência na utilização da linguagem formal que a vida adulta exige, tais como textos exíguos e muitas vezes pueris. O manejo formal é insatisfatório, não há alinhamento de margens, paragrafação e pontuação adequada. A ortografia é deficiente ao grafar palavras menos frequentes e que requerem múltiplas associações, apresentando trocas pedagógicas como s/c/ ss; c/ç; s/sc; ch/x; j/g etc.
Este é o panorama do quadro do disléxico adulto. Ele contará sobre um histórico de leitura e escrita sempre árduo e deficiente, sobre dificuldades escolares que vão se acumulando ao longo de sua vida, sobre aulas particulares que não supriram suas deficiências. Contará sobre resultados insatisfatórios em relação ao seu potencial e esforço, sobre recuperações, mudanças de escola, repetições de ano e até mesmo a evasão escolar.
É cotidiano, o relato dos adultos sobre suas frustrações nos bancos escolares. Sobre quantas vezes o disléxico se escondeu para o professor não chamá-lo a ler em voz alta na classe. Sensibilizamo-nos ao saber das experiências traumatizantes pelas quais passaram e ainda passam, não apenas na escola, mas também família e sociedade. O “bullying” e a identidade frágil que constrói a partir do olhar do outro.
Renato, 29 anos, portador de dislexia severa, conta que passou por diversos profissionais, pois manifestava desde o início de seu processo escolar dificuldades para ser alfabetizado, mas nunca foi aventada a hipótese de dislexia. Somente aos 27 anos veio saber o nome do seu problema. Descreve que sofreu muito e que conseguiu com muita ajuda e dificuldade, depois de várias recuperações e reprovações, concluir o ensino fundamental. A seguir, depois de muitas tentativas frustradas, tratamentos inadequados e mudanças de escola abandonaram os estudos no início do ensino médio – muito embora fosse plenamente capacitado para graduação e para dar continuidade a sua vida acadêmica.
Assim, os disléxicos adultos acabam por desenvolver problemas secundários muito mais graves que a própria dislexia. São privados de ampliarem seu potencial, de obterem formação acadêmica, caso fossem tratados através de intervenção psicopedagógica e beneficiados com métodos adequados na escola. Esta situação ainda ocorre em nossa sociedade, apesar de todo o conhecimento de que dispomos.
Ainda hoje, os testes de linguagem, de leitura e de escrita, utilizados para a avaliação da dislexia nem sempre respeitam a evolução dos sinais indicativos e, consequentemente, podem falhar no diagnóstico do adulto. A maioria das avaliações é realizada através de testes para crianças, que não dispõe de recursos para a perfeita identificação das dificuldades que os jovens e adultos apresentam.
Além disto, os profissionais nem sempre identificam as habilidades manifestas dos adultos disléxicos, tais como sua capacidade criativa e sua possibilidade em áreas que utilizam raciocínio lógico, tais como ciências exatas, desenho, fotografia, propaganda e marketing, informática, paisagismo, dentre tantas outras aptidões.
Não identificar as habilidades dos jovens disléxicos decorrerá em limitações e impedimentos em sua orientação vocacional, em seu preparo acadêmico e na busca de seu caminho para atuar no mercado de trabalho e na sociedade, sem dizer dos prejuízos emocionais que farão parte de toda a sua existência.
Fonte:
www.abcdislexia.com.br
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