quinta-feira, 7 de março de 2013

DESORGANIZAÇÃO SOCIAL


"A desorganização social designa uma perturbação da cultura existente por mudança social, evidenciada
por falha dos controles sociais tradicionais, confusões de papel, códigos morais conflitantes e confiança
em declínio nas instituições”. (1980, Horton e Hunt -Sociologia. São Paulo: McGraw-Hill).

É a perda de influência das regras sociais de conduta existentes sobre os membros do grupo.




Uma sociedade em mudança desenvolve problemas sociais, pois não há mudança social que deixe 
inalterado o resto da cultura. Todos os novos elementos perturbam a cultura existente.

"Se uma cultura é bem organizada, com todos os seus traços e instituições bem ajustados, 
mudança em qualquer um deles desorganizará esta disposição. No mundo atual, a mudança é mais
rápida nos países em desenvolvimento. À medida que um país se aproxima da plena “modernização”,
a taxa de mudança torna-se mais lenta. Por isso são os países em desenvolvimento que estão a sofrer
a maior desorganização, tanto pela sua alta taxa de mudança como pela sua relativa falta de
familiarização com o processo de mudança" (Horton e Hunt).

Alvin Toffler cunhou o termo "choque do futuro" para designar tensões e ansiedades provocadas pela
mudança rápida.

Numa cultura fortemente desorganizada, o sentido da segurança, da moral e da finalidade da
vida danifica-se e as pessoas sentem-se confusas e inseguras. Existem pesquisas recentes que 
confirmam que a tensão e a ansiedade estão associadas à taxa de mudança percebida. Duvida-se 
ainda que se consiga fazer as mudanças necessárias para combater os problemas da explosão
populacional, poluição e desgaste dos recursos naturais. Horton e Hunt referem que todas as
sociedades em mudança rápida têm muitos desfasamentos culturais (intervalo entre o aparecimento 
de um novo traço e a adaptação a ele) e são, de certo modo, desorganizadas. Daí que, para fazer face 
aos desperdícios e custos inerentes à mudança social, se tente cada vez mais o planejamento social
como tentativa de controlar a situação.



Postado por: Ana Cláudia Foelkel
CRP: 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
(11) 97273-3448

NEGLIGÊNCIA X FALTA DE AUTONOMIA


Todos os dias deparamos com matérias e pesquisas que evidenciam os “muitos problemas na gestão humana e organizacional”. São problemas como: baixo salário, falta de benefícios, assédio, desvio de função, stress, desmotivação, etc... Mas diante de tudo isso, onde está o RH?

É perceptível que em muitas empresas principalmente nacionais de pequeno e médio porte que o RH não tem cumprido com o seu papel, permitindo a abertura de brechas que resultam nas situações citadas. Isso demonstra a falta de capacitação e maturidade dos gestores da área, que em muito das vezes se omitem, invés de contradizer as loucuras de determinados empresários que cada vez mais alimentam as cinzas do trabalho escravo no país, em prol da sua sustentabilidade doentia.



Portais de empregos afirmam que o país nunca teve um número de oferta de empregos tão elevado. Mas qual é o perfil dessas vagas? São vagas totalmente dislexias, onde muito se exige do profissional e pouco se oferece em troca. 
                                                                 E onde está o RH nisso?

 É claro que nem tudo é culpa do setor e o seu gestor, porém, a patologia da incompetência tem assombrado o RH, situação que cada vez mais desvaloriza os profissionais da área no mercado, pois  improbidades como estas mencionadas no texto depreciam a sua imagem e credibilidade.

Mas o que fazer? Chegou o momento em que os profissionais de RH façam jus a sua formação e experiência, colocando em prática o seu conhecimento humano e trabalhista, motivados por sua paixão em gestão de pessoas e orientados pela ética e a moral.

Muitos dizem que o RH é o coração das empresas, e se isto é uma verdade está na hora de curá-lo, antes que seja tarde demais.

São também, muitos casos em que as empresas não permitem que o seu profissional de RH atue de maneira mais efetiva e sendo assim, está deixando também de ser motivado.

A teoria, as técnicas são muito bonitas no papel, mas na prática ainda somos números, e as coisas não acontecem bem assim.

Fonte: Marco Vasconcelos.

Postado por: Ana Cláudia Foelkel
CRP: 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
(11) 97273-3448

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

COMPORTAMENTO NO PROCESSO SELETIVO




C. A., 41, foi demitido no ano passado por, nas palavras dele, "criar um clima organizacional não favorável". Ele diz que não conseguia lidar com a pressão de seus chefes e acabava descontando nos profissionais que liderava. "Ultrapassava o limite e colocava a equipe contra mim", conta.


Por isso, a análise da personalidade dos candidatos, em quesitos como adaptação a novos ambientes, capacidade de trabalhar em equipe e flexibilidade ganharam importância nos processos de seleção.
Essas características, em alguns casos, podem pesar mais do que o currículo técnico.

"Sinceramente, [elas] são mais importantes", diz Alexandre Ullmann, gerente de recursos humanos da Microsoft. "Hoje, as empresas estão olhando não só o que o funcionário entrega, mas como faz isso. Se a pessoa pressiona a equipe de modo não saudável, não é colaborativa e não pensa no resultado comum, não é suficiente."

Quando concorreu a uma vaga para chefiar uma equipe de programadores em uma empresa de rede social voltada para vendas, C.J.S., 49, não passou por provas para ser testado em suas habilidades técnicas. "Eu até estranhei não fazerem um teste --não sentar em frente a um computador. Foi mais um bate-papo para traçar meu perfil", conta.

Ele diz ter conseguido o emprego por ser "calmo" e saber como tratar de modo diferente cada membro da equipe, de acordo com os pontos fracos e fortes de cada um.

A melhora da educação no Brasil também aumenta a importância da análise comportamental dos candidatos na hora de contratar alguém.

"Até na hora de escolher um trainee isso é avaliado. Você pode ter duas pessoas que estudaram nas mesmas escolas e passaram por empresas parecidas, então tem de desempatar com base no perfil comportamental."

LUGAR CERTO

A exigência de características varia de acordo com a vaga (se o trabalho exige capacidade de comunicação, por exemplo) e com a empresa, cuja cultura pode pedir traços mais formais ou informais de comportamento.

"Muita gente pensa que o bom perfil é o do 'showman', mas nem sempre é assim. Um profissional muito expansivo pode não ser bem visto para a área contábil, que exige alguém mais analítico".

Há um certo grupo de características que é indicado para a grande maioria dos profissionais.

"A pessoa que tem jogo de cintura e é hábil na comunicação, que consegue conversar com o presidente e o operário, que desperta simpatia em todos os meios da empresa e trata as relações de trabalho com otimismo, acaba se destacando."


E, de acordo com os recrutadores, algumas habilidades que se tornaram até clichês em currículos, como "capacidade de trabalhar em equipe", passam por um processo de refinamento.
"Hoje, mais do que saber trabalhar em grupo, a pessoa precisa ter capacidade de lidar com pessoas de culturas muito diferentes, porque o Brasil está recebendo muito investimento estrangeiro".

F.C., 42, foi contratado como gerente de compras de uma multinacional do ramo siderúrgico justamente por essa capacidade. A função exigia um profissional que soubesse administrar a pressão de lidar com acionistas alemães e brasileiros e comprar equipamentos e materiais de fornecedores de diferentes países.

"Você precisa comprar um equipamento gigantesco, com prazo apertado, aprovar essa aquisição com dois conselhos administrativos e fazer cotações com fornecedores de várias nacionalidades", destaca C.. Ele conta que aprendeu a trabalhar em ambientes assim ao atuar em outras multinacionais no Brasil e na Alemanha.

INFÂNCIA

O modo mais corriqueiro de testar essas capacidades é a chamada "entrevista por competências", em que o recrutador pede que o candidato conte fatos de sua carreira em pontos específicos, como "conte sobre uma situação em que você precisou tomar uma decisão difícil" ou "diga quais eram as suas metas no seu emprego anterior e como fazia para atingi-las".

"Você vai por um caminho em que a pessoa é obrigada a relatar vários posicionamentos frente a situações corriqueiras que enfrentou". "Mesmo que a pessoa minta, é difícil que ela não revele qual é a opinião dela."
Nesses casos, não há uma resposta certa ou errada. A ideia é detectar nas respostas qual é o comportamento típico do profissional nessas situações e analisar se elas estão alinhadas ao perfil da vaga e da empresa.

Esse tipo de pergunta também serve para verificar se o candidato tem vivência suficiente para o cargo.
"Se eu pergunto sobre uma frustração que a pessoa teve no trabalho e ela fala sobre algo simples, mas que, mesmo assim, se mostrou um martírio, isso pode indicar que ela não tem muita maturidade, ainda não viveu conflitos importantes".

É possível que o selecionador ligue para antigos colegas e chefes para verificar traços comportamentais do postulante ao emprego.

Mas há empresas que vão além disso na análise da personalidade dos futuros funcionários. Em uma empresa que oferece serviços de pagamento on-line, o candidato é questionado sobre como era seu comportamento na infância, qual é a estrutura de sua família e como se comportava na escola ou na faculdade.

"Queremos saber se ele tomava a frente do grupo ou apenas era um integrante, se gostava de apresentar trabalhos na frente das pessoas ou só de organizar".

A companhia, em geral, busca profissionais com perfil competitivo e, por isso, questiona até qual atividade física o candidato pratica. De acordo com o esporte escolhido pode indicar se a pessoa gosta menos ou mais de estar em uma competição.

E.M., 23, foi contratado no ano passado como analista comercial da companhia, mesmo sem ter grandes conhecimentos técnicos a respeito de comércio virtual, que é a área de atuação da empresa --ele estuda relações internacionais. Afirma que o fato de ter informado durante a entrevista que é atleta federado de polo aquático, um esporte que exige muito contato físico e pode ser agressivo, contou para a contratação.
"O fato de treinar um esporte que exige raça e espírito de equipe ressaltou a minha característica de competitividade durante o processo", diz E.M..


HORA DA MUDANÇA

Especialistas dizem que essas capacidades comportamentais podem ser treinadas mesmo por quem não as têm naturalmente, mas isso exige esforço. O "coach" L. C. B. diz que o processo pode ser "doloroso". "A pessoa precisa chegar a um nível de autoconhecimento muito grande."

O primeiro passo é fazer uma avaliação de si mesmo, e perceber quais são os pontos fracos -- como dificuldade de comunicação ou de manter a calma em situações de estresse. Depois, é indicado conversar com colegas para verificar se essas impressões estão corretas.

"É comum que a pessoa diga: 'Sou desse jeito', mas, na verdade, os outros a vejam da forma inversa", diz F.R., diretora de desenvolvimento de talentos de uma empresa de consultoria. "Ela pode ter uma percepção invertida por se forçar a ser assim, mas na prática não ser."

É preciso que o profissional se desafie a mudar esses traços, o que é "mais complicado do que desenvolver a parte técnica [necessária para uma vaga]".
"Se não se colocar em momentos em que precisa vencer a timidez e falar com o público e com clientes e se não se exercitar, não consegue."

"Se um extrovertido vai para uma empresa formal, em que ele precisa operar de modo silencioso, vai ter muita dificuldade de se adaptar. Ele vai gastar muita energia nisso e pode ser menos produtivo". É possível recorrer a treinamentos para desenvolver aspectos comportamentais.

A.L.M., depois de ser demitido no ano passado, participou de um curso em um instituto, no Rio de Janeiro, que trabalha com profissionais que querem melhorar a chamada "inteligência emocional". "Você treina as suas emoções para eliminar comportamentos inadequados", conta. Ele conseguiu outro emprego e hoje consegue lidar melhor com a equipe.


Fonte: Folha de S. Paulo: http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/1224720-comportamento-se-torna-principal-criterio-na-disputa-por-vaga-de-emprego.shtml



Postado por: Ana Cláudia Foelkel 
CRP 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
(11)97273-3448

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

PERSONALIDADE PATOLÓGICA


O que são os transtornos de personalidade?
Os transtornos de personalidade afetam todas as áreas de influência da personalidade de um indivíduo, o modo como ele vê o mundo, a maneira como expressa as emoções, o comportamento social. Caracteriza um estilo pessoal de vida mal adaptado, inflexível e prejudicial a si próprio e/ou aos conviventes. Essas características, no entanto apesar de necessárias não são suficientes para identificação dos transtornos de personalidade, pois são muito vagas. A maneira mais clara como a classificação deste problema vem sendo tratada é através da subdivisão em tipos de personalidade patológica. Ao nosso ver, esta forma é bastante adequada, pois se verifica na prática manifestações diversas e até opostas para o mesmo problema. O leitor entenderá melhor a necessidade da subdivisão dos transtornos de personalidade lendo os textos abaixo.

Generalidades
Para se falar de personalidade é preciso entender o que vem a ser um traço de personalidade. O traço é um aspecto do comportamento duradouro da pessoa; é a sua tendência à sociabilidade ou ao isolamento; à desconfiança ou à confiança nos outros. Um exemplo: lavar as mãos é um hábito, a higiene é um traço, pois implica em manter-se limpo regularmente escovando os dentes, tomando banho, trocando as roupas, etc. Pode-se dizer que a higiene é um traço da personalidade de uma pessoa depois que os hábitos de limpeza se arraigaram. O comportamento final de uma pessoa é o resultado de todos os seus traços de personalidade. O que diferencia uma pessoa da outra é a amplitude e intensidade com que cada traço é vivido.
Por convenção, o diagnóstico só deve ser dado a adultos, ou no final da adolescência, pois a personalidade só está completa nessa época, na maioria das vezes. Os diagnósticos de distúrbios de conduta na adolescência e pré-adolescência são outros.

Transtorno de Personalidade Anti-Social

Como se caracteriza ?Caracteriza-se pelo padrão social de comportamento irresponsável, explorador e insensível constatado pela ausência de remorsos. Essas pessoas não se ajustam às leis do Estado simplesmente por não quererem, riem-se delas, freqüentemente têm problemas legais e criminais por isso. Mesmo assim não se ajustam. Freqüentemente manipulam os outros em proveito próprio, dificilmente mantêm um emprego ou um casamento por muito tempo.
Aspectos essenciais
Insensibilidade aos sentimentos alheios
  • Atitude aberta de desrespeito por normas, regras e obrigações sociais de forma persistente.
  • Estabelece relacionamentos com facilidade, principalmente quando é do seu interesse, mas dificilmente é capaz de mantê-los.
  • Baixa tolerância à frustração e facilmente explode em atitudes agressivas e violentas.
  • Incapacidade de assumir a culpa do que fez de errado, ou de aprender com as punições.
  • Tendência a culpar os outros ou defender-se com raciocínios lógicos, porém improváveis.

Transtorno de Personalidade Borderline (Limítrofe)

Como se caracteriza ?Caracteriza-se por um padrão de relacionamento emocional intenso, porém confuso e desorganizado. A instabilidade das emoções é o traço marcante deste transtorno, que se apresenta por flutuações rápidas e variações no estado de humor de um momento para outro sem justificativa real. Essas pessoas reconhecem sua labilidade emocional, mas para tentar encobri-la justificam-nas geralmente com argumentos implausíveis. Seu comportamento impulsivo freqüentemente é autodestrutivo. Estes pacientes não possuem claramente uma identidade de si mesmos, com um projeto de vida ou uma escala de valores duradoura, até mesmo quanto à própria sexualidade. A instabilidade é tão intensa que acaba incomodando o próprio paciente que em dados momentos rejeita a si mesmo, por isso a insatisfação pessoal é constante.
Aspectos essenciais
  • Padrão de relacionamento instável variando rapidamente entre ter um grande apreço por certa pessoa para logo depois desprezá-la.
  • Comportamento impulsivo principalmente quanto a gastos financeiros, sexual, abuso de substâncias psicoativas, pequenos furtos, dirigir irresponsavelmente.
  • Rápida variação das emoções, passando de um estado de irritação para angustiado e depois para depressão (não necessariamente nesta ordem).
  • Sentimento de raiva freqüente e falta de controle desses sentimentos chegando a lutas corporais.
  • Comportamento suicida ou auto-mutilante.
  • Sentimentos persistentes de vazio e tédio.
  • Dúvidas a respeito de si mesmo, de sua identidade como pessoa, de seu comportamento sexual, de sua carreira profissional.

Transtorno de Personalidade Paranóide

Como se caracteriza ?Caracteriza-se pela tendência à desconfiança de estar sendo explorado, passado para trás ou traído, mesmo que não haja motivos razoáveis para pensar assim. A expressividade afetiva é restrita e modulada, sendo considerado por muitos como um indivíduo frio. A hostilidade, irritabilidade e ansiedade são sentimentos freqüentes entre os paranóide. O paranóide dificilmente ri de si mesmo ou de seus defeitos, ao contrário ofende-se intensamente, geralmente por toda a vida quando alguém lhe aponta algum defeito.
Aspectos essenciais
  • Excessiva sensibilidade em ser desprezado.
  • Tendência a guardar rancores recusando-se a perdoar insultos, injúrias ou injustiças cometidas.
  • Interpretações errôneas de atitudes neutras ou amistosas de outras pessoas, tendo respostas hostis ou desdenhosas. Tendência a distorcer e interpretar maléficamente os atos dos outros.
  • Combativo e obstinado senso de direitos pessoais em desproporção à situação real.
  • Repetidas suspeitas injustificadas relativas à fidelidade do parceiro conjugal.
  • Tendência a se autovalorizar excessivamente.
  • Preocupações com fofocas, intrigas e conspirações infundadas a partir dos acontecimentos circundantes.

Transtorno de Personalidade Dependente

Como se caracteriza ?Caracterizam-se pelo excessivo grau de dependência e confiança nos outros. Estas pessoas precisam de outras para se apoiar emocionalmente e sentirem-se seguras. Permitem que os outros tomem decisões importantes a respeito de si mesmas. Sentem-se desamparadas quando sozinhas. Resignam-se e submetem-se com facilidade, chegando mesmo a tolerar maus tratos pelos outros. Quando postas em situação de comando e decisão essas pessoas não obtêm bons resultados, não superam seus limites.
Aspectos essenciais
  • É incapaz de tomar decisões do dia-a-dia sem uma excessiva quantidade de conselhos ou reafirmações de outras pessoas.
  • Permite que outras pessoas decidam aspectos importantes de sua vida como onde morar, que profissão exercer.
  • Submete suas próprias necessidades aos outros.
  • Evita fazer exigências ainda que em seu direito.
  • Sente-se desamparado quando sozinho, por medos infundados.
  • Medo de ser abandonado por quem possui relacionamento íntimo.
  • Facilmente é ferido por crítica ou desaprovação.

Transtorno de Personalidade Esquizóide

Como se caracteriza ?Primariamente pela dificuldade de formar relações pessoais ou de expressar as emoções. A indiferença é o aspecto básico, assim como o isolamento e o distanciamento sociais. A fraca expressividade emocional significa que estas pessoas não se perturbam com elogios ou críticas. Aquilo que na maioria das vezes desperta prazer nas pessoas, não diz nada a estas pessoas, como o sucesso no trabalho, no estudo ou uma conquista afetiva (namoro). Esses casos não devem ser confundidos com distimia.
Aspectos essenciais
  • Poucas ou nenhuma atividade produzem prazer.
  • Frieza emocional, afetividade distante.
  • Capacidade limitada de expressar sentimentos calorosos, ternos ou de raiva para como os outros.
  • Indiferença a elogios ou críticas.
  • Pouco interesse em ter relações sexuais.
  • Preferência quase invariável por atividades solitárias.
  • Tendência a voltar para sua vida introspectiva e fantasias pessoais.
  • Falta de amigos íntimos e do interesse de fazer tais amizades.
  • Insensibilidade a normas sociais predominantes como uma atitude respeitosa para com idosos ou àqueles que perderam uma pessoa querida recentemente.

Trantorno de Personalidade Ansiosa (evitação)

Como se caracteriza ?Caracteriza-se pelo padrão de comportamento inibido e ansioso com auto-estima baixa. É um sujeito hipersensível a críticas e rejeições, apreensivo e desconfiado, com dificuldades sociais. É tímido e sente-se desconfortável em ambientes sociais. Tem medos infundados de agir tolamente perante os outros.
Aspectos essenciais
  • *É facilmente ferido por críticas e desaprovações.
  • Não costuma ter amigos íntimos além dos parentes mais próximos.
  • Só aceita um relacionamento quando tem certeza de que é querido.
  • Evita atividades sociais ou profissionais onde o contato com outras pessoas seja intenso, mesmo que venha a ter benefícios com isso.
  • Experimenta sentimentos de tensão e apreensão enquanto estiver exposto socialmente.
  • Exagera nas dificuldades, nos perigos envolvidos em atividades comuns, porém fora de sua rotina. Por exemplo, cancela encontros sociais porque acha que antes de chegar lá já estará muito cansado.

Transtorno de Personalidade Histriônica

Como se caracteriza ?Caracteriza-se pela tendência a ser dramático, buscar as atenções para si mesmo, ser um eterno "carente afetivo", comportamento sedutor e manipulador, exibicionista, fútil, exigente e lábil (que muda facilmente de atitude e de emoções).
Aspectos essenciais
  • Busca freqüentemente elogios, aprovações e reafirmações dos outros em relação ao que faz ou pensa.
  • Comportamento e aparência sedutores sexualmente, de forma inadequada.
  • Abertamente preocupada com a aparência e atratividade físicas.
  • Expressa as emoções com exagero inadequado, como ardor excessivo no trato com desconhecidos, acessos de raiva incontrolável, choro convulsivo em situações de pouco importância.
  • Sente-se desconfortável nas situações onde não é o centro das atenções.
  • Suas emoções apesar de intensamente expressadas são superficiais e mudam facilmente.
  • É imediatista, tem baixa tolerância a adiamentos e atrasos.
  • Estilo de conversa superficial e vago, tendo dificuldades de detalhar o que pensa.

Transtorno de Personalidade Obsessiva (anancástica)

Como se caracteriza ?Tendência ao perfeccionismo, comportamento rigoroso e disciplinado consigo e exigente com os outros. Emocionalmente frio. É uma pessoa formal, intelectualizada, detalhista. Essas pessoas tendem a ser devotadas ao trabalho em detrimento da família e amigos, com quem costuma ser reservado, dominador e inflexível. Dificilmente está satisfeito com seu próprio desempenho, achando que deve melhorar sempre mais. Seu perfeccionismo o faz uma pessoa indecisa e cheia de dúvidas.
Aspectos essenciais
  • O perfeccionismo pode atrapalhar no cumprimento das tarefas, porque muitas vezes detém-se nos detalhes enquanto atrasa o essencial.
  • Insistência em que as pessoas façam as coisas a seu modo ou querer fazer tudo por achar que os outros farão errado.
  • Excessiva devoção ao trabalho em detrimento das atividades de lazer.
  • Expressividade afetiva fria.
  • Comportamento rígido (não se acomoda ao comportamento dos outros) e insistência irracional (teimosia).
  • Excessivo apego a normas sociais em ocasiões de formalidade.
  • Relutância em desfazer-se de objetos por achar que serão úteis algum dia (mesmo sem valor sentimental)
  • Indecisão prejudicando seu próprio trabalho ou estudo.
  • Excessivamente consciencioso e escrupuloso em relação às normas sociais.
Última Atualização:15-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 09 Liv 02 Arch Gen Psychiatry, 2001 58(6): 590-596
The Prevalence of Personality Disorders in a Community Sample
Torgersen Svenn



Postado por: Ana Cláudia Foelkel 
CRP 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
(11)97273-3448

FOBIA SOCIAL (ANSIEDADE SOCIAL)

O que é?
Diagnóstico
Características Associadas
Sintomas
Grupo de Risco
Tratamento

O que é ?
A fobia social é a intensa ansiedade gerada quando o paciente é submetido à avaliação de outras pessoas. Essa ansiedade ainda que generalizada não se estende a todas as funções que uma pessoa possa desempenhar. Na maioria das vezes concentra-se sob tarefas ou circunstâncias bem definidas. É natural sentir-se acanhado quando se é observado: esse desconforto até certo ponto é normal e aceitável, muitas vezes vantajoso. Passamos a considerar esta vergonha ou timidez como patológicas a partir do momento em que a pessoa sofre algum prejuízo pessoal por causa dela, como deixar de concluir um curso ou uma faculdade por causa de um exame final que exige uma apresentação pública ou diante de um avaliador(es).
Diagnóstico
Para fazer o diagnóstico é necessário que a pessoa com fobia social apresente uma forte sensação de ansiedade ou desconforto sempre que exposta a determinadas circunstâncias. A ocorrência eventual para as mesmas situações como, por exemplo, escrever sendo observado exclui o diagnóstico de fobia social.O fóbico social sente-se muito incomodado todas as vezes que alguém o observa escrevendo. A intensidade desta reação de ansiedade é desproporcional ao nervosismo que esta situação exigiria das pessoas em geral, e isso é reconhecido pelo paciente. No momento em que a pessoa é exposta a situação fóbica, a crise de ansiedade é de tal forma intensa que parece uma crise de pânico. Por causa de todo o desconforto envolvido nessa situação a pessoa passa a apresentar um comportamento de evitação para estas situações. Casos específicos devem ser analisados individualmente, como, por exemplo, uma pessoa que tenha uma doença que deixe suas mãos com aspecto desagradável, poderá sentir-se mal ao ser observada quando assina um cheque, não por causa de uma possível fobia social, mas por causa do temor em que sua doença cause repulso em quem o observa.
Caracterísiticas Associadas
Os limites entre a timidez normal e a patológica são muito tênues para quem não é especialista no assunto. Mesmo para o próprio paciente com fobia social não é fácil acreditar que sofra de um transtorno psiquiátrico. Somente a difusão popular do quadro típico da fobia social na sociedade é capaz de levar os pacientes com fobia social ao psiquiatra, o que de fato vem acontecendo cada vez mais.
O uso de bebida alcoólica é freqüente e um bom indicativo de que o paciente pode responder bem à medicação. Há o perigo do desenvolvimento de alcoolismo, o que pode ser revertido com o tratamento adequado da fobia social. O alcoolismo surge mais como uma tentativa equivocada de automedicação.
Nas relações conjugais observa-se que quando o tratamento é iniciado após o casamento, podem surgir conflitos conjugais. Isso acontece porque o cônjuge saudável estava acostumado à dominação e o fóbico à submissão Quando o tratamento permite que a submissão se desfaça surgem naturalmente os conflitos, que podem ser superados com a cooperação e compreensão do cônjuge saudável. Pode ser necessária a complementação do tratamento da fobia social com uma psicoterapia de casais para superar essa fase.
Por fim um acontecimento comum principalmente no tratamento medicamentoso, que proporciona uma supressão mais rápida dos sintomas, é o surgimento de um comportamento hostil nos primeiros meses de tratamento, por parte do paciente. Isto se dá provavelmente devido a uma auto-afirmação que o paciente passa a adotar. Antes do tratamento, como todo fóbico social, os pacientes se submetiam a coisas com as quais não concordavam, mas o faziam por não resistirem à pressão. Com o tratamento o paciente aprende a dizer não, inicialmente com certa dose de agressividade, depois mais amadurecidamente. Geralmente este comportamento faz a família crer que o parente em tratamento piorou e se queixa ao médico disto. Estas brigas, agressões e hostilidades incomuns numa pessoa antes tão dócil são um sinal de eficácia do tratamento e essa fase de litígios é transitória não se recomendando a interrupção do tratamento por causa dela. Após três ou quatro meses o comportamento volta ao normal sem que o paciente volte a ficar fóbico novamente. Caso as brigas se prolonguem demais será necessária uma nova avaliação feita por psiquiatra.
Sintomas
Não há sintomas típicos de fobia social; como qualquer transtorno de ansiedade os sintomas são aqueles típicos de qualquer manifestação de ansiedade. O que caracteriza a fobia social particularmente é o desencadeamento dos sintomas sempre que a pessoa é submetida à observação externa enquanto executa uma atividade. Observa-se dentre os fóbicos tremores, sudorese, sensação de bolo na garganta, dificuldade para falar, mal estar abdominal, diarréia, tonteiras, falta de ar, vontade de sair do local onde se encontra o quanto antes. A preocupação por antecipação com as situações onde estará sob apreciação alheia, desperta a ansiedade antecipatória, fazendo com que o paciente fique vários dias antes de uma apresentação sofrendo ao imaginar-se na situação.
  • Escrever ou assinar em público
  • Falar em público
  • Dirigir, estacionar um carro enquanto é observado
  • Cantar ou tocar um instrumento musical
  • Comer ou beber
  • Ser fotografado ou filmado
  • Usar mictórios públicos (mais para homens)
Os pacientes com fobia social geralmente não conseguem dizer não a um vendedor insistente, compram um produto de que não precisam, só para se verem livres daquele vendedor, mas também nunca mais voltam àquele lugar. Os namoros muitas vezes são aceitos por conveniência e não por desejo verdadeiro. Os fóbicos sociais freqüentemente têm uma auto-estima baixa e julgam que devem aceitar a primeira pessoa que surge porque acham que não despertarão os interesses em mais ninguém.
Grupo de Risco
As pessoas mais afetadas pela fobia social são os homens, ao contrário da maioria dos transtornos de ansiedade que predominam sobre as mulheres. O início é indefinido, por ser muito gradual, impossibilitando os pacientes a identificarem até mesmo um ano em que este problema tenha começado. Na grande maioria das vezes o início é localizado na época em que começaram a se dar conta de que eram mais tímidos do que os outros, ou seja, na infância ou adolescência. Ainda não foram descritos casos na fobia social tendo iniciado após os trinta ou quarenta anos de idade. Isto não significa que não possa surgir nessa época, mas certamente só ocorre raramente. O mais tardar que a fobia social pode começar é no início da idade adulta, em torno de vinte anos; quando o paciente se dá conta percebe que é mais acanhado que a maioria das pessoas sob as mesmas condições.
Tratamento
O tratamento medicamentoso com o clonazepan ou os antidepressivos inibidores da rematação da serotonina está bem claro e definido. Essas medicações permitem uma recuperação entre setenta e noventa por cento. É pouco provável obter uma melhora de cem por cento embora algumas pessoas fiquem bem próximas disso. Talvez as pessoas com mais de cinqüenta anos de idade tenham uma certa resistência a melhora com medicação, este fato, contudo, ainda deve ser comprovado. A terapia cognitivo-comportamental vem apresentando bons resultados no tempo de um ou dois anos de duração. Não foi detectada recaída nos primeiros anos após a alta, mas acompanhamentos mais prolongados são necessários para se verificar o tempo que a terapia cognitivo-comportamental permite ao paciente estar livre dos sintomas: se definitivamente ou apenas alguns anos.Pode ser até que permita uma verdadeira cura caso os pacientes fiquem o resto da vida sem precisar de novas intervenções de qualquer natureza. Somente o tempo poderá verificar isso, ou seja, só as futuras gerações saberão desse fato.

Relato de caso
Abaixo está transcrito o relato de uma pessoa que sofreu um embaraço por causa de uma possível fobia social sem tratamento:
"Desde os meus 13 anos (agora tenho 22), percebo que quando alguém, durante uma conversa, me põe em uma situação constrangedora ou de observação, tenho algumas reações incômodas que se agravaram com o passar dos anos. Destas reações, a que mais me incomoda e o fato de eu ficar enruborecido, com as orelhas e o "pegando fogo". Esta reação acaba respondendo por mim acusações nem sempre verídicas. Um dia destes no trabalho, a caneta de estimação do meu chefe desapareceu, quando ele perguntou aos funcionários sobre o paradeiro da mesma, o único que pareceu mentir fui eu, devido às minhas reções de ficar vermelho tentando desviar as atenções sobre mim. Havia ficado claro para todos que eu sabia a resposta, embora eu afirmasse com toda a honestidade que não sabia quem a pegou. No dia seguinte, ele encontrou a caneta em sua própria casa e me perguntou porque eu havia tido aquela reação. Eu simplismente não sabia como explicar.
Centenas de casos como este aconteceram comigo e continuam acontecendo, ora com menor, ora com maior intensidade.
Eu não me considero uma pessoa tímida, a não ser por este motivo. Isto às vezes me causa depressão, nada que interrompa minha rotina. Mas, começo evitar pessoas e ocasiões que possam propiciar tais situações."


Última Atualização: 6-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 02 Liv 05 Liv 14
 Eur Psychiatry 2000: 15; 5-16
A European Perspective on Social Anxiety Disorder
Y Lecrubier





Postado por: Ana Cláudia Foelkel 
CRP 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
(11)97273-3448

sábado, 8 de dezembro de 2012

ESTRESSE DE FIM DE ANO


Com a proximidade do final do ano, todos nós começamos a pensar em tudo que foi conquistado, e principalmente nas coisas que ainda não foram resolvidas. No campo profissional, é hora de rever as conquistas e começar a planejar os próximos passos e na vida é hora que "fecharmos para balanço". Mesmo sem se dar conta disto sozinhos, as preocupações com o desempenho e desenvolvimento de carreira, do relacionamento e da vida tornam-se maiores que a própria confiança. “Você então resolve que está na hora de fazer uma análise geral de sua vida: planos, objetivos, crescimento, promoções, atuação, motivação - tudo é posto em xeque: e é nesse momento que você fica preso numa teia formada de críticas, julgamentos e cobranças que desencadeiam num processo de estresse destrutivo”. 

Os vilões da vida moderna, como a depressão e o estresse emocional, são assuntos concorridíssimos em páginas de revistas especializadas e rodas de bate-papo. Mas, na realidade, ainda são tabus para grande parte das pessoas. O medo de se sentir vítima desses males, amedronta e provoca aversão até para os mais bem informados, principalmente para os homens, não admitir limitações e visível instabilidade emocional dificulta a busca de ajuda quando necessário. Já as mulheres, apesar de serem em geral mais suscetíveis às emoções, normalmente dividem suas angústias entre gravidez, depressão pós-parto, menopausa e na conciliação diária de trabalho, casamento e filhos.

Combater estresse emocional pode evitar casos de depressão e crises de caráter depressivo, muitas vezes, antes mesmo de uma manifestação brutal de um quadro de depressão. Indícios de estresse emocional podem ser identificados. "No entanto, controlar as influências deste estresse emocional no nosso dia-a-dia é uma arte".

O estresse é um estado de tensão física e mental sentido pelo indivíduo como limite, como um ponto crítico de cansaço. Os sintomas físicos mais frequentes são dor de cabeça, insônia e pressão alta. Colocar a culpa nas múltiplas atividades que a vida nos impõe é a principal saída para explicarmos este sentimento e quando se tenta encontrar a solução, nos vem em mente uma imagem paradisíaca de uma vida sem problemas. Na realidade, o estresse nasce de uma mentalidade errônea. Vem do cotidiano na qual o indivíduo não se reconhece. O estresse é o alarme que assinala que estamos jogando fora a nossa chance de ser feliz.

A todo o minuto a inteligência emocional será colocada à prova. Como dica, a auto-observação e o contato com familiares e amigos representam tropas de colisão. "A pró-atividade também conta: dedicar-se, no tempo livre, à prática de esportes e exercícios físicos, hobbies, trabalhos voluntários e relaxamento são fundamentais para revigorar a saúde física e mental".




Quando o fim do ano se aproxima, as pessoas se sentem sobrecarregadas com o excesso de trabalho, gastos e obrigações, o que causa estresse. Mesmo sendo um período de confraternização, é comum nos sentirmos estressados, desanimados e forçados a demonstrar uma alegria que pode não fazer parte da nossa vida naquele momento.
"No final do ano é comum as pessoas se sentirem estressadas porque acumulamos diversas atividades, como relatórios finais de trabalho ou de faculdade, rematrícula das escolas dos filhos, compras de presentes etc. Além disso, há um clima de felicidade e generosidade no ar, que muitas pessoas sentem que precisam corresponder".
"Tudo isso gera ansiedade e tensão, que identificamos em nosso corpo como estresse. O estresse, na verdade, é a tensão causada pelo desequilíbrio interno do nosso organismo".

Além dos afazeres cotidianos, temos de conciliar o fim do ano com uma série de comemorações, preparativos para as férias, planejamentos econômicos e shoppings lotados. "Tanta coisa a fazer gera uma impressão de atraso diante dos afazeres. Nem sempre sabemos respeitar o tempo do corpo e pulamos os momentos de repouso. Aí, quanto mais nos dedicamos aos múltiplos compromissos, mais nos estressamos. A necessidade de quitarmos o ano que se encerra também pode causar angústia".
 "O final de ano e começo de um novo, as festas de confraternização e os encontros familiares obrigatórios podem tornar este momento extremamente tenso e desgastante, originando o estresse".

Postado por: Ana Cláudia Foelkel 
CRP 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
(11)97273-3448