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sexta-feira, 24 de maio de 2013

ESQUIZOFRENIA

Delírios e alucinações são alguns dos sintomas da esquizofrenia.
A esquizofrenia é um distúrbio mental grave caracterizado por uma perda de contato com a realidade (psicose), alucinações, delírios, pensamento anormal e mudança de comportamento.
A esquizofrenia é um problema de saúde pública em todo o mundo. A prevalência da esquizofrenia no mundo está em torno de 1%; em alguns lugares mais, noutros menos. Em alguns países, as pessoas com esquizofrenia ocupam cerca de 25% dos leitos hospitalares. A esquizofrenia tem maior prevalência do que o mal de Alzheimer, o diabetes ou a esclerose múltipla.
Há vários transtornos que têm características semelhantes à esquizofrenia. São chamados de transtornos esquizofreniformes. Os transtornos nos quais os episódios de psicose duram pelo menos um dia, porém menos de um mês, chamam-se transtornos psicóticos breves. Um transtorno caracterizado por sintomas de humor, como a depressão ou a mania, juntamente com outros sintomas típicos da esquizofrenia, chama-se transtorno esquizoafetivo. Um transtorno de personalidade que pode partilhar sintomas da esquizofrenia, mas no qual os sintomas não são tão graves como os de uma psicose, chama-se transtorno de personalidade esquizotípica.

Causas:
Embora a causa específica da esquizofrenia seja desconhecida, o distúrbio tem, nitidamente, uma base biológica. Muitas autoridades no assunto aceitam um modelo de "vulnerabilidade ao estresse", no qual se considera a esquizofrenia como um fenômeno que ocorre em pessoas biologicamente vulneráveis. Ainda não se sabe o que torna as pessoas vulneráveis à esquizofrenia, mas podem estar incluídas a predisposição genética, os problemas que ocorreram antes, durante ou depois do nascimento ou uma infecção viral do cérebro. De um modo geral, podem manifestar vulnerabilidade, dificuldade para processar a informação, incapacidade para prestar atenção, dificuldade para se comportar de modo socialmente aceitável e impossibilidade de enfrentar os problemas. Nesse modelo, o estresse ambiental, como acontecimentos estressantes da vida ou problemas de abusos de substâncias tóxicas, desencadeia o início e o reaparecimento da esquizofrenia nos indivíduos vulneráveis.

Sintomas

A esquizofrenia começa mais frequentemente entre os 18 e os 25 anos nos homens e entre os 26 e os 45 anos nas mulheres. No entanto, não é raro que comece na infância ou no início da adolescência. A instalação pode ser súbita, num intervalo de dias ou de semanas, ou lenta e insidiosa, ao longo de anos.
A gravidade e o tipo dos sintomas podem variar significativamente entre diferentes pessoas com esquizofrenia. Em geral, os sintomas se dividem em três grandes categorias: delírios e alucinações, alteração do pensamento e de comportamento excêntrico e sintomas negativos. Uma pessoa pode ter sintomas de um ou dos três grupos. Os sintomas são graves o suficiente para interferir com a capacidade de trabalho, de relacionamento com as pessoas e da própria higiene e cuidado.
Os delírios são uma manifestação mental pela qual a pessoa faz um juízo errado do que vê ou ouve. Por exemplo, as pessoas com esquizofrenia podem ter delírios persecutórios, crendo que estão sendo atormentadas, perseguidas, enganadas ou espiadas. Podem ter delírios de referência, crendo que certas passagens dos livros, dos jornais ou das músicas se dirigem especificamente a elas. Estas pessoas podem ter delírios de roubo ou de imposição do pensamento, crendo que outros podem ler as suas mentes, que os seus pensamentos são transmitidos a outros ou que os seus pensamentos e impulsos lhes são impostos por forças externas. Podem ocorrer alucinações de sons, de visões, de cheiros, de gostos ou do tato, embora as alucinações de sons (alucinações auditivas) sejam, de longe, as mais frequentes. Uma pessoa pode "ouvir" vozes que comentam o seu comportamento, que conversam entre elas ou que fazem comentários críticos e abusivos.
A alteração do pensamento consiste no pensamento desorganizado, que se torna evidente quando a expressão é incoerente, muda de um tema para outro e não tem nenhuma finalidade. A expressão pode estar levemente desorganizada ou ser completamente incoerente e incompreensível. O comportamento excêntrico pode tomar a forma de simplismos de caráter infantil, agitação ou aparência, higiene ou comportamento inadequados. O comportamento motor catatônico é uma forma extrema de comportamento excêntrico no qual uma pessoa pode manter uma postura rígida e resistir aos esforços para se mexer ou, pelo contrário, mostrar atividade de movimentos sem estímulo prévio e sem sentido.

Os sintomas negativos da esquizofrenia incluem frieza de emoções, ausência de expressão, anedonia e associabilidade.
A frieza de emoções é uma diminuição destas. O rosto da pessoa pode parecer imóvel; tem pouco contato visual e não exprime emoções. Não há resposta perante situações que normalmente fariam uma pessoa rir ou chorar.
A ausência de expressão é uma diminuição de pensamentos refletida no fato de a pessoa falar pouco. As respostas às perguntas podem ser sucintas, uma ou duas palavras, dando a impressão de vazio interior.
A anedonia é uma diminuição da capacidade de experimentar prazer; a pessoa pode mostrar pouco interesse em atividades prazerosas e passar mais tempo em atividades inúteis.
A associabilidade é a falta de interesse em relacionar-se com outras pessoas. Estes sintomas negativos estão, frequentemente, associados a uma perda geral da motivação, do sentido de projeto e de objetivos.

Tipos de Esquizofrenia

Alguns pesquisadores acreditam que a esquizofrenia é um distúrbio isolado, enquanto outros pensam que é uma síndrome (um conjunto de sintomas baseados em numerosas doenças subjacentes). Foram propostos subtipos de esquizofrenia num esforço para classificar os pacientes em grupos mais homogêneos. No entanto, num mesmo paciente, o subtipo pode variar ao longo do tempo.
A esquizofrenia paranóide caracteriza-se por delírios ou alucinações auditivas; a expressão desorganizada e as emoções inadequadas são menos marcantes. A esquizofrenia hebefrênica ou desorganizada caracteriza-se por expressão desorganizada, comportamento desorganizado e emoções diminuídas ou inadequadas. A esquizofrenia catatônica caracteriza-se por sintomas físicos como a imobilidade, a atividade motora excessiva ou a adoção de posturas excêntricas. A esquizofrenia indiferenciada caracteriza-se, muitas vezes, por sintomas de todos os grupos: delírios e alucinações, alteração do pensamento e comportamento excêntrico e sintomas negativos.
Mais recentemente, classificou-se a esquizofrenia de acordo com a presença e a gravidade dos sintomas negativos. Nas pessoas com o subtipo negativo de esquizofrenia são predominantes os sintomas negativos, como a frieza das emoções, a ausência de motivação e a diminuição do sentido de projeção. Nas pessoas com esquizofrenia paranóide predominam os delírios e as alucinações, mas em ocasiões raras podem apresentar-se alguns sintomas negativos. Em geral, as pessoas com esquizofrenia não negativa tendem a ser menos gravemente incapacitadas e a responderem melhor ao tratamento.

Diagnóstico

Não existe uma prova de diagnóstico definitiva para a esquizofrenia. O psiquiatra elabora o diagnóstico baseando-se numa avaliação do histórico da pessoa e dos seus sintomas. Para estabelecer o diagnóstico de esquizofrenia, os sintomas devem durar pelo menos 6 meses e estarem associados à deterioração significativa no trabalho, nos estudos ou no convívio social. Muitas vezes, a informação procedente da família, dos amigos e dos professores é importante para estabelecer quando a doença começou.
O médico deverá descartar a possibilidade de os sintomas psicóticos do paciente serem causados por um distúrbio afetivo. Com frequência, são feitos exames de laboratório para descartar o abuso de substâncias tóxicas ou uma doença subjacente de natureza endócrina ou neurológica que possa ter algumas características de psicose. Exemplos desse tipo de doença são os tumores cerebrais, a epilepsia do lobo temporal, as doenças autoimunes, a doença de Huntington, as doenças hepáticas e as reações adversas aos medicamentos.
As pessoas com esquizofrenia têm anomalias cerebrais que podem ser vistas na tomografia computadorizada (TC) ou na ressonância magnética (RM). No entanto, os defeitos não são suficientemente específicos para ajudar isoladamente no diagnóstico da esquizofrenia.

Prognóstico

A curto prazo (1 ano), o prognóstico da esquizofrenia está intimamente relacionado com o grau de fidelidade com que a pessoa cumpre o plano do tratamento medicamentoso. Sem tratamento medicamentoso, 70% a 80% das pessoas que têm um episódio de esquizofrenia terão durante os 12 meses seguintes um novo episódio. A administração contínua de medicamentos pode reduzir para cerca de 30% a proporção de recaídas.
A longo prazo, o prognóstico da esquizofrenia varia. De um modo geral, um terço dos casos consegue uma melhoria significativa e duradoura, outro terço melhora de certo modo com recaídas intermitentes e incapacidade residual e outro terço experimenta uma incapacidade grave e permanente. Um prognóstico bom ocorre quando há os seguintes fatores: começo súbito da doença, início na idade adulta, bom nível prévio de capacidade intelectual e subtipo paranóide. Os fatores associados a um mau prognóstico incluem um início em idade precoce, um escasso convívio social e profissional prévio, um histórico familiar de esquizofrenia e o subtipo hebefrênico ou negativo.
A esquizofrenia tem um risco associado de suicídio de 10%. Em média, a esquizofrenia reduz em 10 anos a expectativa de vida.

Tratamento

Os objetivos gerais do tratamento são os seguintes: reduzir a gravidade dos sintomas psicóticos, prevenir o reaparecimento dos episódios sintomáticos e a deterioração associada do funcionamento do indivíduo e administrar um apoio que permita ao paciente um funcionamento ao máximo nível possível. Os medicamentos antipsicóticos, a reabilitação e as atividades com apoio comunitário e a psicoterapia são os três componentes principais do tratamento.
Os medicamentos antipsicóticos podem ser eficazes para reduzir ou extinguir sintomas como os delírios, as alucinações e o pensamento desorganizado. Uma vez que os sintomas do surto agudo tenham desaparecido, o uso contínuo dos medicamentos antipsicóticos reduz substancialmente a probabilidade de episódios futuros. Infelizmente, os antipsicóticos têm efeitos colaterais significativos, como sedação, rigidez muscular, tremores e aumento de peso. Esses medicamentos também podem causar discinesia tardia - movimentos involuntários dos lábios e da língua e contorções dos braços e das pernas. A discinesia tardia pode continuar mesmo depois de suspender-se a administração do medicamento. Para esses casos persistentes não existe tratamento eficaz.
Cerca de 75% das pessoas com esquizofrenia respondem aos medicamentos antipsicóticos convencionais, como a clorpromazina, a flufenazina, o haloperidol ou a tioridazina. Mais da metade dos 25% restantes podem responder a um fármaco antipsicótico relativamente novo chamado clozapina. Como a clozapina pode ter graves efeitos colaterais, como convulsões ou lesão da medula óssea potencialmente fatal, usa-se geralmente só para os pacientes que não reagiram aos outros medicamentos.
A contagem de glóbulos brancos (leucócitos) deve ser feita semanalmente nas pessoas que tomam clozapina. Existem pesquisas em andamento para identificar novos remédios que não tenham os efeitos colaterais potencialmente graves da clozapina. A risperidona também é utilizada e vários outros medicamentos estão sendo desenvolvidos.
A reabilitação e as atividades de apoio são direcionadas a ensinar as habilidades necessárias para conviver em sociedade. Essas habilidades permitem às pessoas com esquizofrenia trabalhar, fazer compras, cuidar de si mesmas, manter uma casa e relacionar-se com outras pessoas. Embora possam ser necessárias a hospitalização durante as recaídas graves e a hospitalização forçada se o doente representar um perigo para si mesmo ou para outros, o objetivo geral é conseguir que as pessoas com esquizofrenia vivam dentro da comunidade.
Para alcançar esse objetivo algumas pessoas precisam viver em apartamentos vigiados ou em grupos com alguém que possa assegurar que tomam a medicação prescrita.
Um pequeno número de pessoas com esquizofrenia é incapaz de viver de modo independente, porque têm sintomas de irresponsabilidade grave ou porque não possui as habilidades necessárias para viver em sociedade. Essas pessoas necessitam de uma atenção permanente num ambiente seguro, com apoio.
A psicoterapia é outro aspecto importante do tratamento. Geralmente, o objetivo da psicoterapia é estabelecer uma relação de colaboração entre o doente, a família e o médico. Desse modo, o paciente pode compreender e aprender a lidar com a sua doença, a tomar os medicamentos antipsicóticos como lhe foram prescritos e a contornar as situações estressantes que possam agravar a doença.


Ana Cláudia Foelkel
Psicóloga - CRP: 06/86466
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448

quarta-feira, 24 de abril de 2013

ANSIEDADE X INSEGURANÇA


A insegurança gera ansiedade e vice-versa.
Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc.

Causas
Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. Ansiedade é um estado emocional que se adquire como consequência de algum ato.

Consequências
Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno da ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica.
Ter ansiedade ou sofrer desse mal faz com que a pessoa perca uma boa parte da sua auto-estima, ou seja, ela deixa de fazer certas coisas porque se julga ser incapaz de realizá-las. Dessa forma, o termo ansiedade está de certa forma ligado à palavra medo, sendo assim, a pessoa passa a ter medo de errar quando da realização de diferentes tarefas, sem mesmo chegar a tentar.
A Ansiedade em níveis muito altos, ou quando apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu potencial intelectual. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode levar a estagnação na carreira.

Manifestações
As pessoas ansiosas têm um vasto número de sintomas. Muitos resultam de um aumento da estimulação do sistema nervoso vegetativo ou autônomo, que controla o reflexo ataque-fuga. Outros são somatizações, ou seja, os doentes convertem a ansiedade em problemas físicos, incluindo dores de cabeça, distúrbios intestinais e tensão muscular.
Cerca da metade das pessoas com ansiedade sofrem principalmente de sintomas físicos, normalmente localizados nos intestinos e no peito. Conforme a sintomatologia, a ansiedade pode ser classificada em vários transtornos, mas sempre quando há um grau patológico, definido como aquele que causa interferência nas atividades normais do indivíduo.

Sintomas
·         Insônia
·         Fadiga
·         Falta de ar ou sensação de sufoco
·         Picadas nas mãos e nos pés
·         Confusão
·         Instabilidade ou sensação de desmaio
·         Dores no peito e palpitações
·         Afrontamentos, arrepios, suores, frio, mãos úmidas
·         Boca seca
·         Contrações ou tremores incontroláveis
·         Tensão muscular, dores
·         Necessidade urgente de defecar ou urinar
·         Dificuldade em engolir
·         Sensação de ter um "nó" na garganta
·         Dificuldades para relaxar
·         Dificuldades para dormir
·         Leve tontura ou vertigem
·         Vômitos incontroláveis
·         Sensação de impotência

Tratamento
O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos. O tratamento é iniciado com ansiolíticos como, por exemplo, os benzodiazepínicos. Logo após a estabilização do paciente, o médico pode prescrever um antidepressivo para o controle da ansiedade. Outra classe de medicamentos também utilizada são a dos beta-bloqueadores. É sempre importante que o paciente consulte um médico, pois esses medicamentos são normalmente controlados. 

Há algumas técnicas que auxiliam na prevenção e tratamento da ansiedade. Veja algumas dicas:
1) Aprenda a relaxar;
2) Procure respirar profundamente algumas vezes do dia;
3) Pratique esporte ou simplesmente uma caminhada;
4) Evite café, bebidas e produtos que contenham estimulantes (coca, cafeína, cigarro);
5) Tire dez minutos do seu dia para alongar-se e meditar; 6) observe seus pensamentos e direcione-os para que sejam agradáveis.

A Insegurança é um sentimento de mal-estar geral ou nervosismo que pode ser desencadeado pela percepção de si mesmo, ser vulnerável de alguma forma, ou um senso de vulnerabilidade ou instabilidade que ameaça a própria autoimagem ou ego.
Uma pessoa que é insegura não tem confiança em seu próprio valor e em uma ou mais de suas capacidades, não tem confiança em si mesma ou em outros, ou teme que um estado positivo presente seja temporário e irá decepcioná-la e causar-lhe perdas ou sofrimento por "dar errado" no futuro. Este é um traço comum, o qual difere apenas em grau entre as pessoas.
Isto não pode ser confundido com humildade, a qual envolve reconhecer as próprias limitações mas ainda mantendo uma dose saudável de autoestima. Insegurança não é uma avaliação objetiva de sua própria habilidade, mas uma interpretação emocional, já que duas pessoas com as mesmas capacidades podem ter níveis totalmente diferentes de insegurança.
Insegurança pode ajudar a causar timidez, paranóia e retraimento social, ou alternativamente pode encorajar comportamentos compensatórios tais como arrogância, agressão ou bullying em alguns casos.
O fato de que a maioria dos seres humanos são emocionalmente vulneráveis e tem a capacidade de se machucar implica que a insegurança emocional poderia ser meramente uma diferença de consciência.
A insegurança tem muitos efeitos na vida de uma pessoa. Existem muitos níveis. Quase sempre causa algum grau de isolamento como uma típica pessoa insegura se retira do meio até certo ponto. Quanto maior a insegurança maior o grau de isolamento. A insegurança está geralmente enraizada nos anos da infância da pessoa. Como ofensa e amargura, ela cresce em camadas, se tornando muitas vezes uma força imobilizadora que define um fator limitante na sua vida. A insegurança rouba por graus; o grau ao qual está entrincheirado iguala o grau de poder que ela tem na vida da pessoa.
Como a insegurança pode ser angustiante e parecer ameaçadora à psiquê, ela geralmente pode ser acompanhada por um tipo de excesso de controle, personalidade controladora ou esquiva, como mecanismos psicológicos de defesa.
A insegurança pode ser superada. Exige tempo, paciência e uma compreensão gradual de que o seu próprio valor é puramente uma questão de perspectiva (ou opinião subjetiva de si mesmo) e, enquanto pode ser verdadeiro que a insegurança pode surgir de preocupações relacionadas à realidade objetiva, isto não é de forma alguma uma necessidade, mas mais uma tendência. O primeiro dos estágios da Teoria do desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson detalha o desafio de encontrar segurança e aprender a confiar em si mesmo e em seu ambiente.

Postado por: Ana Cláudia Foelkel
Psicóloga Clínica e Terapeuta
(11) 97273-3448

quinta-feira, 14 de março de 2013

IDENTIFICAÇÃO SEXUAL


A criança começa seu processo de aprendizado, primeiramente pela observação e depois pela imitação dessa observação. Por isso mesmo, tarefas como: escovar os dentes, pentear o cabelo, calçar uma meia, jogar lixo na lixeira, etc; são feitas através dessa observação.

A identificação sexual, também, começa por essa observação no período dos 6, 7 anos. Ela começa a se espelhar na pessoa do mesmo sexo onde se identifica ao longo dessa observação. As meninas observam a mãe e passam a copiar todo o jeito de andar, uso de acessórios, etc.; e os meninos observam ou deveriam observar mais os pais. 

No entanto, os meninos se encontram imersos num universo predominantemente feminino; desde o nascimento com a mãe, que obviamente é fundamental para ele, mas são incluídas aí ao longo dos primeiros anos, as avós, tias, babás, empregadas e depois professoras.

Há ainda o quadro do “pai ausente” que surge não somente pelo divórcio, mas, também, pelo trabalho pesado que afasta esse pai do convívio familiar, cuja ausência fundamental deixa esse menino cada vez mais mergulhado no mundo feminino.

O único espelho possível passa a ser essa mãe que jamais poderá substituir a figura masculina. 

Muitos pais imaginam que a tarefa de passar horas com o filho indo ao cinema, por exemplo, seria o ideal. Engano. Poucas coisas são necessárias para que isso aconteça. O pai pode levá-lo junto para comprar jornal, colocar gasolina no carro, trocar uma lâmpada, fazer a barba (coisa que ele fará em alguns anos), pedir ajuda desse filho na hora de consertar algo em casa (segurar algo para ele), etc.. Pequenas tarefas são igualmente observadas, pois esse pai caminha diferente, fala e gesticula de forma diversa, escolhe e comenta diferente dessa mãe que está sempre à frente dele. Nessa identificação o menino vai percebendo que  seu mundo é mais semelhante àquele do pai e não se sente tão desconfortável assim no seu papel masculino.

É triste perceber que mães levam esses meninos para que eles mergulhem nesse mundo feminino e nem sequer percebem que a observação é uma ferramenta importante nesse processo de identificação.

Na ausência da figura paterna, é igualmente importante haver um substituto, como a presença de um avô, tio, irmão mais velho ou até pai de algum coleguinha da escola onde esse menino possa passar algumas horas com essa família e perceber e aprender um pouco mais do universo masculino.



Postado por: Ana Cláudia Foelkel
CRP: 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448


FRUSTRAÇÃO


É uma emoção que ocorre nas situações onde algo obstrui o alcance de um almejo pessoal. Quanto mais importante for o objetivo, maior será a frustração. É comparável à raiva.

As fontes da frustração podem ser internas ou externas. As fontes internas da frustração envolvem deficiências pessoais como falta de confiança ou medo de situações sociais que impedem uma pessoa de alcançar uma meta; causas externas da frustração, por outro lado, envolvem condições fora do controle da pessoa, tais como uma estrada bloqueada ou falta de dinheiro, por exemplo.

Em termos de psicologia, o comportamento passivo-agressivo é um método de lidar com a frustração. Quando esta não funciona, outra "solução" comumente adotada é uma "regressão" (inconsciente, consciente ou simulacra) a um comportamento infantil e mimado, geralmente visando comover ou sensibilizar terceiros através de algum tipo de apelação emocional.



A frustração só ocorre quando existem altas expectativas. 
Para não ter sentimentos como a frustração, o ideal é não esperar muito das pessoas e das coisas, para evitar se magoar e esperar algo que possa vir a não acontecer.


Postado por: Ana Cláudia Foelkel
CRP: 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448

XENOFOBIA


Significa aversão a pessoas ou coisas estrangeiras. O termo é de origem grega e se forme a partir das palavras “xénos” (estrangeiro) e “phóbos” (medo). A xenofobia pode se caracterizar como uma forma de preconceito ou como uma doença, um transtorno psiquiátrico.


O preconceito gerado pela xenofobia é algo controverso. Geralmente se manifesta através de ações discriminatórias e ódio por indivíduos estrangeiros. Há intolerância e aversão por aqueles que vêm de outros países ou diferentes culturas, desencadeando diversas reações entre os xenófobos. 

Nem todas as formas de discriminação contra minorias étnicas, diferentes culturas, subculturas ou crenças podem ser consideradas xenofobia. Em muitos casos são atitudes associadas a conflitos ideológicos, choque de culturas ou mesmo motivações políticas.

Como doença, a xenofobia é um transtorno causado por um medo descontrolado do desconhecido, que se transforma em desequilíbrio. Quem sofre este transtorno possivelmente passou por uma má experiência ao estar exposto a uma situação desconhecida que causou terror e deixou marcas que vão interferir na sua vida diária.

As pessoas com essa patologia sofrem de angústia e extrema ansiedade, se distanciam do convívio social, evitam o contato com estranhos e, em alguns casos, podem ter crises de pânico.



 Postado por: Ana Cláudia Foelkel
CRP: 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
Jundiaí e Região
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CÂNCER DE MAMA - ASPECTOS PSICOLÓGICOS



A perda da mama para a mulher representa a perda do órgão mais relacionado à autoestima, representa a perda da possibilidade de exercer o papel de ser mãe, pois a mulher não pode amamentar e como se trata de um órgão exposto e muito relacionado em nossa cultura como sendo o centro das atenções de homens e mulheres como sinal de feminilidade certamente está relacionado a perdas emocionais muitas vezes de difícil recuperação. Por este motivo sempre que possível a cirurgia reparadora tem que ser indicada para tentar minimizar todas as perdas nas mulheres após o diagnóstico.

As reações na maioria das vezes são inicialmente de negação (não é comigo, o exame deve estar errado) de desespero, com choro intenso, ou de terror, pelo medo da morte e de todas as perguntas sem respostas que o nome câncer gera nas pessoas.

Certamente para quem recebe o diagnóstico este é o pior dia de sua vida, porém com o tempo, as dúvidas vão sendo respondidas, o tratamento e a vida vão seguindo seu rumo e conhecer quem já passou pelas mesmas experiências e conseguiu "renascer das cinzas" superando todos os obstáculos, e medos certamente é uma excelente forma de recuperar a esperança de que tudo um dia vai voltar a ser "normal". Compartilhar as experiências ajuda a superar a situação.

Algumas dicas para enfrentar a situação da melhor maneira possível.

Mantenha a autoestima em alta, se cuidando, investindo nela durante todo o tratamento.

Cerque-se das pessoas que a amam e que tenham boas coisas a lhe falar (afaste-se daquele que só tem casos ruins para dar de exemplo ou que sinta pena de você).

Não perca a esperança de que tudo dará certo no final. Entenda que o tratamento e seu médico são seus aliados, mesmo que às vezes esteja cansada de tudo e de todos. Tente compreender seu tratamento, seus efeitos colaterais e as formas de minimizá-los, isso ajudará na superação das dificuldades.

Participe de grupos de apoio para que não sinta que está sozinha. Conheça a doença e não tenha dúvidas sobre o seu tratamento em momento algum, pois compreendendo o que está lhe ocorrendo tudo fica mais fácil.

Amor, paciência, firmeza, companheirismo e muitas vezes colo, são o que as mulheres precisam daqueles que a amam.

Manter o emocional equilibrado e a qualidade de vida. Cada mulher descobre por si só como seguir adiante, não há uma receita única a ser seguida.

É papel de todos que estão em contato com esta mulher que seu estado emocional e sua qualidade de vida sejam mantidos, ou até melhorados. As mulheres precisam ouvir e serem estimuladas a estar atentas a assuntos que abordem a qualidade de vida e não a doença.

É importante que as mulheres entrem em contato com outras mulheres que já tenham passado por situações semelhantes e tenham superado as dificuldades, isso ajuda em sua superação.



Fonte:http://www.fabianamakdissi.com.br/perguntas-frequentes/aspectos-psicologicos-do-cancer-de-mama.php

Postado por: Ana Cláudia Foelkel
CRP: 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448

OBESIDADE - ASPECTOS PSICOLÓGICOS

A Obesidade é uma doença que preocupa atualmente médicos e psicólogos, e vem sendo discutida nos últimos anos com a preocupação tanto física quanto emocional desses pacientes. 

Várias são as causas que apresentam como consequências a obesidade e em especial a obesidade mórbida. 


A obesidade vem sendo estudada de forma mais efetiva nos últimos anos na busca de explicações que permitam intervenções mais eficazes no processo de emagrecimento.

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos, mostram que aproximadamente 30% da população está com peso 20% acima do recomendado. No Brasil, pesquisa aponta um crescimento da obesidade na população adulta - 24 a 64 anos.

Sob o ponto de vista médico, obesidade é o excesso de tecido adiposo no organismo.
É considerada uma doença crônica e inter-relacionada direta e indiretamente com algumas outras situações patológicas contribuintes da morbi-mortalidade como doenças cardiovasculares, osteomusculares e neoplásticas.


Além disso e por causa disso, a obesidade é responsável por um alto custo na saúde pública.

A obesidade é uma enfermidade heterogênia de origem multifatorial, resultante da combinação de fatores genéticos, metabólicos, neuroendócrinos, dietéticos, sociais, familiares e psicológicos. 

Vários métodos podem ser utilizados para estimar o total de gordura no corpo, mas a relação peso/altura é a medida antropométrica mais utilizada e a mais simples de obter.
Assim o índice de massa corpórea (IMC) é obtido pela divisão do peso (Kg) pela altura ao quadrado . Com IMC acima de 30, o indivíduo é considerado obeso. 


Que 90% a 95% dos pacientes voltam a engordar após o tratamento clínico da obesidade.
Considerando-se que apenas 5% dos casos de obesidade, tem sua etiologia conhecida (fatores hormonais e constitucionais), somos levados a investigar outros fatores como o psicológico.

A obesidade do ponto de vista psicológico:

Podemos estudar o indivíduo isoladamente, ou como um conjunto de indivíduos tomados como unidade, ou ainda de forma mais ampla, nas instituições sociais.
Os dinamismos psíquicos individuais têm sido relatados com maior frequência e mais amplamente na tentativa de responder o que a gordura representa para o obeso.
No enfoque clínico tradicional a ênfase está no dinamismo psíquico individual, dando relevância ao conflito, às defesas e possibilidades de solução dos sintomas, sempre em relação àquele indivíduo isoladamente.
O contexto sócio - cultural ao qual está inserido é levado em consideração, mas a análise centra-se no indivíduo. 
Chama de âmbito psicossocial. A literatura psicanalítica é, inclusive, bastante coincidente na maioria dos pontos que explicam a obesidade e o obeso neste enfoque clínico individual.
O bebê chora de fome, sente-se mal, logo que come, sente-se bem. Quando adulto, frente a qualquer aborrecimento ou tensão nervosa, come para sentir-se bem, como o bebê.
A mãe que relaciona comida com ser forte, poderá estar concorrendo para fixar no alimento os futuros problemas emocionais. A satisfação é além de motivo de prazer, um símbolo de segurança.
Pessoas obesas, conscientes ou inconscientemente encontram no alimento uma forma de amortecer suas emoções. 
Um adulto que não encontra satisfação na vida, rechaça o intenso desejo de afeto dos demais e se refugia nas pautas primárias de conduta, as satisfações orais. Por outro lado, seria também um desejo de amor com intensas tendências agressivas de devorar ou possuir.
Freud em 1895, já chamava a atenção para a bulimia como um equivalente do ataque de angústia.
Vários autores referem o período do emagrecimento do obeso. A fixação no período oral é uma defesa contra regressões mais profundas e graves, ou seja, a adiposidade funciona como defesa ao surgimento de núcleos psicóticos. 
Excesso de peso para o indivíduo constitui-se como uma “muleta” que tem que carregar pelo resto da vida, ou seja, nele localiza-se o foco de sua angústia e dificuldades sociais, levando-o a isolar-se do meio social no qual está inserido.
Uma vez estabelecida a obesidade, o indivíduo passa a viver em função das dificuldades que o excesso de peso lhe traz. É nesse momento que uma série de aspectos ligados a gordura passam a incomodar o obeso. Este deixa de se expor em lugares públicos, praia, restaurantes, shopping, etc...
Atualmente populações inteiras estão comendo mais do que deveriam, o que deflagrou num verdadeiro surto de obesidade, deixando de ser uma preocupação da minoria, constituindo-se num problema que merece atenção, levando vários profissionais de diversas áreas a pesquisar sobre as causas da obesidade.
A obesidade é fenômeno de causas complexas e multifatoriais onde não só os fatores orgânicos, psicológicos, sociais e ambientais estão envolvidos no seu aparecimento. Esta passou a ser vista como uma doença que em alguns casos pode levar à morte.
Quando o assunto é obesidade, logo imaginamos um indivíduo que come em demasia. Isso certamente se comprova em alguns casos, mas o que leva essas pessoas a comerem em excesso, que função exerce a comida na vida dessas pessoas?
Desde o início da civilização, a comida ocupa um lugar de extrema importância na vida dos indivíduos. Enquanto que para algumas pessoas o comer é somente uma fonte de preservação, para o obeso é muito mais do que isto, a comida é uma maneira dele obter prazer, o qual muitas vezes ele não consegue obter de outras formas.



Comer excessivamente também pode ser uma forma de lidar com seus medos e frustrações, ou seja, diante de uma situação adversa, o indivíduo recorre à comida, para não entrar em contato com as angústias.
O que se observa em alguns pacientes, é que vão muito mais além, ou seja, a comida é vista como a substituição de um afeto, ou a gratificação que eles tanto almejam.
Inseridos numa sociedade onde ser magro é sinônimo de saúde e beleza, em que todos se curvam em torno da ditadura da balança, na tentativa de se enquadrarem nos ideais de beleza, o obeso mórbido é tido pela mesma sociedade como uma pessoa sem força de vontade, que leva uma vida sedentária.
Quando dizemos que é através do corpo que o homem se relaciona com o mundo, o obeso não escaparia à regra. Contudo, percebe-se existir um desencontro entre o mundo real e o imaginário nesses pacientes.
Há total depreciação do próprio corpo, uma imagem corporal distorcida, uma vez que este corpo não corresponde ao seu ideal de ego, e da sociedade. E nem sempre estar diante do espelho para o obeso é vivenciado como um momento prazeroso, pois a seu ver, o obeso entra em contato com seu próprio “eu”, através da imagem refletida no espelho, onde o real e o imaginário se encontram.
Assim, diante da clara dificuldade dos pacientes obesos em lidar com a ansiedade depressiva e os sentimentos cotidianos de frustração, utilizam-se da comida como um recurso de busca de potência.
Dessa forma o indivíduo obeso, mesmo estando perfeitamente lúcido das consequências que a própria obesidade lhe pudesse causar quanto à sua saúde física e emocional, utiliza-se do comer para descarregar a sua agressividade, fortalecendo e reforçando sua obesidade.
Considerando-se todos os fatores relacionados anteriormente constatamos a importância do tratamento multidisciplinar da obesidade, onde a psicologia tem papel preponderante.

Fonte: http://www.neurolondrina.com.br
Postado por: Ana Cláudia Foelkel
Psicóloga Clínica e Terapeuta
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