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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Medo de falar em público


Também conhecido como glossofobia, o desconforto ao se apresentar para uma plateia pode ser trabalhado em terapia. Mas algumas atitudes práticas ajudam a contorná-lo

Sentir que esta tremendo e os outros percebem. Só pensa no que vão achar, fica nervoso e até te dá ‘branco’. Assim algumas pessoas descrevem alguns dos sintomas de um dos problemas mais comuns da população, segundo pesquisa de 2010 feita pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos: o medo de falar em público.
Os principais motivos, à primeira vista, estão intimamente ligados à insegurança e ao medo de não atender as expectativas alheias. Porém, a raiz do problema pode ser mais profunda. A autoestima e autoimagem, ligadas à própria identidade, têm relação direta com a questão do imaginário. A partir do momento em que se está diante de um público, aquilo que se refere às inseguranças e frustrações é potencializado.
Podendo também, esse sentimento, ser derivado de um histórico de punições. Situações em que a pessoa se viu expressando seus sentimentos e sofreu algum tipo de repressão, e criam um evento traumático, ela passa a temer a opinião das pessoas.
Conhecido como glossofobia, esse receio em se apresentar pode ter um efeito negativo em várias áreas. Causa danos na vida profissional, pois somos cada vez mais solicitados a mostrar o que possuímos e essa ausência faz com que haja a perda no espaço profissional. Também surgem dificuldades em relacionamentos interpessoais. Não mostramos quem somos e o que queremos, e acabamos nos anulando.
Apesar disso, o estresse causado por falar em público é natural do ser humano, como uma reação instintiva. Não é algo que se deva combater, mas sim aprender a conviver. “Nós sempre achamos que as pessoas enxergam mais do que elas realmente veem em nós. Isso nos leva a uma atitude de defesa para evitar a transparência. Este é o mesmo comportamento que, inconscientemente, nos leva a procurar as mesas próximas às paredes nos restaurantes ou a evitar sentar com as costas voltadas para a porta”, exemplifica Mario Persona, palestrante e autor de sete livros, entre eles “Dia de Mudança” (Editora Landscape).
É preciso um processo de autoconhecimento, tanto dos defeitos quanto das qualidades individuais, para encontrar a melhor forma de lidar com o próprio medo de se apresentar em público. Também é importante “descolar” nossos próprios rótulos. Muitas pessoas são rotuladas de coisas que elas não são, como preguiçosas ou ignorantes, e passam a se enxergar desse jeito.
Na prática
Mas, às vésperas de uma apresentação em público, algumas atitudes práticas podem ajudar. Alguns dias antes, experimente gravar o seu discurso e ouvi-lo depois. Isso ajuda a identificar quais entonações podem ser melhoradas, e como passar a mensagem de maneira clara. Ao ouvirmos uma gravação estamos ouvindo como realmente soa a nossa voz, já que ao falarmos o som chega aos nossos ouvidos alterado pela ressonância da caixa craniana”, explica Persona.

Se possível, fazer uma visita prévia ao local. Assim o orador, além de se familiarizar com o espaço, também presta atenção em possíveis obstáculos que podem atrapalhar na hora do discurso, como degraus e fios soltos.

Falar na frente de um espelho é eficiente para memorizar o discurso. No entanto, não é tão eficaz para o treinamento da fala. O verdadeiro medo é estar diante do outro e ser observado. Falar na frente do espelho não passa a verdadeira sensação de estar em pé, falando para um grupo.

Na hora da apresentação, todos os especialistas recomendam: comece respirando de maneira correta, levando o ar para a barriga. Quando ficamos ansiosos, a psique associa o momento a uma situação de perigo e a respiração fica curta. É preciso controlar essa afobação.

É importante mostrar determinação e confiança ao entrar no palco - mesmo que você não se sinta nem um pouco confiante. Uma entrada mais agressiva cria confiança no orador
.
Uma boa técnica é falar segurando algo: pode ser um botão, ou um clipe de papel dentro do bolso. Esse gesto dá mais segurança, pois funciona como uma espécie de apoio em um território desconhecido. “Como o medo é causado por insegurança, existe em nós certo alívio quando podemos segurar em alguma coisa”, exemplifica Persona.
Para lutar contra a perda de memória, o famoso ‘branco’, o escritor dá duas dicas. A primeira é relaxar e manter na mente que, de todas as pessoas que estão ouvindo, provavelmente uma só conheça o discurso. Logo, ninguém vai saber se o apresentador errou ou não.

A segunda é anotar as palavras-chave do discurso em algum lugar. Não há problema em ler durante a apresentação; só não se esqueça de escrever como deve ser dito. Faça suas anotações em uma apresentação de Power Point ou em pequenos cartões de fácil manuseio. “Nunca se deve usar uma folha inteira de papel, pois o tremor das mãos é amplificado e percebido pelo balançar da folha, e mesmo ao segurar os cartões o melhor é fazê-lo com as duas mãos para evitar este efeito”, indica Mário Persona.

Caso se sinta muito exposto, uma estratégia interessante: crie um personagem e se apresente como ele. Essa criação de uma nova identidade atenua a sensação de exposição. É como atuar: não é você que está ali e sim alguém mais seguro ou falante.

Um bom orador é aquele que tem presença de palco e abordagem natural do tema. Para fugir do artificialismo na hora da fala, comece contando algum fato ou história trivial. Esse artifício ajuda na hora de iniciar a fala sobre o tema de maneira segura e fluída.

Encare os participantes apenas se sentir segurança para tal. Olhar nos olhos dos ouvintes e depois desviar olhando para baixo transparece insegurança, fazendo com que a credibilidade do que está sendo dito seja questionada. Caso não se sinta apto a fazer isso, imagine que existe uma fileira após a última linha de ouvintes e fale olhando para lá.

A energia que você passa para a plateia é fundamental, assim como a que recebe de volta. Desvie dos olhares negativos e procure encontrar nos ouvintes aqueles que parecem mais felizes e concordam com o que está sendo dito. “Falar em público é uma atividade que depende não só de quem fala, mas também de quem ouve. Existe uma simbiose entre ambos”, finaliza o palestrante Mário Persona.

Fonte: Bianca Castanho - iG São Paulo 

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga - (11) 97273-3448

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

STRESS INFANTIL


Para melhor entendermos o Stress na criança, vamos ao conceito de Stress. (por Marilda Lipp).

QUE É STRESS?

Stress é uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais. Ele ocorre quando surge a necessidade de uma grande adaptação a um evento ou uma situação de importância. Este evento pode ser algo negativo ou positivo.


Stress negativo: é o stress em excesso. Ocorre quando a pessoa ultrapassa seus limites e esgota sua capacidade de adaptação. O organismo fica destituído de nutrientes e a energia mental fica reduzida. A produtividade e a capacidade de trabalho ficam muito prejudicadas. A qualidade de vida sofre danos. Posteriormente, a pessoa pode vir a adoecer.



Stress positivo: é o stress em sua fase inicial, isto é, a “fase de alerta”. O organismo produz adrenalina que dá ânimo, vigor e energia, fazendo a pessoa produzir mais e ser mais criativa. Ela pode passar por períodos em que dormir e descansar passa a não ter tanta importância. É a fase da produtividade. Ninguém consegue ficar em alerta por muito tempo, pois o stress se transforma em excessivo quando dura demais.



Stress ideal: é quando a pessoa aprende o manejo do stress e gerencia a “fase de alerta” de modo eficiente, alternando entre estar em alerta e sair de alerta. O organismo precisa entrar em homeostase* após uma permanência em alerta para que se recupere. Não há dano em entrar de novo em alerta após a recuperação. Doenças começam a ocorrer se não há um período de recuperação, pois o organismo se exaure e o stress fica excessivo devido a algum evento estressor forte demais ou porque se prolonga em excesso.



* Propriedade auto-reguladora de um sistema ou organismo que permite manter o estado de equilíbrio de suas variáveis essenciais ou de seu meio ambiente.



STRESS EM CRIANÇAS 

O stress é uma reação do organismo frente a situações muito difíceis, ou muito excitantes, que também pode ocorrer em crianças de qualquer idade. Ele pode se manifestar em meninos e meninas através de sintomas físicos ou psicológicos. Frequentemente os pais não sabem reconhecer que seu filho está estressado.
Crianças que não conseguem saber claramente o que estão sentindo acabam se passando por malcriadas ou birrentas, quando na verdade estão sofrendo a ação nefasta do stress excessivo.

O que pode causar o stress em crianças:

- Morte na família;
- Brigas constantes entre os pais;
- Separação dos pais;
- Mudança de cidade ou escola;
- Escolas ruins;
- Professores inadequados;
- Atividades em excesso;
- Viagens longas;
- Nascimento de irmãos;
- Doenças;
- Hospitalização.


“ Uma questão importante e bastante atual é a sobrecarga que as crianças tem de múltiplas atividades. Os pais querem que as crianças aprendam tudo ao mesmo tempo. Não podem deixá-la aprender inglês depois, tem que ser agora, com cinco anos, por exemplo. Não sobra tempo para brincar. O que a gente deduz é que a vida moderna está causando um impacto grande na vida das pessoas. CRIANÇA PRECISA BRINCAR !!!


E um dos aspectos que está causando muito impacto é a globalização. Porque de repente vemos, dentro de casa, tudo o que se passa no mundo. Se há uma matança num lugar distante, as pessoas ficam sabendo de imediato. Entramos em contato com tudo de ruim que acontece no mundo todo. Outro aspecto da globalização que causa bastante estresse é a mudança de valores. Acabamos tendo contato com valores muito diversos dos nossos.

Aquele mundinho no qual se vivia protegido, que era conhecido, agora está ultrapassado. Fica uma situação complicada, pois nos perguntamos quais são de fato nossos valores; o que é certo e o que é errado.” Lipp, Marilda.

Como ajudar:

Tente identificar o que está estressando a criança. Se possível, diminua a pressão que ela está sofrendo;

Não a poupe em demasia. Criança que é muito protegida não desenvolve imunidade ao stress;
O stress deve ser proporcional à idade e ao amadurecimento da criança;
Quando não for possível protegê-la do stress excessivo (como no caso de morte na família, mudança de cidade etc.), é necessário fortalecer a criança para lidar com a situação da melhor maneira possível.
Quando não for possível protegê-la do stress excessivo (como no caso de uma morte na família, mudança de cidade, etc.) necessário se torna fortalecer a criança para lidar o melhor possível com a situação. A ação da psicologia pode ser bastante eficiente nesses casos.


AVALIAÇÃO DE STRESS EM CRIANÇAS:

Stress, uma reação do organismo frente a situações ou muito difíceis ou muito excitantes, pode ocorrer em crianças também. E mais, ele pode aparecer tanto em meninos como em meninas de qualquer idade.

O stress pode se manifestar através de sintomas físicos ou psicológicos e muito frequentemente os pais não sabem reconhecer que seu filho está estressado.
Quantas vezes a criança, que não consegue saber claramente o que está sentindo, passa como sendo malcriada ou birrenta quando na verdade ela está sofrendo a ação nefasta do stress excessivo.


Aprenda a reconhecer os sintomas de Stress em Crianças:

Sintomas Físicos
* dor de barriga

* diarréia
* tique nervoso
* dor de cabeça
* náuseas
* hiperatividade
* enureses noturna
* gagueira
* tensão muscular
* ranger de dentes
* falta de apetite
* mãos frias e suadas


Sintomas psicológicos do stress infantil
* terror noturno
* introversão súbita
* medo ou choro excessivo
* agressividade
* impaciência
* pesadelos
* ansiedade
* dificuldades interpessoais
* desobediência
* insegurança
* hipersensibilidade


Vale lembrar que nenhum destes sintomas isolados pode ser interpretado como sinal de stress.
É importante verificar se vários sintomas estão ocorrendo juntos. O stress não tratado e prolongado pode levar a uma série de doenças e problemas de adaptação, inclusive na escola.


Além disso, a criança que não aprende a lidar com a tensão, quase sempre se torna um adulto vulnerável ao stress, por isso, é sempre melhor aprender a lidar com os problemas quando se é ainda bem jovem, embora na idade adulta também possa se adquirir técnicas de controle do stress.

Fonte: Marilda Lipp

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga - (11) 97273-3448

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Transtorno do Estresse Pós-Traumático

O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em decorrência de o portador ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que, em geral, representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando se recorda do fato, ele revive o episódio, como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento que o agente estressor provocou. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.
Aproximadamente entre 15% e 20% das pessoas que, de alguma forma, estiveram envolvidas em casos de violência urbana, agressão física, abuso sexual, terrorismo, tortura, assalto, sequestro, acidentes, guerra, catástrofes naturais ou provocadas, desenvolvem esse tipo de transtorno. No entanto, a maioria só procura ajuda dois anos depois das primeiras crises.
Recente pesquisa desenvolvida pela UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e por outras universidades brasileiras, em parceria com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, levantou a hipótese de a causa do transtorno estar no desequilíbrio dos níveis de cortisol ou na redução de 8% a 10% do córtex pré-frontal e do hipocampo, áreas localizadas no cérebro.
Sintomas 

Os sintomas podem manifestar-se em qualquer faixa de idade e levar meses ou anos para aparecer. Eles costumam ser agrupados em três categorias:
a) Reexperiência traumática: pensamentos recorrentes e intrusivos que remetem à lembrança do trauma, flashbacks, pesadelos;
b) Esquiva e isolamento social:  a pessoa foge de situações, contatos e atividades que possam reavivar as lembranças dolorosas do trauma;
c) Hiperexcitabilidade psíquica e  psicomotora: taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância.
É comum o paciente desenvolver comorbidades associadas ao TEPT.
Diagnóstico
O DSM-IV (Manual de Diagnóstico dos Distúrbios Mentais) e o CID-10 (Classificação Internacional das Doenças) estabeleceram os critérios para o diagnóstico do transtorno do estresse pós-traumático.
O primeiro requisito é identificar o evento traumático (agente estressor), que tenha representado ameaça à vida do portador do distúrbio ou de uma pessoa querida e perante o qual se sentiu impotente para esboçar qualquer reação. Os outros levam em conta os sintomas característicos do TEPT.
Tratamento
São opções de tratamento a psicoterapia e a indicação de medicamentos ansiolíticos, quando necessários.
Recomendações
* Preste atenção: o número de diagnósticos de transtorno do estresse pós-traumático tem aumentado nas últimas décadas. Procure assistência médica e psicológica, se apresentar sintomas que possam ser atribuídos a esse distúrbio da ansiedade;
* Lembre-se de que a ocorrência de um agente estressor não significa que a pessoa vai desenvolver TEPT: algumas são mais vulneráveis e predispostas;
* Não subestime os sintomas do transtorno em crianças e idosos depois de terem vivenciado situações traumáticas.
Fonte: drauziovarella.com.br
Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga (11) 97273-3448

quarta-feira, 24 de abril de 2013

ANSIEDADE X INSEGURANÇA


A insegurança gera ansiedade e vice-versa.
Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc.

Causas
Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. Ansiedade é um estado emocional que se adquire como consequência de algum ato.

Consequências
Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno da ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica.
Ter ansiedade ou sofrer desse mal faz com que a pessoa perca uma boa parte da sua auto-estima, ou seja, ela deixa de fazer certas coisas porque se julga ser incapaz de realizá-las. Dessa forma, o termo ansiedade está de certa forma ligado à palavra medo, sendo assim, a pessoa passa a ter medo de errar quando da realização de diferentes tarefas, sem mesmo chegar a tentar.
A Ansiedade em níveis muito altos, ou quando apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu potencial intelectual. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode levar a estagnação na carreira.

Manifestações
As pessoas ansiosas têm um vasto número de sintomas. Muitos resultam de um aumento da estimulação do sistema nervoso vegetativo ou autônomo, que controla o reflexo ataque-fuga. Outros são somatizações, ou seja, os doentes convertem a ansiedade em problemas físicos, incluindo dores de cabeça, distúrbios intestinais e tensão muscular.
Cerca da metade das pessoas com ansiedade sofrem principalmente de sintomas físicos, normalmente localizados nos intestinos e no peito. Conforme a sintomatologia, a ansiedade pode ser classificada em vários transtornos, mas sempre quando há um grau patológico, definido como aquele que causa interferência nas atividades normais do indivíduo.

Sintomas
·         Insônia
·         Fadiga
·         Falta de ar ou sensação de sufoco
·         Picadas nas mãos e nos pés
·         Confusão
·         Instabilidade ou sensação de desmaio
·         Dores no peito e palpitações
·         Afrontamentos, arrepios, suores, frio, mãos úmidas
·         Boca seca
·         Contrações ou tremores incontroláveis
·         Tensão muscular, dores
·         Necessidade urgente de defecar ou urinar
·         Dificuldade em engolir
·         Sensação de ter um "nó" na garganta
·         Dificuldades para relaxar
·         Dificuldades para dormir
·         Leve tontura ou vertigem
·         Vômitos incontroláveis
·         Sensação de impotência

Tratamento
O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos. O tratamento é iniciado com ansiolíticos como, por exemplo, os benzodiazepínicos. Logo após a estabilização do paciente, o médico pode prescrever um antidepressivo para o controle da ansiedade. Outra classe de medicamentos também utilizada são a dos beta-bloqueadores. É sempre importante que o paciente consulte um médico, pois esses medicamentos são normalmente controlados. 

Há algumas técnicas que auxiliam na prevenção e tratamento da ansiedade. Veja algumas dicas:
1) Aprenda a relaxar;
2) Procure respirar profundamente algumas vezes do dia;
3) Pratique esporte ou simplesmente uma caminhada;
4) Evite café, bebidas e produtos que contenham estimulantes (coca, cafeína, cigarro);
5) Tire dez minutos do seu dia para alongar-se e meditar; 6) observe seus pensamentos e direcione-os para que sejam agradáveis.

A Insegurança é um sentimento de mal-estar geral ou nervosismo que pode ser desencadeado pela percepção de si mesmo, ser vulnerável de alguma forma, ou um senso de vulnerabilidade ou instabilidade que ameaça a própria autoimagem ou ego.
Uma pessoa que é insegura não tem confiança em seu próprio valor e em uma ou mais de suas capacidades, não tem confiança em si mesma ou em outros, ou teme que um estado positivo presente seja temporário e irá decepcioná-la e causar-lhe perdas ou sofrimento por "dar errado" no futuro. Este é um traço comum, o qual difere apenas em grau entre as pessoas.
Isto não pode ser confundido com humildade, a qual envolve reconhecer as próprias limitações mas ainda mantendo uma dose saudável de autoestima. Insegurança não é uma avaliação objetiva de sua própria habilidade, mas uma interpretação emocional, já que duas pessoas com as mesmas capacidades podem ter níveis totalmente diferentes de insegurança.
Insegurança pode ajudar a causar timidez, paranóia e retraimento social, ou alternativamente pode encorajar comportamentos compensatórios tais como arrogância, agressão ou bullying em alguns casos.
O fato de que a maioria dos seres humanos são emocionalmente vulneráveis e tem a capacidade de se machucar implica que a insegurança emocional poderia ser meramente uma diferença de consciência.
A insegurança tem muitos efeitos na vida de uma pessoa. Existem muitos níveis. Quase sempre causa algum grau de isolamento como uma típica pessoa insegura se retira do meio até certo ponto. Quanto maior a insegurança maior o grau de isolamento. A insegurança está geralmente enraizada nos anos da infância da pessoa. Como ofensa e amargura, ela cresce em camadas, se tornando muitas vezes uma força imobilizadora que define um fator limitante na sua vida. A insegurança rouba por graus; o grau ao qual está entrincheirado iguala o grau de poder que ela tem na vida da pessoa.
Como a insegurança pode ser angustiante e parecer ameaçadora à psiquê, ela geralmente pode ser acompanhada por um tipo de excesso de controle, personalidade controladora ou esquiva, como mecanismos psicológicos de defesa.
A insegurança pode ser superada. Exige tempo, paciência e uma compreensão gradual de que o seu próprio valor é puramente uma questão de perspectiva (ou opinião subjetiva de si mesmo) e, enquanto pode ser verdadeiro que a insegurança pode surgir de preocupações relacionadas à realidade objetiva, isto não é de forma alguma uma necessidade, mas mais uma tendência. O primeiro dos estágios da Teoria do desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson detalha o desafio de encontrar segurança e aprender a confiar em si mesmo e em seu ambiente.

Postado por: Ana Cláudia Foelkel
Psicóloga Clínica e Terapeuta
(11) 97273-3448

quinta-feira, 14 de março de 2013

CIÚMES

O ciúme, em princípio, é um sentimento tão natural ao ser humano como o tédio e a raiva. Nós sempre vivenciamos este sentimento em algum momento da vida, diferem apenas suas razões e as emoções que sentimos. Como todo sentimento, tem seu lado positivo e seu lado negativo.


É "a reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade.". Provoca o temor da perda e envolve sempre três ou mais pessoas, a pessoa que sente ciúmes - sujeito ativo do ciúme -, a pessoa de quem se sente ciúmes - sujeito analítico do ciúme - e a terceira ou terceiras pessoas que são o motivo dos ciúmes - o que faz criar tumulto. 
Esse sentimento apresenta caráter instintivo e natural, sendo também, marcado pelo medo, real ou irreal, vergonha de se perder o amor da pessoa amada. O ciúme está relacionado com a falta de confiança no outro e/ou em si próprio e, quando é exagerado, pode tornar-se patológico e transformar-se em uma obsessão.
A explicação psicológica do ciúme pode ser uma persistência de mecanismos psicológicos infantis, como o apego aos pais que aparece por volta do primeiro ano de vida ou como consequência do Complexo de Édipo não resolvido; entre os quatro e seis anos de idade, a criança se identifica com o progenitor do mesmo sexo e simultaneamente tem ciúmes dele pela atração que ele exerce sobre o outro membro do casal; já na idade adulta, essas frustrações podem reaparecer sob a forma de uma possessividade em relação ao parceiro, ou mesmo uma paranoia.
Nesse tipo de paranoia, a pessoa está convencida, sem motivo justo ou evidente, da infidelidade do parceiro e passa a procurar “evidências” da traição. Nas formas mais exacerbadas, o ciumento passa a exigir do outro, coisas que limitam a liberdade deste.
Algumas teorias consideram que os casos mais graves podem ser curados através da psicoterapia que passa por um reforço da autoestima e da valorização da autoimagem. Porém várias teorias criticam a visão psicanalítica tradicional (ex:esquizoanálise).
Outros casos mais leves podem ser tratados através da ajuda do parceiro, estabelecendo-se um diálogo franco e aberto de encontro, com a reflexão sobre o que sentem um pelo outro e sobre tudo o que possa levar a uma melhoria da relação, para que esse aspecto não se torne limitador e perturbador.

Conjunto de emoções
-Ciúme é uma reação complexa porque envolve um largo conjunto de emoções, pensamentos, reações físicas e comportamentos:
-Emoções - dor, raiva, tristeza, inveja, medo, depressão e humilhação;
-Pensamentos - ressentimento, culpa, comparação com o rival, preocupação com a imagem, autocomiseração;
-Reações físicas - taquicardia, falta de ar, excesso de salivação ou boca seca, sudorese, aperto no peito, dores físicas.
-Comportamentos - questionamento constante, busca frenética de confirmações e ações agressivas, mesmo violentas.

Ciúme e inveja
O ciúme está intimamente relacionado à inveja. A diferença é que a inveja não envolve o sentimento de perda presente no ciúme. Mas ambas, são um misto de desconforto e raiva e atormentam aquele que cobiça algo que outra pessoa tem. Quanto mais baixa for a autoestima, mais propensa está a pessoa de sofrer com um dos dois sentimentos.
Outra diferença entre ambos reside no fato do ciúme, quando ultrapassa certo limite, se transforma em patologia, coisa que não acontece com a inveja.
Ciúme e inveja desviam o foco dos cuidados com a própria vida, tão preocupado se fica com a vida de outra pessoa. Por outro lado, se enfrentados, podem levar a atitudes positivas como melhorar a aparência, desenvolver novas habilidades e trabalhar a autoestima.

Ciúme patológico
O ciúme patológico é visto pela psiquiatria e psicologia como uma espécie de paranoia (distúrbio mental caracterizado por delírios de perseguição e pelo temor imaginário de a pessoa estar sendo vítima de conspiração). Para o ciumento, a fronteira entre imaginação, fantasia, crença e certeza se torna vaga e imprecisa, as dúvidas podem se transformar em ideias supervalorizadas ou delirantes.
Quem sente ciúme a esse nível tem a compulsão de verificar constantemente as suas dúvidas, a ponto de se dedicar exclusivamente a invadir a privacidade e tolher a liberdade do parceiro: abre correspondências, bisbilhota o computador, ouve telefonemas, examina bolsos, chega a seguir o parceiro ou contrata alguém para fazê-lo. Toda essa tentativa de aliviar sentimentos, além de reconhecidamente ridícula até pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida, até o intensifica.
A pessoa ciumenta apresenta na sua personalidade um traço marcante de timidez e sentimentos de insegurança, problemas que costumam ter raízes na infância. Nesse caso, o tratamento passa por aplicação de técnicas de psicoterapia para melhorar a confiança do paciente em si mesmo. O processo deve envolver sua família, pois o apoio no lar é imprescindível nesses casos. Reduzido o sentimento de insegurança, é esperado que, diminua a aflição do ciúme. Só quem confia em si mesmo pode confiar em outros, de modo que parece lógico começar o tratamento pelo fortalecimento da autoconfiança.
Não menos importante é atacar os sintomas físicos que o ciúme patológico provoca. O desequilíbrio no sistema nervoso aumenta o nível de adrenalina, interfere na dinâmica dos neurotransmissores e está na origem de muitas doenças psicossomáticas. Por isso, é fundamental apurar as causas desses sintomas e gastar a energia negativa em atividades como os exercícios físicos, meditação e trabalho que traga gratificação.
Os ciúmes manifestam-se em todas as relações, com mais ou menos frequência, com mais ou menos intensidade – daí a importância de perceber quais tipos de ciúmes: inocente ou possessivo? Saudável ou doentio.

Ciúmes inocentes: uma pitada de ciúme nunca fez mal a ninguém, nem é o suficiente para colocar um ponto final em qualquer relação. É perfeitamente normal uma mulher sentir ciúmes ao ver o namorado a folhear uma revista com fotografias da sua atriz preferida e elogiar os seus muitos atributos; o mesmo se diz de um homem que não pode negar o ciúme que se manifesta quando a namorada sai para jantar só com as amigas num vestido de arrasar. Inocentes e inofensivos, este tipo de ciúme apenas demonstra o amor que se sente por outra pessoa. 
Ciúmes saudáveis: se um membro do sexo oposto aprecia abertamente o seu parceiro (a) à sua frente, é natural que sinta uma pontada de ciúmes, mas esse acaba por ser um sentimento simultaneamente ciumento e de orgulho porque, embora ele/ela seja alvo de atenção de outro homem ou mulher, é consigo que está. Curiosamente, este tipo de ciúmes tem a tendência de aproximar os casais.
Ciúmes românticos: muitas vezes o ciúme é uma resposta protetora, cognitiva, emocional e comportamental a qualquer fator externo que possa ameaçar um relacionamento a dois. No caso dos ciúmes românticos, essa ameaça é a existência de uma terceira pessoa (real ou imaginária) e a simples ideia de que possa existir uma atração entre ela e o seu parceiro (a), desencadeia um turbilhão de pensamentos, sentimentos e ações que são manifestadas em contexto de ciúme. 
Ciúmes sexuais: este tipo de ciúme tem na sua base o conhecimento ou a suspeição de que o seu parceiro (a) já teve, fantasiou ter ou deseja ter relações sexuais com uma terceira pessoa.
Ciúmes emocionais: neste caso, a pessoa ciumenta sente-se ameaçada pelo envolvimento ou ligação emocional e/ou amor do seu companheiro (a) por uma terceira pessoa, que tanto pode ser uma amiga ou um amigo, um familiar ou colega de trabalho.
Ciúmes obsessivos: quando ao sentimento de ciúme se junta a obsessão em saber todos os passos que o seu parceiro (a) dá sem si, os ciúmes numa relação atingem um nível mais perigoso e pouco saudável. A obsessão com a pessoa amada e o medo de perdê-la pode não só levar aos ciúmes possessivos e a um controle excessivo sobre essa pessoa, como pode conduzir a agressões verbais e físicas.
Não será errado afirmar que, no início de qualquer relação, tudo é um mar de rosas e só após algum tempo é que começam a surgir os espinhos. No caso dos ciúmes, estes até podem ser saudáveis e inofensivos, mas é preciso saber quando é que deixam de ser inocentes. Conheça os sinais de perigo.

Interrogatórios excessivos. A pessoa que têm muito ciúmes do seu companheiro (a) têm por hábito questioná-lo acerca de tudo o que se passou no seu dia ou numa saída com amigos. Os interrogatórios são longos e até aborrecidos porque a pessoa ciumenta quer saber tudo o que aconteceu – até o menor detalhe – durante o tempo em que não estiveram juntos.

Comentários sobre a forma como se veste. Este é um clássico, principalmente quando surge repentinamente e pode incluir desde comentário negativo sobre roupa que não lhe fica bem (mesmo que fique) a “proibições” claras sobre o que pode ou não vestir, sendo que muitas vezes a pessoa ciumenta admite que apenas possa vestir determinada roupa quando sai com ele/ela.

Escolta pessoal para todo o lado. Os ciúmes também se manifestam através da vontade e insistência contínua para acompanhar ou levar o companheiro (a) a todo e qualquer lugar, mesmo aos mais habituais ou desinteressantes. Há quem faça questão de ir buscar o seu parceiro (a) ao trabalho, simplesmente porque não quer que ele/ela vá tomar um café ou um chopp com os colegas de escritório no final do dia, por exemplo.
Dezenas de telefonemas diários. Se todos os dias, recebe dezenas de telefonemas ou SMS do (a) seu (sua) namorado (a) para perguntar onde está, o que faz, com quem, até que horas e por que… você está sendo controlado (a) por uma pessoa ciumenta. Não confunda preocupação com possessão.
Zanga-se se olha para alguém do sexo oposto. Por norma, quem tem ciúmes – seja homem ou mulher – sofre de baixa autoestima/autoconfiança e vive com receio de perder o seu (sua) parceiro (a), ou seja, o simples fato de olhar para alguém do sexo oposto (mesmo que seja inocentemente), é o suficiente para desencadear uma cena de ciúmes. Para, além disso, muitas vezes, a pessoa ciumenta acusa o (a) seu (sua) companheiro (a) de estar olhando para outro homem ou outra mulher, mesmo que não esteja.

Interferência na vida social. As relações amorosas são apenas uma parte da vida social de qualquer pessoa, que geralmente inclui ainda amigos, família e passatempos pessoais. As pessoas ciumentas tentam muitas vezes minar os planos do (a) seu (sua) companheiro (a) porque, para além de terem medo de estarem ou de ficarem sozinhos, não gostam da ideia do (a) seu (sua) parceiro (a) fazer planos e divertir-se sem ele/ela. É habitual fazerem planos mesmo sabendo que o (a) namorado (a) já tem algo combinado, mas obrigam a desmarcar os seus. Aos poucos, podem tentar afastar o (a) seu (sua) parceiro (a) de todas as outras pessoas que fazem parte da sua vida.

Discussões frequentes. Numa relação em que uma das partes é ciumenta, as discussões são frequentes e intensas, normalmente desencadeadas por “pequenos nadas” e alastrando para cenas de ciúmes desproporcionais. Estas discussões podem ainda ser marcadas por um tom dominante por parte da pessoa ciumenta, que pode mesmo ameaçar verbal ou fisicamente o (a) outro (a).

Vigilância constante. Quem é ciumento procura controlar cada passo dado pelo seu (sua) parceiro (a) – desde verificar as chamadas e SMS do celular, até ler os e-mails e abrir uma correspondência, passando por mexer na carteira, bolsos de casacos e até segui-lo. Pode estar controlando o (a) seu (sua) parceiro (a) aparecer frequentemente de “surpresa” no local onde costuma almoçar com os colegas de trabalho ou se cruzarem por “coincidência” no lugar onde combinou de tomar café com um (a) amigo (a).

Acusações de infidelidade. Mais do que ter ciúmes, as pessoas ciumentas têm necessidade de comunicá-los, ou seja, qualquer situação – trabalhar até tarde, um almoço de família ou uma má disposição – que obrigue os elementos do casal a estarem separados, serve para a pessoa ciumenta acusar o (a) outro (a) de ser infiel.  

Cenas de ciúmes. Uma relação marcada pelo ciúme é invariavelmente marcada por cenas de ciúmes e estas tanto podem ser em privado, como em público. Porém, se cada saída acaba por ser estragada por um ataque de ciúmes – independentemente de estarem rodeados de amigos, familiares ou estranhos – é porque alguém estava controlando alguém, em vez de desfrutar da sua companhia.

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica e Terapeuta
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