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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Medo de falar em público


Também conhecido como glossofobia, o desconforto ao se apresentar para uma plateia pode ser trabalhado em terapia. Mas algumas atitudes práticas ajudam a contorná-lo

Sentir que esta tremendo e os outros percebem. Só pensa no que vão achar, fica nervoso e até te dá ‘branco’. Assim algumas pessoas descrevem alguns dos sintomas de um dos problemas mais comuns da população, segundo pesquisa de 2010 feita pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos: o medo de falar em público.
Os principais motivos, à primeira vista, estão intimamente ligados à insegurança e ao medo de não atender as expectativas alheias. Porém, a raiz do problema pode ser mais profunda. A autoestima e autoimagem, ligadas à própria identidade, têm relação direta com a questão do imaginário. A partir do momento em que se está diante de um público, aquilo que se refere às inseguranças e frustrações é potencializado.
Podendo também, esse sentimento, ser derivado de um histórico de punições. Situações em que a pessoa se viu expressando seus sentimentos e sofreu algum tipo de repressão, e criam um evento traumático, ela passa a temer a opinião das pessoas.
Conhecido como glossofobia, esse receio em se apresentar pode ter um efeito negativo em várias áreas. Causa danos na vida profissional, pois somos cada vez mais solicitados a mostrar o que possuímos e essa ausência faz com que haja a perda no espaço profissional. Também surgem dificuldades em relacionamentos interpessoais. Não mostramos quem somos e o que queremos, e acabamos nos anulando.
Apesar disso, o estresse causado por falar em público é natural do ser humano, como uma reação instintiva. Não é algo que se deva combater, mas sim aprender a conviver. “Nós sempre achamos que as pessoas enxergam mais do que elas realmente veem em nós. Isso nos leva a uma atitude de defesa para evitar a transparência. Este é o mesmo comportamento que, inconscientemente, nos leva a procurar as mesas próximas às paredes nos restaurantes ou a evitar sentar com as costas voltadas para a porta”, exemplifica Mario Persona, palestrante e autor de sete livros, entre eles “Dia de Mudança” (Editora Landscape).
É preciso um processo de autoconhecimento, tanto dos defeitos quanto das qualidades individuais, para encontrar a melhor forma de lidar com o próprio medo de se apresentar em público. Também é importante “descolar” nossos próprios rótulos. Muitas pessoas são rotuladas de coisas que elas não são, como preguiçosas ou ignorantes, e passam a se enxergar desse jeito.
Na prática
Mas, às vésperas de uma apresentação em público, algumas atitudes práticas podem ajudar. Alguns dias antes, experimente gravar o seu discurso e ouvi-lo depois. Isso ajuda a identificar quais entonações podem ser melhoradas, e como passar a mensagem de maneira clara. Ao ouvirmos uma gravação estamos ouvindo como realmente soa a nossa voz, já que ao falarmos o som chega aos nossos ouvidos alterado pela ressonância da caixa craniana”, explica Persona.

Se possível, fazer uma visita prévia ao local. Assim o orador, além de se familiarizar com o espaço, também presta atenção em possíveis obstáculos que podem atrapalhar na hora do discurso, como degraus e fios soltos.

Falar na frente de um espelho é eficiente para memorizar o discurso. No entanto, não é tão eficaz para o treinamento da fala. O verdadeiro medo é estar diante do outro e ser observado. Falar na frente do espelho não passa a verdadeira sensação de estar em pé, falando para um grupo.

Na hora da apresentação, todos os especialistas recomendam: comece respirando de maneira correta, levando o ar para a barriga. Quando ficamos ansiosos, a psique associa o momento a uma situação de perigo e a respiração fica curta. É preciso controlar essa afobação.

É importante mostrar determinação e confiança ao entrar no palco - mesmo que você não se sinta nem um pouco confiante. Uma entrada mais agressiva cria confiança no orador
.
Uma boa técnica é falar segurando algo: pode ser um botão, ou um clipe de papel dentro do bolso. Esse gesto dá mais segurança, pois funciona como uma espécie de apoio em um território desconhecido. “Como o medo é causado por insegurança, existe em nós certo alívio quando podemos segurar em alguma coisa”, exemplifica Persona.
Para lutar contra a perda de memória, o famoso ‘branco’, o escritor dá duas dicas. A primeira é relaxar e manter na mente que, de todas as pessoas que estão ouvindo, provavelmente uma só conheça o discurso. Logo, ninguém vai saber se o apresentador errou ou não.

A segunda é anotar as palavras-chave do discurso em algum lugar. Não há problema em ler durante a apresentação; só não se esqueça de escrever como deve ser dito. Faça suas anotações em uma apresentação de Power Point ou em pequenos cartões de fácil manuseio. “Nunca se deve usar uma folha inteira de papel, pois o tremor das mãos é amplificado e percebido pelo balançar da folha, e mesmo ao segurar os cartões o melhor é fazê-lo com as duas mãos para evitar este efeito”, indica Mário Persona.

Caso se sinta muito exposto, uma estratégia interessante: crie um personagem e se apresente como ele. Essa criação de uma nova identidade atenua a sensação de exposição. É como atuar: não é você que está ali e sim alguém mais seguro ou falante.

Um bom orador é aquele que tem presença de palco e abordagem natural do tema. Para fugir do artificialismo na hora da fala, comece contando algum fato ou história trivial. Esse artifício ajuda na hora de iniciar a fala sobre o tema de maneira segura e fluída.

Encare os participantes apenas se sentir segurança para tal. Olhar nos olhos dos ouvintes e depois desviar olhando para baixo transparece insegurança, fazendo com que a credibilidade do que está sendo dito seja questionada. Caso não se sinta apto a fazer isso, imagine que existe uma fileira após a última linha de ouvintes e fale olhando para lá.

A energia que você passa para a plateia é fundamental, assim como a que recebe de volta. Desvie dos olhares negativos e procure encontrar nos ouvintes aqueles que parecem mais felizes e concordam com o que está sendo dito. “Falar em público é uma atividade que depende não só de quem fala, mas também de quem ouve. Existe uma simbiose entre ambos”, finaliza o palestrante Mário Persona.

Fonte: Bianca Castanho - iG São Paulo 

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga - (11) 97273-3448

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

STRESS INFANTIL


Para melhor entendermos o Stress na criança, vamos ao conceito de Stress. (por Marilda Lipp).

QUE É STRESS?

Stress é uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais. Ele ocorre quando surge a necessidade de uma grande adaptação a um evento ou uma situação de importância. Este evento pode ser algo negativo ou positivo.


Stress negativo: é o stress em excesso. Ocorre quando a pessoa ultrapassa seus limites e esgota sua capacidade de adaptação. O organismo fica destituído de nutrientes e a energia mental fica reduzida. A produtividade e a capacidade de trabalho ficam muito prejudicadas. A qualidade de vida sofre danos. Posteriormente, a pessoa pode vir a adoecer.



Stress positivo: é o stress em sua fase inicial, isto é, a “fase de alerta”. O organismo produz adrenalina que dá ânimo, vigor e energia, fazendo a pessoa produzir mais e ser mais criativa. Ela pode passar por períodos em que dormir e descansar passa a não ter tanta importância. É a fase da produtividade. Ninguém consegue ficar em alerta por muito tempo, pois o stress se transforma em excessivo quando dura demais.



Stress ideal: é quando a pessoa aprende o manejo do stress e gerencia a “fase de alerta” de modo eficiente, alternando entre estar em alerta e sair de alerta. O organismo precisa entrar em homeostase* após uma permanência em alerta para que se recupere. Não há dano em entrar de novo em alerta após a recuperação. Doenças começam a ocorrer se não há um período de recuperação, pois o organismo se exaure e o stress fica excessivo devido a algum evento estressor forte demais ou porque se prolonga em excesso.



* Propriedade auto-reguladora de um sistema ou organismo que permite manter o estado de equilíbrio de suas variáveis essenciais ou de seu meio ambiente.



STRESS EM CRIANÇAS 

O stress é uma reação do organismo frente a situações muito difíceis, ou muito excitantes, que também pode ocorrer em crianças de qualquer idade. Ele pode se manifestar em meninos e meninas através de sintomas físicos ou psicológicos. Frequentemente os pais não sabem reconhecer que seu filho está estressado.
Crianças que não conseguem saber claramente o que estão sentindo acabam se passando por malcriadas ou birrentas, quando na verdade estão sofrendo a ação nefasta do stress excessivo.

O que pode causar o stress em crianças:

- Morte na família;
- Brigas constantes entre os pais;
- Separação dos pais;
- Mudança de cidade ou escola;
- Escolas ruins;
- Professores inadequados;
- Atividades em excesso;
- Viagens longas;
- Nascimento de irmãos;
- Doenças;
- Hospitalização.


“ Uma questão importante e bastante atual é a sobrecarga que as crianças tem de múltiplas atividades. Os pais querem que as crianças aprendam tudo ao mesmo tempo. Não podem deixá-la aprender inglês depois, tem que ser agora, com cinco anos, por exemplo. Não sobra tempo para brincar. O que a gente deduz é que a vida moderna está causando um impacto grande na vida das pessoas. CRIANÇA PRECISA BRINCAR !!!


E um dos aspectos que está causando muito impacto é a globalização. Porque de repente vemos, dentro de casa, tudo o que se passa no mundo. Se há uma matança num lugar distante, as pessoas ficam sabendo de imediato. Entramos em contato com tudo de ruim que acontece no mundo todo. Outro aspecto da globalização que causa bastante estresse é a mudança de valores. Acabamos tendo contato com valores muito diversos dos nossos.

Aquele mundinho no qual se vivia protegido, que era conhecido, agora está ultrapassado. Fica uma situação complicada, pois nos perguntamos quais são de fato nossos valores; o que é certo e o que é errado.” Lipp, Marilda.

Como ajudar:

Tente identificar o que está estressando a criança. Se possível, diminua a pressão que ela está sofrendo;

Não a poupe em demasia. Criança que é muito protegida não desenvolve imunidade ao stress;
O stress deve ser proporcional à idade e ao amadurecimento da criança;
Quando não for possível protegê-la do stress excessivo (como no caso de morte na família, mudança de cidade etc.), é necessário fortalecer a criança para lidar com a situação da melhor maneira possível.
Quando não for possível protegê-la do stress excessivo (como no caso de uma morte na família, mudança de cidade, etc.) necessário se torna fortalecer a criança para lidar o melhor possível com a situação. A ação da psicologia pode ser bastante eficiente nesses casos.


AVALIAÇÃO DE STRESS EM CRIANÇAS:

Stress, uma reação do organismo frente a situações ou muito difíceis ou muito excitantes, pode ocorrer em crianças também. E mais, ele pode aparecer tanto em meninos como em meninas de qualquer idade.

O stress pode se manifestar através de sintomas físicos ou psicológicos e muito frequentemente os pais não sabem reconhecer que seu filho está estressado.
Quantas vezes a criança, que não consegue saber claramente o que está sentindo, passa como sendo malcriada ou birrenta quando na verdade ela está sofrendo a ação nefasta do stress excessivo.


Aprenda a reconhecer os sintomas de Stress em Crianças:

Sintomas Físicos
* dor de barriga

* diarréia
* tique nervoso
* dor de cabeça
* náuseas
* hiperatividade
* enureses noturna
* gagueira
* tensão muscular
* ranger de dentes
* falta de apetite
* mãos frias e suadas


Sintomas psicológicos do stress infantil
* terror noturno
* introversão súbita
* medo ou choro excessivo
* agressividade
* impaciência
* pesadelos
* ansiedade
* dificuldades interpessoais
* desobediência
* insegurança
* hipersensibilidade


Vale lembrar que nenhum destes sintomas isolados pode ser interpretado como sinal de stress.
É importante verificar se vários sintomas estão ocorrendo juntos. O stress não tratado e prolongado pode levar a uma série de doenças e problemas de adaptação, inclusive na escola.


Além disso, a criança que não aprende a lidar com a tensão, quase sempre se torna um adulto vulnerável ao stress, por isso, é sempre melhor aprender a lidar com os problemas quando se é ainda bem jovem, embora na idade adulta também possa se adquirir técnicas de controle do stress.

Fonte: Marilda Lipp

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga - (11) 97273-3448

quarta-feira, 24 de abril de 2013

ANSIEDADE X INSEGURANÇA


A insegurança gera ansiedade e vice-versa.
Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc.

Causas
Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. Ansiedade é um estado emocional que se adquire como consequência de algum ato.

Consequências
Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno da ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica.
Ter ansiedade ou sofrer desse mal faz com que a pessoa perca uma boa parte da sua auto-estima, ou seja, ela deixa de fazer certas coisas porque se julga ser incapaz de realizá-las. Dessa forma, o termo ansiedade está de certa forma ligado à palavra medo, sendo assim, a pessoa passa a ter medo de errar quando da realização de diferentes tarefas, sem mesmo chegar a tentar.
A Ansiedade em níveis muito altos, ou quando apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu potencial intelectual. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode levar a estagnação na carreira.

Manifestações
As pessoas ansiosas têm um vasto número de sintomas. Muitos resultam de um aumento da estimulação do sistema nervoso vegetativo ou autônomo, que controla o reflexo ataque-fuga. Outros são somatizações, ou seja, os doentes convertem a ansiedade em problemas físicos, incluindo dores de cabeça, distúrbios intestinais e tensão muscular.
Cerca da metade das pessoas com ansiedade sofrem principalmente de sintomas físicos, normalmente localizados nos intestinos e no peito. Conforme a sintomatologia, a ansiedade pode ser classificada em vários transtornos, mas sempre quando há um grau patológico, definido como aquele que causa interferência nas atividades normais do indivíduo.

Sintomas
·         Insônia
·         Fadiga
·         Falta de ar ou sensação de sufoco
·         Picadas nas mãos e nos pés
·         Confusão
·         Instabilidade ou sensação de desmaio
·         Dores no peito e palpitações
·         Afrontamentos, arrepios, suores, frio, mãos úmidas
·         Boca seca
·         Contrações ou tremores incontroláveis
·         Tensão muscular, dores
·         Necessidade urgente de defecar ou urinar
·         Dificuldade em engolir
·         Sensação de ter um "nó" na garganta
·         Dificuldades para relaxar
·         Dificuldades para dormir
·         Leve tontura ou vertigem
·         Vômitos incontroláveis
·         Sensação de impotência

Tratamento
O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos. O tratamento é iniciado com ansiolíticos como, por exemplo, os benzodiazepínicos. Logo após a estabilização do paciente, o médico pode prescrever um antidepressivo para o controle da ansiedade. Outra classe de medicamentos também utilizada são a dos beta-bloqueadores. É sempre importante que o paciente consulte um médico, pois esses medicamentos são normalmente controlados. 

Há algumas técnicas que auxiliam na prevenção e tratamento da ansiedade. Veja algumas dicas:
1) Aprenda a relaxar;
2) Procure respirar profundamente algumas vezes do dia;
3) Pratique esporte ou simplesmente uma caminhada;
4) Evite café, bebidas e produtos que contenham estimulantes (coca, cafeína, cigarro);
5) Tire dez minutos do seu dia para alongar-se e meditar; 6) observe seus pensamentos e direcione-os para que sejam agradáveis.

A Insegurança é um sentimento de mal-estar geral ou nervosismo que pode ser desencadeado pela percepção de si mesmo, ser vulnerável de alguma forma, ou um senso de vulnerabilidade ou instabilidade que ameaça a própria autoimagem ou ego.
Uma pessoa que é insegura não tem confiança em seu próprio valor e em uma ou mais de suas capacidades, não tem confiança em si mesma ou em outros, ou teme que um estado positivo presente seja temporário e irá decepcioná-la e causar-lhe perdas ou sofrimento por "dar errado" no futuro. Este é um traço comum, o qual difere apenas em grau entre as pessoas.
Isto não pode ser confundido com humildade, a qual envolve reconhecer as próprias limitações mas ainda mantendo uma dose saudável de autoestima. Insegurança não é uma avaliação objetiva de sua própria habilidade, mas uma interpretação emocional, já que duas pessoas com as mesmas capacidades podem ter níveis totalmente diferentes de insegurança.
Insegurança pode ajudar a causar timidez, paranóia e retraimento social, ou alternativamente pode encorajar comportamentos compensatórios tais como arrogância, agressão ou bullying em alguns casos.
O fato de que a maioria dos seres humanos são emocionalmente vulneráveis e tem a capacidade de se machucar implica que a insegurança emocional poderia ser meramente uma diferença de consciência.
A insegurança tem muitos efeitos na vida de uma pessoa. Existem muitos níveis. Quase sempre causa algum grau de isolamento como uma típica pessoa insegura se retira do meio até certo ponto. Quanto maior a insegurança maior o grau de isolamento. A insegurança está geralmente enraizada nos anos da infância da pessoa. Como ofensa e amargura, ela cresce em camadas, se tornando muitas vezes uma força imobilizadora que define um fator limitante na sua vida. A insegurança rouba por graus; o grau ao qual está entrincheirado iguala o grau de poder que ela tem na vida da pessoa.
Como a insegurança pode ser angustiante e parecer ameaçadora à psiquê, ela geralmente pode ser acompanhada por um tipo de excesso de controle, personalidade controladora ou esquiva, como mecanismos psicológicos de defesa.
A insegurança pode ser superada. Exige tempo, paciência e uma compreensão gradual de que o seu próprio valor é puramente uma questão de perspectiva (ou opinião subjetiva de si mesmo) e, enquanto pode ser verdadeiro que a insegurança pode surgir de preocupações relacionadas à realidade objetiva, isto não é de forma alguma uma necessidade, mas mais uma tendência. O primeiro dos estágios da Teoria do desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson detalha o desafio de encontrar segurança e aprender a confiar em si mesmo e em seu ambiente.

Postado por: Ana Cláudia Foelkel
Psicóloga Clínica e Terapeuta
(11) 97273-3448

quinta-feira, 14 de março de 2013

SOLIDÃO


É um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento. A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa, não por que simplesmente se isola, mas por que os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme. 

Distinção da solitude
Solidão não é o mesmo que estar desacompanhado. Muitas pessoas passam por momentos em que se encontram sozinhas, seja por força das circunstâncias ou por escolha própria. Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do indivíduo. Solitude é o estado de se estar sozinho e afastado das outras pessoas, e geralmente implica numa escolha consciente. A solidão não requer a falta de outras pessoas e geralmente é sentida mesmo em lugares densamente ocupados. Pode ser descrita como a falta de identificação, compreensão ou compaixão.
Em seu crescimento como indivíduo, o ser humano começa um processo de separação ainda no nascimento, a partir do qual continua a ter uma independência crescente até a idade adulta. Desta forma, sentir-se sozinho pode ser uma emoção saudável e, de fato, a escolha de ficar sozinho durante um período de solitude pode ser enriquecedora. Para sentir solidão, entretanto, o indivíduo passa por um estado de profunda separação. Isto pode se manifestar em sentimentos de abandono, rejeição, depressão, insegurança, ansiedade, falta de esperança, inutilidade, insignificância e ressentimento. Se tais sentimentos são prolongados eles podem se tornar debilitantes e bloquear a capacidade do indivíduo de ter um estilo de vida e relacionamentos saudáveis. Se o indivíduo está convencido de que não pode ser amado, isto vai aumentar a experiência de sofrimento e o consequente distanciamento do contato social. A baixa autoestima pode dar início à desconexão social que pode levar à solidão.

Causas comuns
As pessoas podem sentir solidão por muitas razões e muitos eventos da vida estão associados a ela. A falta de amizades durante a infância e adolescência ou a falta de pessoas interessantes podem desencadear não só a solidão, mas também a depressão e o celibato involuntário. Ao mesmo tempo, a solidão pode ser um sintoma de um outro problema social ou psicológico, que deveria ser tratado.
Muitas pessoas passam pela experiência da solidão pela primeira vez quando são deixadas sozinhas quando crianças. É um pensamento muito comum, embora temporário, em consequência de um divórcio ou a perda de algum relacionamento afetivo de longa duração. Nesses casos, a solidão pode ocorrer tanto por causa da perda do outro indivíduo quanto pelo afastamento do círculo social do qual ambos faziam parte, causado pela tristeza associada ao evento.
A perda de alguém significativo na vida de uma pessoa provoca um período de lamentação, onde o indivíduo sente-se sozinho mesmo na presença de outros. A solidão pode ocorrer também após o nascimento de uma criança, um casamento ou outro evento socialmente disruptivo, como a mudança de um estudante para um campus universitário. A solidão pode ocorrer dentro de um casamento ou relacionamentos íntimos similares quando há raiva, ressentimento ou quando o amor dado não é correspondido. Pode também representar uma disfunção de comunicação. Aprender a lidar com mudanças de estilos de vida é essencial para superar a solidão.

Condição humana
A escola existencialista vê a solidão como essência do ser humano. Cada pessoa vem ao mundo sozinha, atravessa a vida como um ser em separado e, no final, morre sozinho. Aceitar o fato, lidar com isso e aprender como direcionar nossas próprias vidas de forma bela e satisfatória é a condição humana.  Alguns filósofos, como Jean-Paul Sartre, acreditaram numa solidão epistêmica, onde a solidão é parte fundamental da condição humana por causa do paradoxo entre o desejo consciente do homem de encontrar um significado dentro do isolamento e do vazio do universo. Entretanto, alguns existencialistas pensam o oposto: os indivíduos precisariam se engajar ativamente uns aos outros e formar o universo na medida em que se comunicam e criam, e a solidão é meramente o sentimento de estar fora desse processo.

Tratamento
Existem muitas formas diferentes para tratar a solidão, o isolamento social e a depressão. O primeiro passo, e o mais frequentemente recomendado, é a terapia. A terapia é um método comum e efetivo de se tratar a solidão, e geralmente é bem-sucedido. Terapias curtas, o tipo mais comum, geralmente se estendem por 10 a 20 semanas. Durante a terapia, enfatiza-se a compreensão da causa do problema; reverter os pensamentos, sentimentos e atitudes negativas resultantes do problema; e explorar as formas de melhora do paciente. Alguns especialistas recomendam a terapia em grupo como uma forma de se conectar a outras pessoas que passam pelo mesmo sofrimento e estabelecer assim um sistema de apoio. Especialistas frequentemente prescrevem antidepressivos como tratamento ou em conjunto com a terapia.
Abordagens alternativas são sugeridas por alguns especialistas. Tais tratamentos incluem exercícios físicos, dieta, acupuntura, fitoterapia, entre outros. Muitos pacientes relatam que a participação em tais atividades aliviaram os sintomas relacionados à depressão, total ou parcialmente. Outro tratamento, tanto para depressão quanto para a solidão, é a terapia de animais de estimação, ou terapia através da presença de animais de companhia, como cachorros, gatos, coelhos e até mesmo porquinhos-da-índia. 

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica e Terapeuta
(11) 97273-3448

quarta-feira, 13 de março de 2013

TAG - TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

A ansiedade é uma reação normal diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É considerada normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem uma entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado,  favorece sua adaptação às novas condições de vida.
O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.
É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.
O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens.

Sintomas
Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Além dos já citados (inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular) existem outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade generalizada: palpitações, falta de ar, taquicardia, aumento da pressão arterial, sudorese excessiva, dor de cabeça, alteração nos hábitos intestinais, náuseas, aperto no peito, dores musculares.

Diagnóstico
O diagnóstico do TAG leva em conta a história de vida do paciente, a avaliação clínica criteriosa e, quando necessário, a realização de alguns exames complementares.
Como os sintomas podem ser comuns a várias condições clinicas diferentes que exigem tratamento específico, é fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial com TOC, síndrome do pânico ou fobia social, por exemplo.

Tratamento
O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica, e a terapia comportamental cognitiva. O tratamento farmacológico geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes.

Recomendações
* Se você é visto como alguém de estopim curto, que anda sempre com os nervos à flor da pele e tem muita dificuldade para relaxar, provavelmente chegou a hora de procurar um médico para avaliar esse estado permanente de tensão e ansiedade; 
* Se você cobra muito de si mesmo, está sempre envolvido em inúmeras tarefas e pressionado pelos compromissos, tente pôr ordem não só na sua agenda, mas também na sua rotina de vida, sem esquecer de reservar um tempo para o lazer. Se não conseguir sozinho, não se envergonhe, peça ajuda

Fonte: http://drauziovarella.com.br

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica e Terapeuta
(11) 97273-3448