quinta-feira, 6 de junho de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
ESQUIZOFRENIA
Delírios
e alucinações são alguns dos sintomas da esquizofrenia.
A
esquizofrenia é um distúrbio mental grave caracterizado por uma perda de
contato com a realidade (psicose), alucinações, delírios, pensamento anormal e
mudança de comportamento.
A
esquizofrenia é um problema de saúde pública em todo o mundo. A prevalência da
esquizofrenia no mundo está em torno de 1%; em alguns lugares mais, noutros
menos. Em alguns países, as pessoas com esquizofrenia ocupam cerca de 25% dos
leitos hospitalares. A esquizofrenia tem maior prevalência do que o mal de
Alzheimer, o diabetes ou a esclerose múltipla.
Há
vários transtornos que têm características semelhantes à esquizofrenia. São
chamados de transtornos esquizofreniformes. Os transtornos nos quais os
episódios de psicose duram pelo menos um dia, porém menos de um mês, chamam-se
transtornos psicóticos breves. Um transtorno caracterizado por sintomas de
humor, como a depressão ou a mania, juntamente com outros sintomas típicos da
esquizofrenia, chama-se transtorno esquizoafetivo. Um transtorno de
personalidade que pode partilhar sintomas da esquizofrenia, mas no qual os
sintomas não são tão graves como os de uma psicose, chama-se transtorno de
personalidade esquizotípica.
Causas:
Embora
a causa específica da esquizofrenia seja desconhecida, o distúrbio tem,
nitidamente, uma base biológica. Muitas autoridades no assunto aceitam um
modelo de "vulnerabilidade ao estresse", no qual se considera a
esquizofrenia como um fenômeno que ocorre em pessoas biologicamente
vulneráveis. Ainda não se sabe o que torna as pessoas vulneráveis à
esquizofrenia, mas podem estar incluídas a predisposição genética, os problemas
que ocorreram antes, durante ou depois do nascimento ou uma infecção viral do
cérebro. De um modo geral, podem manifestar vulnerabilidade, dificuldade para
processar a informação, incapacidade para prestar atenção, dificuldade para se
comportar de modo socialmente aceitável e impossibilidade de enfrentar os
problemas. Nesse modelo, o estresse ambiental, como acontecimentos estressantes
da vida ou problemas de abusos de substâncias tóxicas, desencadeia o início e o
reaparecimento da esquizofrenia nos indivíduos vulneráveis.
Sintomas
A
esquizofrenia começa mais frequentemente entre os 18 e os 25 anos nos homens e
entre os 26 e os 45 anos nas mulheres. No entanto, não é raro que comece na
infância ou no início da adolescência. A instalação pode ser súbita, num
intervalo de dias ou de semanas, ou lenta e insidiosa, ao longo de anos.
A
gravidade e o tipo dos sintomas podem variar significativamente entre
diferentes pessoas com esquizofrenia. Em geral, os sintomas se dividem em três
grandes categorias: delírios e alucinações, alteração do pensamento e de
comportamento excêntrico e sintomas negativos. Uma pessoa pode ter sintomas de
um ou dos três grupos. Os sintomas são graves o suficiente para interferir com
a capacidade de trabalho, de relacionamento com as pessoas e da própria higiene
e cuidado.
Os delírios são uma manifestação mental pela qual
a pessoa faz um juízo errado do que vê ou ouve. Por exemplo, as pessoas com
esquizofrenia podem ter delírios persecutórios, crendo que estão sendo
atormentadas, perseguidas, enganadas ou espiadas. Podem ter delírios de
referência, crendo que certas passagens dos livros, dos jornais ou das músicas
se dirigem especificamente a elas. Estas pessoas podem ter delírios de roubo ou
de imposição do pensamento, crendo que outros podem ler as suas mentes, que os
seus pensamentos são transmitidos a outros ou que os seus pensamentos e
impulsos lhes são impostos por forças externas. Podem ocorrer alucinações de sons, de visões, de cheiros, de
gostos ou do tato, embora as alucinações de sons (alucinações auditivas) sejam,
de longe, as mais frequentes. Uma pessoa pode "ouvir" vozes que
comentam o seu comportamento, que conversam entre elas ou que fazem comentários
críticos e abusivos.
A alteração do pensamento consiste no pensamento desorganizado,
que se torna evidente quando a expressão é incoerente, muda de um tema para
outro e não tem nenhuma finalidade. A expressão pode estar levemente
desorganizada ou ser completamente incoerente e incompreensível. O comportamento excêntrico pode
tomar a forma de simplismos de caráter infantil, agitação ou aparência, higiene
ou comportamento inadequados. O comportamento motor catatônico é uma forma
extrema de comportamento excêntrico no qual uma pessoa pode manter uma postura
rígida e resistir aos esforços para se mexer ou, pelo contrário, mostrar
atividade de movimentos sem estímulo prévio e sem sentido.
Os sintomas negativos da esquizofrenia incluem frieza de
emoções, ausência de expressão, anedonia e associabilidade.
A
frieza de emoções é uma diminuição destas. O rosto da pessoa pode parecer
imóvel; tem pouco contato visual e não exprime emoções. Não há resposta perante
situações que normalmente fariam uma pessoa rir ou chorar.
A
ausência de expressão é uma diminuição de pensamentos refletida no fato de a
pessoa falar pouco. As respostas às perguntas podem ser sucintas, uma ou duas
palavras, dando a impressão de vazio interior.
A
anedonia é uma diminuição da capacidade de experimentar prazer; a pessoa pode
mostrar pouco interesse em atividades prazerosas e passar mais tempo em atividades
inúteis.
A
associabilidade é a falta de interesse em relacionar-se com outras pessoas.
Estes sintomas negativos estão, frequentemente, associados a uma perda geral da
motivação, do sentido de projeto e de objetivos.
Tipos
de Esquizofrenia
Alguns
pesquisadores acreditam que a esquizofrenia é um distúrbio isolado, enquanto
outros pensam que é uma síndrome (um conjunto de sintomas baseados em numerosas
doenças subjacentes). Foram propostos subtipos de esquizofrenia num esforço
para classificar os pacientes em grupos mais homogêneos. No entanto, num mesmo
paciente, o subtipo pode variar ao longo do tempo.
A esquizofrenia paranóide caracteriza-se por delírios ou
alucinações auditivas; a expressão desorganizada e as emoções inadequadas são
menos marcantes. A esquizofrenia hebefrênica ou desorganizada caracteriza-se por expressão
desorganizada, comportamento desorganizado e emoções diminuídas ou inadequadas.
A esquizofrenia catatônica caracteriza-se por sintomas físicos
como a imobilidade, a atividade motora excessiva ou a adoção de posturas
excêntricas. A esquizofrenia
indiferenciada caracteriza-se,
muitas vezes, por sintomas de todos os grupos: delírios e alucinações,
alteração do pensamento e comportamento excêntrico e sintomas negativos.
Mais
recentemente, classificou-se a esquizofrenia de acordo com a presença e a
gravidade dos sintomas negativos. Nas pessoas com o subtipo negativo de
esquizofrenia são predominantes os sintomas negativos, como a frieza das
emoções, a ausência de motivação e a diminuição do sentido de projeção. Nas
pessoas com esquizofrenia paranóide predominam os delírios e as alucinações,
mas em ocasiões raras podem apresentar-se alguns sintomas negativos. Em geral,
as pessoas com esquizofrenia não negativa tendem a ser menos gravemente
incapacitadas e a responderem melhor ao tratamento.
Diagnóstico
Não
existe uma prova de diagnóstico definitiva para a esquizofrenia. O psiquiatra
elabora o diagnóstico baseando-se numa avaliação do histórico da pessoa e dos
seus sintomas. Para estabelecer o diagnóstico de esquizofrenia, os sintomas
devem durar pelo menos 6 meses e estarem associados à deterioração
significativa no trabalho, nos estudos ou no convívio social. Muitas vezes, a
informação procedente da família, dos amigos e dos professores é importante
para estabelecer quando a doença começou.
O
médico deverá descartar a possibilidade de os sintomas psicóticos do paciente
serem causados por um distúrbio afetivo. Com frequência, são feitos exames de
laboratório para descartar o abuso de substâncias tóxicas ou uma doença
subjacente de natureza endócrina ou neurológica que possa ter algumas
características de psicose. Exemplos desse tipo de doença são os tumores
cerebrais, a epilepsia do lobo temporal, as doenças autoimunes, a doença de
Huntington, as doenças hepáticas e as reações adversas aos medicamentos.
As
pessoas com esquizofrenia têm anomalias cerebrais que podem ser vistas na
tomografia computadorizada (TC) ou na ressonância magnética (RM). No entanto,
os defeitos não são suficientemente específicos para ajudar isoladamente no
diagnóstico da esquizofrenia.
Prognóstico
A
curto prazo (1 ano), o prognóstico da esquizofrenia está intimamente
relacionado com o grau de fidelidade com que a pessoa cumpre o plano do
tratamento medicamentoso. Sem tratamento medicamentoso, 70% a 80% das pessoas
que têm um episódio de esquizofrenia terão durante os 12 meses seguintes um
novo episódio. A administração contínua de medicamentos pode reduzir para cerca
de 30% a proporção de recaídas.
A
longo prazo, o prognóstico da esquizofrenia varia. De um modo geral, um terço
dos casos consegue uma melhoria significativa e duradoura, outro terço melhora
de certo modo com recaídas intermitentes e incapacidade residual e outro terço
experimenta uma incapacidade grave e permanente. Um prognóstico bom ocorre
quando há os seguintes fatores: começo súbito da doença, início na idade
adulta, bom nível prévio de capacidade intelectual e subtipo paranóide. Os
fatores associados a um mau prognóstico incluem um início em idade precoce, um
escasso convívio social e profissional prévio, um histórico familiar de esquizofrenia
e o subtipo hebefrênico ou negativo.
A
esquizofrenia tem um risco associado de suicídio de 10%. Em média, a
esquizofrenia reduz em 10 anos a expectativa de vida.
Tratamento
Os
objetivos gerais do tratamento são os seguintes: reduzir a gravidade dos
sintomas psicóticos, prevenir o reaparecimento dos episódios sintomáticos e a
deterioração associada do funcionamento do indivíduo e administrar um apoio que
permita ao paciente um funcionamento ao máximo nível possível. Os medicamentos
antipsicóticos, a reabilitação e as atividades com apoio comunitário e a
psicoterapia são os três componentes principais do tratamento.
Os medicamentos antipsicóticos podem ser eficazes para reduzir ou
extinguir sintomas como os delírios, as alucinações e o pensamento desorganizado.
Uma vez que os sintomas do surto agudo tenham desaparecido, o uso contínuo dos
medicamentos antipsicóticos reduz substancialmente a probabilidade de episódios
futuros. Infelizmente, os antipsicóticos têm efeitos colaterais significativos,
como sedação, rigidez muscular, tremores e aumento de peso. Esses medicamentos
também podem causar discinesia tardia - movimentos involuntários dos lábios e
da língua e contorções dos braços e das pernas. A discinesia tardia pode
continuar mesmo depois de suspender-se a administração do medicamento. Para
esses casos persistentes não existe tratamento eficaz.
Cerca
de 75% das pessoas com esquizofrenia respondem aos medicamentos antipsicóticos
convencionais, como a clorpromazina, a flufenazina, o haloperidol ou a
tioridazina. Mais da metade dos 25% restantes podem responder a um fármaco
antipsicótico relativamente novo chamado clozapina. Como a clozapina pode ter
graves efeitos colaterais, como convulsões ou lesão da medula óssea
potencialmente fatal, usa-se geralmente só para os pacientes que não reagiram
aos outros medicamentos.
A
contagem de glóbulos brancos (leucócitos) deve ser feita semanalmente nas
pessoas que tomam clozapina. Existem pesquisas em andamento para identificar
novos remédios que não tenham os efeitos colaterais potencialmente graves da
clozapina. A risperidona também é utilizada e vários outros medicamentos estão
sendo desenvolvidos.
A reabilitação e as atividades
de apoio são direcionadas a
ensinar as habilidades necessárias para conviver em sociedade. Essas
habilidades permitem às pessoas com esquizofrenia trabalhar, fazer compras,
cuidar de si mesmas, manter uma casa e relacionar-se com outras pessoas. Embora
possam ser necessárias a hospitalização durante as recaídas graves e a
hospitalização forçada se o doente representar um perigo para si mesmo ou para
outros, o objetivo geral é conseguir que as pessoas com esquizofrenia vivam
dentro da comunidade.
Para
alcançar esse objetivo algumas pessoas precisam viver em apartamentos vigiados
ou em grupos com alguém que possa assegurar que tomam a medicação prescrita.
Um
pequeno número de pessoas com esquizofrenia é incapaz de viver de modo
independente, porque têm sintomas de irresponsabilidade grave ou porque não
possui as habilidades necessárias para viver em sociedade. Essas pessoas
necessitam de uma atenção permanente num ambiente seguro, com apoio.
A psicoterapia é outro aspecto importante do
tratamento. Geralmente, o objetivo da psicoterapia é estabelecer uma relação de
colaboração entre o doente, a família e o médico. Desse modo, o paciente pode
compreender e aprender a lidar com a sua doença, a tomar os medicamentos
antipsicóticos como lhe foram prescritos e a contornar as situações
estressantes que possam agravar a doença.
Fonte: www.medclick.com.br
Ana Cláudia Foelkel
Psicóloga - CRP: 06/86466
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448
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EPILEPSIA
Entendendo a epilepsia:
A epilepsia é um distúrbio comum a várias doenças, originado
no cérebro, no qual uma predisposição do indivíduo resulta em instabilidade dos
impulsos elétricos gerados em determinada região do cérebro. Na verdade, é uma
síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas que caracterizam
determinada condição e indicam que, por algum motivo, um agrupamento de células
cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável. Uma crise
representa um momento de alteração temporária e reversível do funcionamento da
área do cérebro afetada pela epilepsia. Durante alguns segundos ou minutos, uma
parte do cérebro passa a emitir impulsos incorretos, que podem ficar restritos
a esse local (crise parcial) ou se espalhar por áreas vizinhas (crise
generalizada). Isso pode gerar manifestações clínicas, ou seja, crises
epiléticas parciais (se os sinais elétricos estão desorganizados em apenas um
dos hemisférios cerebrais), ou totais (se essa desorganização ocorrer nos dois
hemisférios). Na grande maioria dos casos, as crises desaparecem
espontaneamente, mas a tendência é que se repitam de tempos em tempos.
Crise que dura mais de cinco minutos ou crises recorrentes indicam uma situação
de emergência neurológica conhecida como estado do mal epilético. Nesse caso, o
paciente, precisa de atendimento médico imediato.
A epilepsia - que atinge cerca de 60 milhões de pessoas
em todo o mundo - ainda é mal entendida de uma forma geral, e seus portadores
são por vezes, alvo de preconceito. No entanto, o tratamento dessa doença é um
dos que apresentam maior sucesso dentro da neurologia e uma pessoa com
epilepsia deve ter uma vida normal.
Muitas vezes a causa da epilepsia é desconhecida. Em
alguns casos ela pode ter origem após traumatismos graves na cabeça - recentes
ou não, por problemas na hora do parto, podem ser decorrentes do abuso de
álcool ou drogas ou surgir após tumores no cérebro ou outras doenças
neurológicas. Seja como for, o risco de crises no período em que se faz uso correto
da medicação prescrita pelo médico é menor, quando também há uma clara melhora
da qualidade de vida dos pacientes. É importante procurar auxílio o quanto
antes, a fim de receber o tratamento adequado.
Diagnóstico:
Para caracterizar a epilepsia, é indispensável haver
recorrência espontânea das crises com intervalo de no mínimo 24 horas entre
elas. Um episódio único não é indicativo da síndrome. Ouvir a história do
paciente e o relato das pessoas que presenciaram a crise também ajuda a
determinar o diagnóstico. Além disso, é preciso certificar-se de que não existe
nenhum fator precipitante da crise, seja tóxico, seja provocado por alguma
outra doença.
Quais São os Sintomas?
Os sintomas da epilepsia variam conforme as áreas do cérebro que são afetadas, sendo divididas em crises generalizadas e crises parciais.
A crise convulsiva é a forma mais conhecida pelas pessoas e é identificada como "ataque epiléptico". É uma crise generalizada porque envolve todas as áreas do cérebro. Nesse tipo de crise a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, morder a língua, ter salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar.
A crise do tipo "ausência" é conhecida como "desligamentos". A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração (questão de segundos), muitas vezes não é percebida pelos familiares e/ou professores. Também é considerada uma crise generalizada e, geralmente, se inicia na infância ou na puberdade.
Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoa estivesse "alerta" mas sem o controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente. Durante esses movimentos automáticos involuntários, a pessoa pode ficar mastigando, falando de modo incompreensível ou andando sem direção definida. A crise se inicia em uma área do cérebro. Em geral, a pessoa não se recorda do que aconteceu quando a crise termina. Esta é a chamada crise parcial complexa. Porém, se a atividade elétrica se espalhar para outras áreas do cérebro, ela pode se tornar uma crise generalizada.
Seguindo o tratamento recomendado pelo médico:
Para efetivo controle da epilepsia será preciso seguir
todas as orientações médicas e psicológicas. Estas muitas vezes incluem, além
de tomar a medicação prescrita de forma contínua, adotar algumas mudanças no
estilo de vida e aderir a psicoterapia. A disciplina é a melhor receita para
sua qualidade de vida.
Aderindo
ao tratamento:
A adesão ao tratamento é fundamental para o gerenciamento
de uma doença crônica. Muitos pacientes interrompem o tratamento de longo prazo
de sua doença à medida que esta é controlada. No entanto, essa atitude pode
representar risco à saúde, como o retorno dos sintomas, o aparecimento de
complicações e, em alguns casos, o surgimento de resistência ao medicamento.
Lembre-se de que seguir as recomendações médicas e psicológicas continuamente,
tomando a medicação, mudança de estilo de vida e psicoterapia, significa ter
sua condição controlada, o que lhe permite, na maioria das vezes, manter uma
vida normal e ativa.
O tratamento da epilepsia é indicado apenas a partir da
segunda crise. O uso da medicação tem o objetivo de bloquear as crises,
eliminando a atividade anormal do cérebro, a fim de assegurar boa qualidade de
vida para o paciente.
Antigamente se acreditava que a associação de vários
remédios ajudaria a obter melhores resultados, mas ficou provado que esse tipo
de conduta é inadequado porque favorece o acúmulo dos efeitos colaterais.
O sucesso do tratamento depende fundamentalmente do
paciente que precisa fazer uso regular da medicação por algum tempo, não
necessariamente por toda a vida. Ele precisa entender sua condição, saber que
medicação está usando e quais são seus efeitos colaterais.
Enquanto toma o remédio – um só – que é fornecido pelo
Ministério da Saúde ou pela Unidade Básica de Saúde, é importante manter o
acompanhamento médico regular para controle, mudança no estilo de vida e aderir
a psicoterapia, podem contribuir para uma melhor qualidade de vida.
Recomendações:
* Não deixe de tomar a medicação sob nenhum pretexto. Da
adesão ao tratamento, depende o controle das crises e, consequentemente, a
qualidade de vida;
* Não interrompa as visitas ao médico enquanto estiver
tomando o medicamento. É preciso evitar que possíveis efeitos colaterais possam
ser atribuídos erroneamente à epilepsia. No entanto, caso eles ocorram, há como
ajustar a dose ou trocar o medicamento por outro;
* Não reduza a dose do remédio prescrito pelo médico por
conta própria. O controle das crises depende do uso contínuo da dose adequada
para o seu caso;
* Não se preocupe. O fato de pai ou mãe serem portadores
de epilepsia não aumenta o risco de o filho nascer com o distúrbio. A
possibilidade é semelhante à dos casais que não apresentam a síndrome;
* Procure assistência médica para avaliação, mesmo que a
crise epilética tenha sido uma só e de curta duração;
* Mantenha a calma diante de uma pessoa com crise do tipo
convulsivo que geralmente dura poucos segundos ou minutos e passa sozinha.
Enquanto ela está se debatendo, apoie sua cabeça para evitar um trauma e vire
seu rosto de lado para eliminar o acúmulo de saliva ou para impedir que se
asfixie com o próprio vômito. É preciso ficar claro que ela jamais conseguirá
engolir a língua, um músculo que também se contrai durante a crise por causa da
contratura muscular generalizada característica da epilepsia. O máximo que pode
acontecer é o paciente mordê-la e feri-la, mas ela cicatrizará sem problemas
depois. Portanto, não coloque colheres, cabos de garfos ou qualquer outro
objeto na boca do doente;
* Não restrinja os movimentos da pessoa que está
recobrando a consciência, pois parece, confusa e sonolenta depois de uma crise;
* Não tenha medo nem preconceitos. Epilepsia não é uma
doença contagiosa, nem é sinal de loucura.
Fontes: www.epilepsia.org.br
Ana Cláudia Foelkel
Psicóloga - CRP: 06/86466
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448
domingo, 12 de maio de 2013
WORKAHOLIC - VICIADOS EM TRABALHO
O termo workaholic é uma expressão americana, originou-se
da palavra alcoholic (alcoólatra). A nomenclatura define a
pessoa que é viciada em trabalho. As pessoas viciadas em trabalho sempre
existiram, no entanto, nesta última década esse número aumentou
significativamente e se tornou um fenômeno mundial. Atualmente formam um grupo em
crescimento, os profissionais que trabalham em demasia.
Não relaxam e se preocupam com as
atividades organizacionais constantemente, a maior dificuldade é a falta de
clareza entre o limite da realização e o caminho da autodestruição.
Fazem de seus empregos o sentido de
suas vidas, centralizam toda energia no trabalho, sacrificando assim o lazer e
as relações pessoais. Tendem a serem pessoas com problemas de autoestima.
Devido ao medo de fracassar não aceitam errar e por isso querem deixar as
coisas tão perfeitas. Também apresentam dificuldade para delegar tarefas aos
outros por não confiar que os resultados serão atingidos.
Esse medo faz com que se condicionem
e continuem sendo cada vez mais "focados", sempre dando o melhor de
si na busca por resultados cada vez melhores e/ou mais rápidos.
Alguns dos fatores que estão ligados
ao não se permitirem parar de trabalhar são: o aumento da concorrência,
consequentemente da alta competitividade e da pressão profissional, necessidade
de sobrevivência, assim como ganância, vaidade, busca de poder e status,
obsessão pelo dinheiro ou, ainda, necessidade pessoal de provar algo a alguém
ou a si mesmo, e dificuldade para lidar com problemas íntimos ou familiares.
Passar 12 horas ou mais por dia no trabalho pode significar não quererem voltar para casa para não terem que entrar em contato com questões difíceis. Se manter alienados pode ser uma fuga para não enfrentarem a vida.
Passar 12 horas ou mais por dia no trabalho pode significar não quererem voltar para casa para não terem que entrar em contato com questões difíceis. Se manter alienados pode ser uma fuga para não enfrentarem a vida.
Apresentam como principais
características estarem sempre ofegantes, falarem rápido, fazerem várias coisas
ao mesmo tempo, terem os prazos apertados e a sensação que o tempo é o maior
inimigo.
A atuação frenética provoca estresse
neles próprios e em todos ao seu redor. A compulsão os faz criar uma realidade
cruel em torno de si, tendo como maiores consequências a deterioração da
qualidade de vida e o convívio social com aqueles que o cercam.
Os indivíduos nestas condições não
conseguem se desligar do trabalho, mesmo fora dele, despertam no meio da
madrugada com a sensação de que esqueceram algo importante, chegam a ligar o
computador, abrir agendas e acionar funcionários no meio da noite.
Para identificá-los é importante
observar o afastamento de parentes e amigos, se conversam apenas sobre deveres
empresariais, se com frequência levam tarefas para casa, se realizam reuniões
durante o almoço, se não desgrudam do notebook ou do celular mesmo no final de
semana ou no período de férias. Para eles, tudo que não estiver ligado ao
trabalho é perda de tempo.
Devido o excesso de atenção ao
trabalho deixam de lado pessoas importantes e acumulam problemas familiares
como divórcios ou filhos seguindo caminhos controversos. Seus amigos tornam-se
apenas os que têm ligação com seu trabalho.
As pressões do dia a dia e a autocobrança exagerada fazem com que diversos
danos sejam causados à saúde destes trabalhadores compulsivos. Os principais
sintomas apresentados são: estresse, isolamento, hipertensão, calvície,
infarto, depressão, fadiga, insônia, gastrite, ansiedade excessiva, impotência
sexual, surtos de mau-humor, atitudes agressivas em situações de pressão, entre
outros.
Apesar de tanta
"dedicação" estão perdendo espaço, uma vez que as empresas estão cada
vez mais preocupadas com a saúde dos seus colaboradores, em ajudá-los a
equilibrarem o lado profissional e o pessoal para obterem melhores resultados.
Foi-se a época em que os adeptos compulsivos ao trabalho, eram valorizados pelo
mercado.
Para as empresas os workaholics até podem trazer benefícios em curto
prazo, mas em longo prazo apresentam um lado negativo, entre eles afastamento
por doença, a impressão de incompetência por sempre excederem a carga horária e
por gerar altos custos com tantas horas extras.
Outros desabonos se destacam pela
redução da criatividade, produtividade e capacidade de trabalharem em equipe, devido
à ausência da combinação entre o cumprimento das tarefas e o relaxamento.
A fórmula ideal para reduzirem o
estresse e aumentarem a performance no trabalho é saber dividirem o tempo de
maneira equilibrada entre as tarefas profissionais, pessoais e de lazer.
É importante reconhecer que precisam
de ajuda profissional, para descobrirem o mundo fora do escritório, criarem
novos hábitos e vivenciarem momentos de descanso e descontração sem sofrimento.
O primeiro passo será identificar o
motivo que os levam a trabalhar tanto, na sequência redescobrirem como há
coisas interessantes fora do ambiente organizacional, retomarem o hobby
predileto, iniciarem atividades físicas, reconquistarem as pessoas das quais se
afastaram, aprenderem a delegar e estabelecer prioridades, incluindo as que não
englobam a rotina de trabalho e principalmente acreditar que é possível
conciliar vida pessoal e profissional, obtendo sucesso em ambas.
Postado por: Ana Cláudia Foelkel
CRP: 06/86466
Psicóloga Clínica e Organizacional
Consultoria R&S e T&D
Jundiaí e Região
(11) 97273-3448
Marcadores:
compulsão por trabalho,
itupeva e região.,
jundiaí,
produtividade,
qualidade de vida no trabalho,
saúde organizacional,
workaholic
quarta-feira, 24 de abril de 2013
ANSIEDADE X INSEGURANÇA
A insegurança gera ansiedade e vice-versa.
Ansiedade, ânsia ou nervosismo é
uma característica biológica do ser humano, que antecede
momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis,
tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo
rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc.
Causas
Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto
o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências
interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas
desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades
químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. Ansiedade é um
estado emocional que se adquire como consequência de algum ato.
Consequências
Todas as pessoas podem sentir ansiedade,
principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se
constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência,
pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como
o transtorno da ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica.
Ter ansiedade ou sofrer desse mal faz com que
a pessoa perca uma boa parte da sua auto-estima, ou seja, ela deixa de fazer
certas coisas porque se julga ser incapaz de realizá-las. Dessa forma, o termo
ansiedade está de certa forma ligado à palavra medo, sendo assim, a pessoa
passa a ter medo de errar quando da realização de diferentes tarefas, sem mesmo
chegar a tentar.
A Ansiedade em níveis muito altos, ou quando
apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu
potencial intelectual. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no
aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo
fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode
levar a estagnação na carreira.
Manifestações
As pessoas ansiosas têm um vasto número de
sintomas. Muitos resultam de um aumento da estimulação do sistema nervoso
vegetativo ou autônomo, que controla o reflexo ataque-fuga. Outros
são somatizações, ou seja, os doentes convertem a ansiedade em problemas
físicos, incluindo dores de cabeça, distúrbios intestinais e tensão muscular.
Cerca da metade das pessoas com ansiedade
sofrem principalmente de sintomas físicos, normalmente localizados nos intestinos
e no peito. Conforme a sintomatologia, a ansiedade pode ser classificada em
vários transtornos, mas sempre quando há um grau patológico, definido como
aquele que causa interferência nas atividades normais do indivíduo.
Sintomas
· Insônia
· Fadiga
· Falta
de ar ou sensação de sufoco
· Picadas
nas mãos e nos pés
· Confusão
· Instabilidade
ou sensação de desmaio
· Dores no
peito e palpitações
· Afrontamentos, arrepios, suores,
frio, mãos úmidas
· Boca seca
· Contrações ou tremores incontroláveis
· Tensão muscular, dores
· Necessidade
urgente de defecar ou urinar
· Dificuldade
em engolir
· Sensação
de ter um "nó" na garganta
· Dificuldades
para relaxar
· Dificuldades
para dormir
· Leve tontura ou vertigem
· Vômitos
incontroláveis
· Sensação
de impotência
Tratamento
O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos,
dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos. O tratamento é
iniciado com ansiolíticos como, por exemplo, os benzodiazepínicos. Logo
após a estabilização do paciente, o médico pode prescrever um antidepressivo
para o controle da ansiedade. Outra classe de medicamentos também utilizada são
a dos beta-bloqueadores. É sempre importante que o paciente consulte um médico,
pois esses medicamentos são normalmente controlados.
Há algumas técnicas que auxiliam na prevenção e tratamento da ansiedade. Veja algumas dicas:
1) Aprenda a relaxar;
2) Procure respirar profundamente algumas
vezes do dia;
3) Pratique esporte ou simplesmente uma
caminhada;
4) Evite café, bebidas e produtos que
contenham estimulantes (coca, cafeína, cigarro);
5) Tire dez minutos do seu dia para
alongar-se e meditar; 6) observe seus pensamentos e direcione-os para que sejam
agradáveis.
A Insegurança é um sentimento de mal-estar
geral ou nervosismo que pode ser desencadeado pela percepção de si mesmo, ser
vulnerável de alguma forma, ou um senso de vulnerabilidade ou instabilidade que
ameaça a própria autoimagem ou ego.
Uma pessoa que é insegura não tem confiança
em seu próprio valor e em uma ou mais de suas capacidades, não tem confiança em
si mesma ou em outros, ou teme que um estado positivo presente seja temporário
e irá decepcioná-la e causar-lhe perdas ou sofrimento por "dar
errado" no futuro. Este é um traço comum, o qual difere apenas em grau
entre as pessoas.
Isto não pode ser confundido com humildade,
a qual envolve reconhecer as próprias limitações mas ainda mantendo uma dose
saudável de autoestima. Insegurança não é uma avaliação objetiva de sua própria
habilidade, mas uma interpretação emocional, já que duas pessoas com as
mesmas capacidades podem ter níveis totalmente diferentes de insegurança.
Insegurança pode ajudar a causar timidez, paranóia e
retraimento social, ou alternativamente pode encorajar comportamentos
compensatórios tais como arrogância, agressão ou bullying em
alguns casos.
O fato de que a maioria dos seres humanos são
emocionalmente vulneráveis e tem a capacidade de se machucar implica que a
insegurança emocional poderia ser meramente uma diferença de consciência.
A insegurança tem muitos efeitos na vida de
uma pessoa. Existem muitos níveis. Quase sempre causa algum grau de isolamento como
uma típica pessoa insegura se retira do meio até certo ponto. Quanto maior a
insegurança maior o grau de isolamento. A insegurança está geralmente enraizada
nos anos da infância da pessoa. Como ofensa e amargura, ela cresce em camadas,
se tornando muitas vezes uma força imobilizadora que define um fator limitante
na sua vida. A insegurança rouba por graus; o grau ao qual está entrincheirado
iguala o grau de poder que ela tem na vida da pessoa.
Como a insegurança pode ser angustiante e
parecer ameaçadora à psiquê, ela geralmente pode ser acompanhada por um
tipo de excesso de controle, personalidade controladora ou esquiva,
como mecanismos psicológicos de defesa.
A insegurança pode ser superada. Exige tempo,
paciência e uma compreensão gradual de que o seu próprio valor é puramente uma
questão de perspectiva (ou opinião subjetiva de si mesmo) e, enquanto pode ser
verdadeiro que a insegurança pode surgir de preocupações relacionadas à
realidade objetiva, isto não é de forma alguma uma necessidade, mas mais uma
tendência. O primeiro dos estágios da Teoria do desenvolvimento
psicossocial de Erik Erikson detalha o desafio de encontrar
segurança e aprender a confiar em si mesmo e em seu ambiente.
Postado por: Ana Cláudia Foelkel
Psicóloga Clínica e Terapeuta
(11) 97273-3448
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