terça-feira, 24 de maio de 2016

ORTOREXIA

Quando falamos em transtornos alimentares, imaginamos pessoas esqueléticas que passam fome ou que provocam o vômito; estas são imagens típicas dos habituais tipos de transtornos alimentares, mas os especialistas descobriram agora que as pessoas estão sofrendo de outro tipo de transtorno alimentar e atribuíram-lhe um novo termo: ortorexia.

O que é a Ortorexia?
A ortorexia é um transtorno alimentar recentemente diagnosticado, que surge quando a pessoa se torna obsessiva quanto aos padrões daquilo que come. Ao contrário da anorexia ou bulimia, a pessoa permite-se comer, mas fica tão obcecada com o que come que todos os seus pensamentos ficam ocupados com a dieta.
Permitem-se apenas alimentos saudáveis. Calorias, vitaminas e nutrientes tornam-se o ponto focal da comida e qualquer coisa que contenha o mínimo vestígio do que está na lista do “não é permitido” não é consumido.
Embora todos possamos nos beneficiar ao adotar esta atitude de forma mais habitual, estes “mártires” levam a obsessão com o conteúdo dos seus alimentos ao extremo, e não se permitem, em circunstância alguma, um desvio do seu programa de tipos de alimentos autorizados.

Como identificar?
● Examina cada pormenor do que se encontra em cada alimento?
● Só se permite alimentos saudáveis?
● Consegue comer uma refeição preparada por outra pessoa?
● Observa e comenta a maneira como outras pessoas preparam a comida?
● Fica pensando em conteúdo nutricional durante o dia?
● Preocupa-se ao comer qualquer coisa que possa não ser “boa” para si?
● Perdeu muito peso recentemente sem seguir conscientemente uma dieta.
























Os ortoréxicos podem ficar seriamente afetados e a comunicação em casa pode sofrer com isso. A pessoa pode começar a isolar-se dos seus semelhantes e tornar-se distante à medida que se vai fixando cada vez mais nas suas regras de dietas.
Para alguns, a capacidade de desempenhar trabalhos ou de estudar pode começar a declinar, à medida que a sua mente se ocupa cada vez mais com a sua dieta e com os alimentos que são permitidos, como articulá-los no seu dia-a-dia, quantas vezes se devem mastigar e por aí a fora. Há tantos fatores que envolvem estes transtornos alimentares que os pensamentos podem ficar totalmente ocupados por eles, deixando pouco espaço para outros rumos de ideias e a concentração e a motivação acabam por ficar na retaguarda.

Tratamento
Como muitos transtornos alimentares, a ajuda de um profissional psicólogo, nutricionista e quando necessário psiquiatra é normalmente requerida.
Embora a doença não seja tão conhecida como outros tipos de transtornos alimentares, pode ter o potencial de ser igualmente séria para a saúde e está entre os problemas semelhantes de controle de comportamento em relação aos outros transtornos alimentares, e a pessoa irá precisar de alguma intervenção profissional para ultrapassar o problema.

Fonte: Alimentação Saudável

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica - (11) 97273-3448


segunda-feira, 9 de maio de 2016

CLAUSTROFOBIA

Você já ouviu dizer que o medo é o maior inimigo do homem? – Porém, é um sentimento saudável, de defesa e autopreservação, manifestado pelo ser humano diante de uma situação de perigo real ou imaginário. Quando, no entanto, se torna exagerado e irracional, pode trazer problemas. É aí que passa a ser chamado de fobia.  
Das fobias específicas – de barata, de cobras, de altura, entre outras – a claustrofobia é das mais comuns. “Entre 20% e 25% da população mundial possui alguma fobia”, explica Luiz Vicente Figueira de Mello, supervisor do programa de ansiedade do IPq. “A claustrofobia e a agorafobia, como se superpõem, chegam a atingir de 4% a 5% das pessoas.” O profissional faz a ressalva porque a diferenciação entre os dois conceitos é muito tênue e costuma provocar confusões: a claustrofobia é o medo específico de lugares fechados, de confinamento, de não poder fugir de determinado local. Manifesta-se mais comumente em elevadores, metrô e aviões, mas há quem não consiga nem dormir com a porta do próprio quarto fechada. A agorafobia, por sua vez, é o medo de espaços abertos, muito populosos, onde a pessoa acha que vai passar mal e não poderá ser socorrida.


Isso ocorre quando o problema passa realmente a interferir no cotidiano, se transformando em um fator decisivo a se levar em conta quando decisões devem ser tomadas. A fobia patológica faz com que a pessoa recuse uma boa oportunidade de emprego porque tem que andar de avião, por exemplo, ou com que prefira subir vários andares de escada a pegar o elevador. É um pavor que interfere no dia a dia da pessoa e que a paralisa, faz com que passe mal quando fica diante da situação temida. Mas o que define alguém como, de fato, portador de claustrofobia? O que diferencia o diagnosticado daquele que simplesmente tem medo de algo? Afinal, não raro vemos pessoas com medo de elevador, por exemplo, mas que não são necessariamente claustrofóbicas.

No caso dos claustrofóbicos, essa interferência é recorrente. E não só por causa do papel essencial que elevadores cumprem em uma cidade cheia de prédios, como São Paulo. Uma pesquisa que o IPq está conduzindo com pacientes que têm medo de realizar exame de ressonância magnética é um bom exemplo: para fazer a ressonância, a pessoa é deitada em uma maca que desliza para dentro de um tubo fechado, onde permanece, em média, por 40 minutos. Encarar três quartos de hora enclausurado em um espaço mínimo sem poder se movimentar é um verdadeiro desafio a quem sofre de claustrofobia.

E as consequências ocasionadas pelo transtorno não são apenas psicológicas. O sentimento de medo é acompanhado pelos chamados sintomas autonômicos – sintomas determinados pelo sistema nervoso autônomo. São alterações na frequência cardíaca, falta de ar, sudorese intensa, extremidades frias, boca seca, entre outros do tipo, podendo chegar a crises de pânico ou desmaio em alguns casos. Do outro lado da balança, no entanto, está a importância que um exame do tipo tem na identificação de tumores, doenças degenerativas, coágulos e traumas. Uma situação de grande dilema para os claustrofóbicos.

Origem do problema

Os motivos que levam uma pessoa a ser claustrofóbica podem ser vários, mas o mais curioso é o envolvimento do tema com uma tendência filogenética. “Acredita-se, hoje, que a seleção natural fez com que selecionássemos medos e os transformássemos em memórias que dizem o que devemos e não devemos temer”, conta Mello. “A claustrofobia está incluída nisso: em determinados momentos da evolução, se alguém ficasse preso em uma gruta, morria.”

Por causa disso, existem pessoas com a bagagem filogenética que faz delas um fóbico em potencial. Se dois indivíduos sofrem um acidente de elevador, o que possuir essa bagagem pode desenvolver claustrofobia pelo trauma e o outro, que vivenciou a mesma experiência, continuar sem medo. 

Mas o transtorno pode surgir do aprendizado com a própria família. As pessoas são educadas a ficarem fóbicas. Uma mãe que tem claustrofobia e, a todo momento, evita o elevador, ou fica apavorada quando entra em um, transmite esse medo para seu filho, passa a ideia de que o elevador é perigoso, e sua criança pode vir a ter o mesmo problema.

Tratamento

Diante de uma claustrofobia pura – que não está acompanhada por outros transtornos como depressão e pânico – o tratamento ideal é a psicoterapia comportamental cognitiva. O paciente é exposto progressivamente ao medo com a ajuda de um profissional. Primeiro, é feita uma exposição à imaginação, onde o profissional conduz a pessoa a se imaginar dentro do elevador, pensar em como ela estaria se sentindo. Usa-se fotos para ajudar. É muito comum que os fóbicos nem queiram imaginar essas coisas, eles têm muita dificuldade para isso. Mais tarde, quando está preparada, a pessoa é levada para o elevador, acompanhada pelo profissional, de maneira progressiva e repetitiva. Ela acaba enfrentando o elevador e automatizando o costume de pegá-lo.

A continuidade da exposição ao medo tratado, no entanto, deve ser constante. Os comportamentos evitados mantêm a presença dos sintomas fóbicos, pois não experimenta as consequências do contato com o que teme, em geral mais tranquilas do que ele imagina. Se você foi tratado de claustrofobia, melhorou, extinguiu o medo, mas ficou anos sem entrar em um elevador, quando de repente tiver que usar um pode ter uma recaída. O exercício deve ser contínuo. A pessoa precisa conviver com o medo que foi tratado, ou tudo pode voltar.


Fonte: http://www.usp.br/espacoaberto/?materia=entendendo-a-claustrofobia

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica - (11) 97273-3448

SÍNDROME DE ESTOCOLMO

Síndrome de Estocolmo é o nome dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor. A síndrome de Estocolmo parte de uma necessidade, inicialmente inconsciente.

Em uma manhã de agosto de 1973, dois assaltantes invadiram um banco, o “Sveriges Kreditbank of Stockholm”, em Estocolmo, Suécia. Após a chegada da polícia, resultando em uma considerável troca de tiros, tal dupla transformou em reféns, por seis dias, quatro pessoas que ali se encontravam.

Ao contrário do que se poderia imaginar, quando os policiais iniciaram suas estratégias visando à libertação dos reféns, esses recusaram ajuda, usaram seus próprios corpos como escudos para proteger os criminosos e, ainda, responsabilizaram tais profissionais pelo ocorrido. Um deles foi ainda mais longe: após sua libertação, criou um fundo para os raptores, com o intuito de ajudá-los nas despesas judiciais que estes teriam, em consequência de seus atos.

Tal estado psicológico particular passou então a ser chamado de “síndrome de Estocolmo”, em homenagem ao referido episódio. Ao contrário do que se imagina, ele não é tão raro quanto pensamos, e não se resume somente a relações entre raptores e reféns. Escravos e seus senhores, sobreviventes de campos de concentração, aqueles submetidos a cárcere privado, pessoas que participam de relacionamentos amorosos destrutivos, e até mesmo algumas relações de trabalho extremas, geralmente permeadas de assédio moral; podem desencadear o quadro. Em todos esses casos, são características marcantes: a existência de relações de poder e coerção, ameaça de morte ou danos físicos e/ou psicológicos e um tempo prolongado de intimidação.

Nesse cenário de estresse físico e mental extremos, o que está em jogo inconscientemente é a necessidade de autopreservação por parte do oprimido, aliada à ideia, geralmente errônea, de que, de fato, não há como escapar daquela situação. Assim sendo, ele inicialmente percebe que somente acatando as regras impostas é que conseguirá garantir pelo menos uma pequena parcela de sua integridade.

Aos poucos, a vítima busca evitar comportamentos que desagradem seu agressor, pelo mesmo motivo pontuado anteriormente; e também começa a interpretar seus atos gentis, educados, ou mesmo de não violência como indícios de uma suposta simpatia da parte dele a ela. Tal identificação permite a desvinculação emocional da realidade perigosa e violenta a qual está submetida.

Por fim, a vítima passa a encarar aquela pessoa com simpatia, e até mesmo amizade – a final de contas, graças à sua “proteção”, ela ainda se encontra viva. No caso de pessoas sequestradas, mais um agravante: tal indivíduo é geralmente a sua única companhia!
Para exemplificar, temos o que Natascha Kampusch, a austríaca que viveu em cativeiro por oito anos, escreveu em seu livro (3.096 Dias, Verus Editora): “Eu ainda era apenas uma criança, e precisava do consolo do toque (humano). Então, após alguns meses presa, eu pedi a meu sequestrador que me abraçasse”.

Vale frisar, no entanto, que a referida pessoa, assim como muitas que passam por essa situação e se comportam tal como foi dito, não se identifica com o quadro descrito neste texto, afirmando que “ninguém é totalmente bom ou mau” e que “aproximar-se do sequestrador não é uma doença; criar um casulo de normalidade no âmbito de um crime não é uma síndrome - é justamente o oposto: é uma estratégia de sobrevivência em uma situação sem saída”.

Na maioria dos casos, mesmo após sua libertação, a vítima continua a nutrir um sentimento de afeição por tal pessoa. Um exemplo clássico é o de algumas mulheres que sofrem agressões de seus esposos e continuam a defendê-los, amá-los e a justificar suas agressões.

Fonte: ARAGUAIA, Mariana. "Síndrome de Estocolmo"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/doencas/sindrome-estocolmo.htm>. Acesso em 09 de maio de 2016.


Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica - (11) 97273-3448


CONVULSÃO

Convulsão é um distúrbio que se caracteriza pela contratura muscular involuntária de todo o corpo ou de parte dele, provocada por aumento excessivo da atividade elétrica em determinadas áreas cerebrais.
As convulsões podem ser de dois tipos: parciais, ou focais, quando apenas uma parte do hemisfério cerebral é atingida por uma descarga de impulsos elétricos desorganizados, ou generalizadas, quando os dois hemisférios cerebrais são afetados.
Emoções intensas, exercícios vigorosos, determinados ruídos, músicas, odores ou luzes fortes podem funcionar como gatilhos das crises. Outras condições – febre alta, falta de sono, menstruação e estresse – também podem facilitar a instalação de convulsões, mas não são consideradas gatilhos.
Causas
Em alguns casos, não é possível identificar a causa da convulsão. Nos outros, entre as causas prováveis, podemos destacar: 1) febre alta em crianças com menos de cinco anos; 2) doenças como meningites, encefalites, tétano, tumores cerebrais, infecção pelo HIV, epilepsia, etc; 3) traumas cranianos; 4) abstinência após uso prolongado de álcool e de outras drogas, ou efeito colateral de alguns medicamentos; 5) distúrbios metabólicos, como hipoglicemia, diabetes, insuficiência renal, etc; 6) falta de oxigenação no cérebro.
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas dependem do tipo de convulsão, da região do cérebro envolvida e da função que ela desempenha no organismo.
Nas convulsões parciais, podem ou não ocorrer alterações do nível de consciência associadas a sintomas psíquicos e sensoriais, como movimentos involuntários em alguma parte do corpo, comprometimento das sensações de paladar, olfato, visão, audição e da fala, alucinações, vertigens, delírios. Algumas vezes, essas manifestações são leves e podem ser atribuídas a problemas psiquiátricos.

Existem diversos tipos de convulsões generalizadas. Os dois mais frequentes são a crise de ausência, ou pequeno mal, e a convulsão tônico-clônica, ou grande mal.
No primeiro grupo, incluem-se as pessoas que, durante alguns segundos, ficam com o olhar perdido, como se estivessem no mundo da lua, e não respondem quando chamadas. Quando a ausência dura mais de dez segundos, o paciente pode manifestar movimentos automáticos, como piscar de olhos e tremor dos lábios, por exemplo. Essas crises chegam a ser tão breves que, às vezes, ele nem sequer se dá conta do que aconteceu.
Já as convulsões tônico-clônicas estão associadas à perda súbita da consciência. O quadro dura poucos minutos. Na fase tônica, todos os músculos dos braços, pernas e tronco ficam endurecidos, contraídos e estendidos e a face adquire coloração azulada. Em seguida, a pessoa entra na fase clônica e começa a sofrer contrações rítmicas, repetitivas e incontroláveis. Em ambas as situações, a saliva pode ser abundante e ficar espumosa. Mordida pelos dentes, a língua pode sangrar.
Diagnóstico
Para efeito de diagnóstico e tratamento, ajuda muito observar as seguintes características das convulsões;
a) durante a crise: duração (marcar o tempo no relógio); se braços e pernas se contraem de um lado só ou dos dois lados; se olhos e boca ficam fechados ou abertos; se a cor da face se torna azulada. Se a pessoa responde aos chamados ou permanece inconsciente.
b)  depois de as contrações musculares terem terminado: se a pessoa recupera a consciência ou permanece sonolenta; se fala e responde a perguntas; se lembra o que aconteceu; se a movimentação volta ao normal; se a dificuldade de movimentação se concentra de um lado só do corpo.
Além desses registros, os seguintes exames são recursos importantes para esclarecer as causas da convulsão e eleger o tratamento: eletroencefalograma, tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, análise do líquor e video eletroencefalograma.
Tratamento
O risco de novas crises diminui nos pacientes com convulsões provocadas por álcool, drogas, pelo efeito colateral de alguns medicamentos e por distúrbios metabólicos, quando são retiradas essas substâncias ou corrigido o problema orgânico. Nos outros casos, existem vários medicamentos que devem ser indicados de acordo com o tipo de convulsão para evitar a recorrência e assegurar o controle das crises.
Recomendações
Diante de um quadro de convulsão:
* Deite a pessoa de lado para que não engasgue com a própria saliva ou vômito;
* Remova todos os objetos ao redor que ofereçam risco de machucá-la;
* Afrouxe-lhe as roupas;
* Erga o queixo para facilitar a passagem do ar;
* Não introduza nenhum objeto na boca nem tente puxar a língua para fora;
* Leve a pessoa a um serviço de saúde tão logo a convulsão tenha passado.
Observação importante:
Convulsão não é sinônimo de epilepsia. Epilepsia é uma doença específica, que predispõe a pessoa a convulsões, mesmo na ausência de problemas como febre alta, pancadas na cabeça, derrames ou tumores cerebrais.

Fonte: Drauzio Varella

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica - (11) 97273-3448