segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Educar sem bater é possível. "O fim da palmada".

Um projeto de lei do governo federal que prevê punição para quem aplicar castigos corporais em crianças e adolescentes está tramitando no Congresso Nacional. Sua aprovação, que é bastante provável, marcaria o fim da era das palmadas e dos beliscões, tão conhecidos pelos adultos de hoje. A discussão, que gera muita polêmica, é tratada pela com naturalidade pela educadora Cris Poli, do programa “Supernanny”, do SBT. 

A educadora defende, que para educar não é preciso bater. “Métodos de disciplina é que ensinam o que é certo e errado. Palmadas e puxões de orelha são usados apenas pelos pais que não conseguem se impor e perdem a paciência com os filhos”, fala. “Eu sequer vejo necessidade de uma lei para proibir isso. O que precisamos é de uma campanha de conscientização disciplinar”, acrescenta a educadora. Defende o castigo como uma boa forma de punição para os filhos que descumprem as regras da casa. O castigo tem que ser algo que tanto a criança quanto o adulto consigam cumprir. Não pode ser uma atitude drástica. “Não adianta o pai ameaçar e não dar conta do recado. Se a criança só fica tranquila com o videogame, e o pai tira isso completamente dela, não vai funcionar. Não defendo castigos assustadores, pois isso gera medo”.
Os pais devem refletir sobre os castigos que impõem e admitir quando estão sendo severos demais na hora de aplicá-los. “Admitir um erro não implica em perder autoridade, ao contrário, é algo que pode fortalecer os pais porque a criança vê ali um ser racional, que reflete sobre suas ações”.
Existem duas definições de castigo: a punição física e a que se refere ao estabelecimento de limites com o “cantinho da disciplina”.
Para os especialistas, o castigo físico não é o melhor método para educar ou transmitir valores e regras de comportamento aos filhos. “Não deve haver castigo e, sim, disciplina. Parecem a mesma coisa, mas são opostos. O castigo machuca, física e emocionalmente”, afirma Cris Poli.
Para disciplinar os filhos, é preciso estabelecer regras, corrigir o que está errado e ensinar a conduta adequada, com tranquilidade e segurança. Deve-se mostrar à criança as consequências dos atos dela, em vez de criar uma punição que nem sempre será associada, pela criança, ao erro. Por exemplo, se ficou combinado que o período da tarde seria dedicado aos estudos e o filho estiver brincando com um amigo neste horário, é preciso adverti-lo, dizer que ele não agiu certo e que precisa cumprir com as obrigações. No final de semana, em vez de tempo livre, ele terá de estudar.
Se, ainda assim, a criança continuar a quebrar as regras, vale adotar o “cantinho da disciplina”. Em um lugar mais isolado da casa, ela deve permanecer refletindo sobre sua atitude inadequada por um tempo – a conta é marcar um minuto por ano de idade. É importante que a criança permaneça no cantinho durante todo o período estabelecido, mesmo se estiver gritando ou chorando.
Ao aplicar a disciplina não perca a calma, não se irrite, não grite ou ameace. Lembre-se que a missão dos pais não é castigar, mas ensinar. O filho é, antes de tudo, um aprendiz.
Fonte: ig.com.br
Postado por: Ana Claudia Foelkel Simões – Psicóloga
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Passos para impor limites aos filhos

9 passos para impor limites

Terapeuta, autora, mãe e avó, Diane Levy separa as atitudes que valem a pena das que só gastam energia e compartilha sua fórmula para ter filhos disciplinados.

Interpretar a atitude da criança é chave para impor limites
Na incansável luta para impor limites, muitas vezes os pais desperdiçam mais energia do que deviam. Para evitar isso, a psicóloga neozelandesa Diane Levy, autora do livro “É Claro que Eu Amo Você... Agora Vá para o Seu Quarto!” (Editora Fundamento) e especializada no aconselhamento de pais, separa aquilo que apenas cansa daquilo que dá certo na hora de educar os filhos.
“Há um bom punhado de coisas que fazemos ao tentar educar as crianças e que simplesmente não ajudam”, ela comenta, em depoimento ao iG Delas . “Quando você evita explicar muito, avisar muito, adular, subornar, ameaçar e punir, você poupa tempo e energia e mantém a sua dignidade como pai ou mãe. Quando você pede, diz e deixa a distância emocional fazer o trabalho, suas crianças rapidamente aprenderão que quando você pede que eles façam algo – ou que parem de fazer algo – eles não tem alternativa a não ser fazê-lo”.
Segundo Diane, reconhecer e evitar estratégias exaustivas e inúteis torna os pais mais convincentes em suas ordens ou instruções. As atitudes menos efetivas na hora de impor limites – e, do outro lado, as que mais garantem êxito. Leia abaixo:


1. Não se explique demais
“Quando pedimos para uma criança fazer algo ou para parar de fazê-lo, nosso hábito é de seguir com uma grande explicação de porque tal ação é necessária. Se nossos filhos não respondem à primeira explicação, pensamos que ela não teve apelo para eles (ou que eles apenas não a entenderam) e, então, gastamos tempo e energia em tentar convencê-los novamente”. Se a criança não entendeu porque está sendo solicitada a fazer ou deixar de fazer algo, dificilmente ela será convencida por mais e mais explicações. O que ela precisa entender é que tudo o que você pede é para o bem dela – e assim será até ela crescer.

2. Não dê mais de um aviso
“Ao dar várias chances e avisos, nós mostramos às crianças que não acreditamos naquilo que dizemos e que não esperamos uma ação efetiva até darmos muitos e muitos avisos”. “A maioria das crianças entende que enquanto os pais estão nesse ‘modo de aviso’, nada irá acontecer com elas”. Portanto, seja firme.

3. Não adule
Você se pega usando frases como “se você arrumar seu quarto, ganha um chocolate” ou “faça toda a lição e te dou um brinquedo” com frequência? Pense melhor. “Quando os adultos se esforçam adulando e coagindo as crianças para que elas façam o que devem, isso significa que só os pais estão fazendo o trabalho duro, enquanto os filhos esperam uma recompensa convincente o bastante para encorajá-los a começar uma tarefa que não é mais que obrigação deles”.

4. Não suborne
As crianças devem ser acostumadas a agir dentro de um senso de obrigação. “Se o único jeito de conseguirmos fazer com que as crianças façam o que mandamos é oferecendo algo, nos deixamos vulneráveis a ter que pensar em maiores e melhores ‘mimos’ com o tempo. Além disso, essa ação dá às nossas crianças a permissão de perguntar ‘o que você me dará se eu fizer isso?’ – e esse não é um bom hábito para se encorajar”.

5. Não ameace
Ameaças funcionam com "se você não fizer isso.. então eu irei…”. Assim, você abre um contrato e isso dá margem para a criança negar a oferta. "Aprendi essa lição muito cedo com o meu primeiro filho. Quando dizia 'Robert, se você não guardar seus brinquedos agora, não iremos ao parque essa tarde', ele apenas respondia 'tudo bem'. E eu ficava sem saber para onde ir", relembra Diane. "Outro problema em ameaçar é que, se você fala que irá fazer algo, é obrigado a cumprir isso. A maioria das ameaças que tem como objetivo persuadir a criança a fazer o que foi pedido nos pune mais do que a elas", explica Diane. E exemplifica: “Os pais ameaçam: 'Se você não fizer isso imediatamente, não verá mais TV pelos próximos três dias'. É mais provável que a vida de quem fique mais difícil com essa ameaça?".

6. Não puna
Algumas crianças aprendem através das punições, mas muitas se tornam ressentidas, irritadas e se sentem tratadas de forma desleal. “Também, se usarmos a punição, nossos filhos podem simplesmente aprender como aguentá-las – e voltarem a fazer aquilo que tentamos evitar”. Mas se os pais deixarem de explicar, avisar, adular, subornar, ameaçar e punir, o que eles podem fazer? Diane sugere uma estratégia simples, com três passos: peça, diga e aja.

7. Peça uma vez só
Diane recomenda que os pais simplesmente peçam o que deve ser feito e observem a resposta do filho. Isso dará a eles uma informação importante. “Quando as crianças se negam a fazer o que foi pedido, eles usualmente expressam uma das três formas a seguir: tristeza, irritação ou distanciamento”, ensina ela. A tristeza é simbolizada por chateação. “Eles parecem ofendidos e dizem ‘por que eu?’”, descreve. A irritação se manifesta em confronto: “eles discutem e acusam você de ser injusto com eles”. O distanciamento é caracterizado por indiferença. “Eles ignoravam você, olham para outro lado e continuam o que estão fazendo”, completa Diane. “Tudo isso significa que a criança não fará aquilo que pediu”. Mas como reagir?

8. Diga de maneira enérgica
“Vá até o seu filho – isso pode ser um pouco difícil para os pais, pois significa que eles terão que parar aquilo que estavam fazendo, levantar e ficar do lado da criança”, orienta Diane. Segundo ela, a presença próxima vale a pena. “Uma vez que aparecemos perto da criança, ela sabe que isso significa que ela terá que fazer o que foi pedido”. A autora recomenda que os pais falem baixo – isso mostra que eles estão no controle tanto da própria voz quanto da criança – e que olhem seu filho nos olhos.

9. Aja
Se seu filho não respondeu a nenhuma das ações anteriores, você precisa fazer algo. “A coisa mais efetiva que você pode fazer é usar a ‘distância emocional’ até que ele esteja pronto para fazer o que foi pedido”, aconselha Diane. “Pegue-o no colo ou pela mão e o leve para o quarto. Diga firmemente ‘você é bem-vindo para se juntar à família assim que estiver pronto para fazer o que pedi’, e deixe-o sozinho”, completa. Lembre-se: o seu filho tem o poder de se reunir à família ao fazer o que lhe foi pedido.
Quando as crianças são maiores – e tirá-las do lugar é mais difícil – Diane recomenda que os pais apenas determinem consigo mesmos: “eu não farei nada até que ele esteja pronto para fazer aquilo que eu pedi”. E continuem com o que estiverem fazendo, normalmente. “Quando a criança aparecer com um pedido, você pode calmamente lembrá-la de que ficaria feliz em atendê-la, assim que ela fizer aquilo que foi estabelecido (e ignorado) anteriormente”, diz a autora. “Ele pode fazer duas ou três tentativas para chamar sua atenção, mas vai acabar entendendo que precisa fazer o que foi solicitado pelos pais”. 

Fonte: ig.com.br/delas

Postado por: Ana Claudia Foelkel Simões – Psicóloga
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sábado, 16 de novembro de 2013

Como dar limites aos filhos?

Na luta por colocar limites em seus filhos, pais podem notar que algumas táticas estão longe de causar o efeito necessário. Na verdade, algumas atitudes chegam a acarretar o resultado contrário. Antes de culpar as crianças, os pais devem prestar atenção se estão dando bronca direito – e “direito” não significa com cara de bravo ou com ameaças assustadoras. Muito pelo contrário. 

Ações como gritar excessivamente e bater são vetadas por psiquiatras, psicólogos e psicopedagogos. De acordo com Içami Tiba, autor de “Disciplina: Limite na Medida Certa”, as crianças aprendem com o que os pais fazem. Se eles batem na criança, “o filho aprende a linguagem da violência”. Tanto gritar quanto bater demonstram falta de controle pessoal dos pais, o que é bastante danoso para a criança. “Gritar é mostrar que a criança te afetou – e ela adora isso”, afirma.
As crianças, como todas as pessoas, precisam de atenção. “Se os pais só olham para a criança quando ela faz algo de errado, ela continuará fazendo isso”, fala. Na opinião de Dora Lorch, psicóloga e autora do livro “Superdicas para educar bem seu filho”, educar é passar por certos desconfortos. Ou seja, dar bronca é chato e prometer um chocolate para a criança parar de chorar parece bem mais fácil. Só que os pais precisam estar preparados para se posicionar quando as desobediências acontecem.
Mas como se posicionar corretamente?
Pesquisas feitas com especialistas resultaram em 9 frases que não devem ser ditas para a criança.
1. “Não te amo mais” 
“A criança é muito mais frágil que o adulto. Tudo que se fala ganha uma dimensão maior”, comenta Dora Lorch. Portanto, ouvir uma frase destas da boca dos pais pode causar estragos. A falta de aceitação pode ser muito forte. “A criança não consegue entender a complexidade do mundo, e alguns adultos não têm consciência disso”.

2. “Você é feio” 
Xingamentos e palavras feias podem afetar a formação da autoimagem. Repetidos excessivamente, também podem ser considerados violentos. Existe uma diferença sutil, mas essencial entre “você é feio” e “o que você acabou de fazer foi muito feio”, que desloca o adjetivo negativo para a ação e não para a criança, explica Içami Tiba.

3. “Vou te matar” 
“O que traz a educação é a firmeza, e não a agressividade”, diz Içami Tiba. Ameaças do tipo servem apenas para criar medo nas crianças, o que, segundo o psiquiatra, não leva a lugar algum. “O medo não educa, só traumatiza”, diz Içami.  A longo prazo, a intimidação tampouco é efetiva e esvazia o discurso dos pais, já que eles obviamente não vão cumprir o que prometeram. “Primeiro, as crianças sentem um desamor muito grande. Depois, quando descobrem que as ameaças não funcionam, não levam mais os pais a sério”, afirma Dora Lorch.

4. “Nunca mais te trago aqui” 
Como a noção temporal das crianças é diferente, as punições precisam ser imediatas. 
Este tipo de ameaça também não faz efeito por ser mentirosa. “As crianças sentem que estão sendo enganadas. E isso não faz bem para elas”. As ameaças do tipo, assim como “você nunca mais vai ver televisão” ou “nunca mais vou falar com você”, passam uma ideia ambígua para criança, o que prejudica a sua formação moral, diz Içami Tiba.

5. “Você puxou o seu pai” ou “Você é igualzinho a sua mãe” 
Quando os pais estão separados e há algum conflito entre ambos, não é nada saudável usar este tipo de frase. Segundo Içami Tiba, as crianças entendem que elas são parecidas com a parte rejeitada – e se sentem dessa forma. 

6. “Se ficar bonzinho, dou um chocolate para você”
 
Comportar-se bem, arrumar o quarto, guardar os brinquedos ou fazer a lição de casa são responsabilidades dos filhos, por isso eles não precisam ganhar nada em troca quando fazem isso. Quando os pais fazem estes acordos de maneira repetida, os filhos podem achar que não se tratam de deveres. “A criança precisa aprender a fazer as coisas por responsabilidade, e não porque vai ganhar algo”, explica Içami Tiba.

7. “Para com isso, todo mundo está olhando!” 
Esta frase é mais fruto do embaraço dos pais que um tipo de bronca para os filhos. Segundo Içami Tiba, ela também passa a mensagem da “campanha da boa imagem”, quando a criança só tem que parecer educada para os outros. “O que os pais estão falando é um problema deles. As crianças não ligam para o que os outros estão vendo”, explica.

8. “Fica quieto!” 
No geral, as crianças tendem a atender ordens mais específicas. Quando escutam frases como esta, elas se confundem. “Ela não sabe se é para parar de falar, de pular ou de fazer o que está fazendo”, diz Dora Lorch. Os pais devem apontar exatamente o que eles gostariam que a criança fizesse.

9. “Limpe já seu quarto, senão você vai ficar de castigo” 
“Quando um adulto coloca um ‘senão’ do lado de suas ordens, isso quer dizer que ele não acredita muito nelas”, diz Dora Lorch. Isso demonstra que os próprios pais já estão negociando, o que faz com que as crianças não respeitem as ordens dadas. Os “senões” só podem aparecer quando a criança questionar muito. “Firmeza é dizer que não pode, e não poder mesmo”, resume Içami.

Tiba, Içami - “Disciplina: Limite na Medida Certa”

Postado por: Ana Claudia Foelkel Simões – Psicóloga
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Testes Psicológicos




Os testes psicológicos, são instrumentos de avaliação, que somente os psicólogos podem fazer uso.

Denuncie o exercício ilegal da profissão.

Exemplo: Digamos que você está sendo avaliado para algum cargo em processo seletivo, a recepcionista da agência de emprego ou da empresa, jamais poderá aplicar um teste e muito menos corrigi-lo. Caso isto ocorra com você, procure a delegacia mais próxima e denuncie, isto é crime. Se estiver inseguro e desconfiado, solicite o CRP (documento do conselho de classe) da pessoa que está aplicando o teste, entre em contato com o Conselho Regional de Psicologia do seu estado e peça informação sobre o cadastro daquela pessoa, se a mesma não tiver o CRP e nem cadastro no conselho, você pode escolher não ser avaliado e denunciar, pois esta pessoa estará exercendo ilegalmente a profissão.

Por Ana Cláudia Foelkel Simões

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dar limites aos filhos

O papel principal dos pais é dar limites, autoridade firme, mas sem autoritarismo.
Agir com autoridade é o papel principal dos pais na educação dos filhos. Até os sete anos de idade, a personalidade da criança continua em formação, e os pais são responsáveis por dar a primeira referência de respeito que ela levará para a vida adulta. 

Na prática, os pais exercem sua autoridade quando agem com convicção e firmeza, mas sem autoritarismo, sem bater ou descarregar o estresse e o mau humor nos filhos.
As crianças fazem birra, insistem e testam os limites dos pais. É natural, mas é preciso ter em mente que você é o parceiro mais experiente da relação e faz parte da educação colocar regras, impor limites e orientar os filhos sobre como se comportar. 



Repreenda a criança em particular e explique claramente qual o problema.

A hora de dar bronca pode ser um tormento para alguns pais.

Como chamar a atenção do filho de forma adequada e construtiva?

- Ao repreender seu filho, critique apenas um determinado comportamento e não a identidade dele como um todo. 

- Se, por exemplo, a criança foi mal em uma prova porque ficou muito tempo jogando videogame e não estudou o suficiente, chame-a para uma conversa – nunca na frente de outras pessoas – diga que ela teve uma conduta inadequada, explique como ela deveria ter agido e mostre as consequências do ato. 


- Jamais inicie o diálogo com gritos ou xingamentos. O xingamento repetido várias vezes acaba sendo “incorporado” pela criança, criando rótulos que não contribuem para o desenvolvimento e a formação da personalidade dela. O melhor jeito de corrigir uma atitude errada é explicar e mostrar para a criança qual é o jeito certo de fazer as coisas. 

Postado por: Ana Claudia Foelkel Simões – Psicóloga
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Vídeo sobre dificuldade de aprendizagem



Um documentário que explica sobre as dificuldades de aprendizagens, como: Dislexia, Dislalia, Discalculia.

Muito interessante, pois são as crianças relatando as suas dificuldades e as suas superações.

Um estímulo, uma motivação.

ORIENTAÇÃO VOCACIONAL - VOCÊ JÁ OUVIU FALAR, MAS SABE O QUE É?

Muito se tem falado em Orientação Vocacional e Profissional. No entanto, você sabe exatamente do que se trata? Para que serve? 



Existem diferentes práticas para realizar o processo. Uma delas é a prática do Psicólogo, cujo profissional está capacitado para realizar o trabalho, fazendo uso de testes psicológicos. 
A Orientação Vocacional é voltada para qualquer pessoa que, de alguma forma, esteja intrigada com a questão da escolha profissional. O mais comum, é a procura pelos jovens, no momento em que se deparam com a escolha da profissão, ou seja, quando estão vivenciando a fase pré-vestibular. Mas esta não é uma regra. 
Em outras situações, a Orientação Vocacional também pode ajudar pessoas que já escolheram alguma profissão, que já estejam cursando uma faculdade ou, ainda, que já estejam formados e atuando na área, inclusive. Mas, que, por algum motivo, sentem-se desconfortáveis com a escolha profissional feita até o momento.
O processo consta em “investigar” a pessoa, levando em conta traços da sua personalidade, áreas de interesse, conjunto de valores, potencial de suas capacidades cognitivas, habilidades já desenvolvidas, e potencial a ser desenvolvido, bem como, o nível de maturidade, para a escolha profissional (que engloba vários aspectos, entre eles, o conhecimento do mercado de trabalho). Todos estes “dados” são “levantados” através da aplicação de testes psicológicos, que devem ser utilizados e avaliados somente por psicólogos. 
Inicialmente, o profissional realiza uma “primeira entrevista”, para que possa conhecer um pouco mais da vida da pessoa, da sua história, de suas escolhas e, inclusive, dos motivos que o levaram a realizar a busca através deste processo, bem como suas expectativas. 
O processo ocorre em alguns encontros, em que as atividades ou a aplicação dos testes, são realizados, evitando, assim, o cansaço, uma vez que tais atividades requerem atenção e concentração. 
Ao término do processo, a pessoa recebe um relatório que deva constar todas as informações sobre ela, levantadas na investigação, contendo, inclusive, as sugestões de áreas profissionais, que vão de encontro com os dados levantados, ou seja, que atendam as características, interesses e habilidades da pessoa. 
No entanto, o processo não é um trabalho “determinista”, nem tão pouco “reducionista”. É um trabalho que tem, como prioridade, ajudar a pessoa a conhecer-se melhor, em termos de tomar consciência de suas habilidades, aptidões e tipos de interesses, bem como facilitar a tomada de decisão da escolha profissional, baseada nestes conhecimentos. Trata-se, portanto, de um trabalho que amplia a visão de si, apontando as habilidades, capacidades e competências, que muitas vezes são desconhecidas.
Pode ser comum que pessoas recorram à Orientação Vocacional com a expectativa de obter uma resposta precisa, de uma única área ou profissão. Este é um grande equívoco. Pois o profissional, capacitado para isto, deve deixar claro, desde o primeiro encontro, qual é a proposta do trabalho, ou seja, de ser um facilitador da escolha da profissão, uma vez que seus instrumentos propiciam o autoconhecimento. Portanto, a escolha propriamente dita cabe somente e apenas ao cliente. Pois não é raro que o resultado aponte para áreas profissionais distintas e variadas, visto que dependerá única e exclusivamente das habilidades e dos interesses de cada pessoa.
Para as pessoas que já escolheram uma profissão e, mesmo assim, sentem-se insatisfeitas com a escolha ou com a sua área de atuação, é possível realizar o trabalho. Nestas situações, é mais apropriado que usemos o termo Orientação Profissional ou de Carreiras. Pois, dentro da área já escolhida, são sugeridos outros seguimentos, podendo apontar inclusive, para áreas de especialização, tanto de estudo quanto de mercado, levando em conta o conjunto de interesses, de habilidade, e traços de sua personalidade. 
Enfim, passar por este processo é sempre um trabalho enriquecedor, uma vez que propicia o autoconhecimento e, não raro, muitas pessoas se redescobrem, tomando conhecimento de habilidades que, até então, eram desconhecidas.
Vale lembrar, que a palavra “vocação” vem do latim “vocatione” e significa chamado, tendência, aptidão (Michaelis). Portanto, em nossa cultura, prevalece a crença de que a escolha da profissão está relacionada com este chamado, com o “ouvir o coração”, até porque, passamos grande parte de nossas vidas, envolvidos com a profissão! Daí a grande importância em realizar esta escolha com assertividade, consciente de nossas competências, procurando realmente atender o chamado do coração! Este é, por enquanto, o caminho mais seguro que temos para evitar possíveis frustrações futuras.

Fonte: Histórias que Transformam (Ssmaia Abdul)
Postado por: Ana Claudia Foelkel Simões – Psicóloga

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Crianças na Cozinha

A alimentação de crianças que ajudam na cozinha é melhor, segundo estudo
Essa notícia só veio para confirmar minhas suspeitas! Quem tem crianças por perto (filhos, sobrinhos, netos…) muita atenção!
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Alberta, Canadá e publicada na famosa revista Public Health Nutrition aponta como melhor maneira de fazer as crianças consumirem alimentos saudáveis seria aproximando-as da cozinha seja fazendo-as cozinhar ou somente ajudando na preparação de pratos. A pesquisa envolveu estudantes da quinta série de 151 escolas de Alberta para verificar as experiências dos alunos com a escolha de alimentos e o preparo de pratos.
Quem disse que a cozinha não é lugar de criança?  macarrao
Yen Li Chu, da Escola da Saúde Pública da Universidade e um dos pesquisadores afirmou:
“Crianças que de fato gostam de frutas e verduras são as que também mais consomem esses alimentos e têm as melhores dietas. Esses dados mostram que estimular as crianças a se envolver na preparação dos alimentos pode ser uma medida efetiva para promover a alimentação saudável”.
Os dados obtidos ao questionar com que frequência ajudavam os pais na cozinha foi:  1/3 ajudavam ao menos uma vez ao dia; 1/3 auxiliava de uma a três vezes por semana;  1/4 afirmou cozinhar somente uma vez por mês e 12,4% não participavam de nenhuma forma no preparo da comida.
O que pôde ser observado foi que, quando questionadas se gostavam de frutas e verduras, no geral, a maioria disse preferir frutas a verduras, mas, dentro do grupo das que ajudavam na cozinha, foi observado que essas gostavam de ambos os grupos alimentares – a preferência por verduras, a propósito, foi 10% superior entres os que cozinhavam. Essas ainda disseram ter consciência da importância de se ter uma alimentação saudável.
Chu então confirma que de fato é importante manter uma relação próxima das crianças com a comida, mas aponta não só os pais como responsáveis por essa relação (apesar de serem os principais responsáveis), mas também a escola. Atividade bem interessante para eles se aproximarem mais dos alimentos e uma forma de ficarem mais com os pais.
As saídas que Chu aponta (que talvez ainda estejam um pouco distantes da realidade escolar brasileira) são:
“Você pode ter aulas de culinária ou clubes de culinária nos colégios que estimulem o consumo de frutas e verduras e ressalte a relevância de se fazer escolhas saudáveis em relação aos alimentos”.
Apesar da pesquisa ter sido realizada com alunos da quinta série, Paul Veugelers (outro dos autores do estudo) diz que teria efeito semelhante com alunos preste a ir para a faculdade. “Para muitos, ir para a universidade é também viver sozinho e ficar responsável pela própria dieta. Há lições para essas pessoas também, para que formem grupos e que se revezem na preparação e na escolha dos alimentos”, recomenda.
Portanto, o que podemos tirar é que é sempre interessante realizar uma aproximação das crianças com os alimentos de uma forma que desde cedo estes tenham uma noção da importância de se alimentar saudável. E depois qual a criança que não gosta de brincar com a comida, hein?
Aí vão algumas sugestões de receitas para preparar com a criançada:
1. Salada de Frutas em Cesta de Melancia Deitada
saladafrutas
2. Pãezinhos de Coco
paezinho
3. Suco Colorido
suco
 Crie você também, uma divertida e saudável alimentação, pra você e crianças. Sem dúvida uma experiência maravilhosa que passará a fazer parte de suas vidas.
Visitem o site Guloso e Saudável, você encontrará muitas dicas para criançada.
Postado por: Ana Claudia Foelkel Simões – Psicóloga
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Calcule o Peso das Crianças

Calcule o IMC de crianças acima de 2 anos 

Muitos pais se preocupam com o peso e a estatura de seu filho. Questionam-se se a massa corporal da criança está de acordo com a idade, se a alimentação está adequada, se é necessário o acompanhamento de um pediatra ou mesmo de um nutricionista. Pensando nisso, separei uma dica que irá ajudá-los com essas dúvidas.
O IMC (Índice de Massa Corporal) é uma ferramenta de triagem útil para avaliar o peso de uma pessoa, em relação à sua altura.
No entanto, é possível alguém ter um IMC elevado, devido ao grande volume de massa muscular, e não pelo excesso de gordura corporal.
Assim, o IMC precisa ser interpretado individualmente para cada criança.
Utilize a calculadora para descobrir o índice de massa corporal de seu filho:
Peso ÷ altura x altura
Por exemplo: Uma menina de 10 anos com peso de 40 Kg e altura de 72 cm
40 Kg ÷ 0,72 m x 0,72 m = 77,16
A conta que faremos é Peso ÷ (Altura²)
O IMC desta menina é: 77,16
Obesidade Grau I, deve-se procurar um médico.
Com as taxas de obesidade infantil e de adolescente subindo, o acompanhamento do IMC Infantil a partir de uma idade precoce ajuda os médicos a intervirem a tempo de fazer um impacto positivo sobre a saúde de seu filho. Por isso, é comum que o pediatra calcule o IMC da criança/adolescente a cada ano, geralmente, com o início na infância.
Valores de referência
IMC Baixo para idadeIMC adequado ou EutróficoSobrepesoObesidade
< Percentil 3≥ Percentil 3 e < Percentil 85≥ Percentil 85 e < Percentil 97≥ Percentil 9
Referência:
Duncan BB, Schmidt MI, Giugliani ERJ, organizadores. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseada em evidências. 3a Ed. Porto Alegre: Artmed Editora; 2004.
Fonte: Portal Telessaúde Brasil e BVS APS
Uma iniciativa do Ministério da Saúde e BIREME/OPAS/OMS em parceria com as instituições do Programa Nacional Telessaúde
Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga
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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Bullying

É exercido por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa.

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder. 


O bullying se divide em duas categorias:
a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos, e; 
b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.

O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.

As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.

O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.

Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

Fonte: Brasil Escola

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Discalculia

O que é Discalculia? - Dificuldade de aprender matemática.
Sinais de “mais”, “menos”, “maior”, subtrair, dividir, cálculo de porcentagem, pode parecer um bicho de sete cabeças? Em alguns casos, o problema não está na criança, e sim nos professores ou na metodologia da escola que não se adapta ao aluno. Muitos estudos mostram que o desenvolvimento da criança em termos quantitativos é adquirido gradativamente. Em outros casos, a dificuldade pode ser apenas da pessoa, tratando-se de um distúrbio conhecido como discalculia, e não de pura preguiça como alguns podem pensar. A discalculia é causada por má formação neurológica, que provoca dificuldade em aprender tudo o que está relacionado a números como: operações matemáticas; dificuldade em entender os conceitos e a aplicação da matemática; seguir sequências; classificar números… É importante esclarecer que, a discalculia não é causada por má escolarização, deficiência mental, déficits visuais ou auditivos ou qualquer ligação com níveis de QI.
A matemática é uma ferramenta essencial em nossas vidas, por isso a importância de diagnosticar a discalculia nos primeiros anos de vida. Quando não reconhecido a tempo, pode dificultar o desenvolvimento da criança, resultando no medo, comportamentos inadequados, agressividade, apatia e até o desinteresse. 
Existem seis subtipos para a discalculia: 
-Verbal: resistência em nomear números, termos e símbolos;
-Léxica: problemas para ler os símbolos matemáticos;
-Practognóstica: dificuldade para enumerar, comparar e/ou manipular objetos ou imagens matemáticas;
-Gráfica: dificuldade em escrever símbolos matemáticos;
-Operacional: resistência para executar operações e cálculo numéricos;
-Ideognóstica: dificuldade para mentalizar as operações e para compreender os conceitos matemáticos.
Para o professor diagnosticar a discalculia em seu aluno, é fundamental observar a trajetória da aprendizagem dele. Ficar atento se, com frequência, os símbolos são escritos incorretamente, se há incapacidade em operar com quantidades numéricas, se não reconhece os sinais das operações. Dificuldade na leitura dos números e em mentalizar as contas também são sinais da dislexia. É importante que o professor realize atividades específicas, sem isolá-lo do restante da turma. É regressivo ao tratamento de discalculia ressaltar as dificuldades, diferenciando o aluno dos demais colegas; mostrar-se impaciente, interromper ou tentar adivinhar o que a criança quer dizer; corrigir o aluno frequentemente diante da turma; ignorá-lo; forçá-lo a fazer as lições quando nervoso por não ter conseguido. Uma dica é propor jogos em sala e usar situações concretas nos problemas matemáticos. 
O psicopedagogo e o psicólogo são indicados ao tratamento da discalculia, que deve ser feito em parceria com a escola e com os familiares. Esses profissionais ajudam com relação à autoestima e valoriza as atividades realizadas. Também vão descobrir o processo de aprendizagem da criança através de instrumentos que irão ajudá-la no entendimento. Os jogos ajudam com as habilidades psicomotoras e espaciais, na contagem.
Já um neurologista irá confirmar, através de exames, a dificuldade específica do paciente, e encaminhá-lo para o tratamento ideal. É importante detectar as áreas do cérebro afetadas. A maioria das crianças pode não gostar de contas, achar chata e difícil. Mas é importante diferenciar a inadaptação do aluno ao ensino da escola, ou ao professor, do distúrbio que provoca dificuldade com os números. 
Caso a pessoa esteja se desenvolvendo normalmente em outras disciplinas, procure um especialista que possa tirar a dúvida e, dependendo, começar o tratamento, pois, quanto antes for descoberto, menor o prejuízo para a criança e melhor ela se adaptará com as questões do cotidiano, relacionamento, autoconfiança, poder de decisão.
Fonte: www.centropsicopedagogicoapoio.com.br
Postado por: Ana Claudia Foelkel Simões
Psicóloga e Terapeuta
(11) 972733-3448

Dislalia

O que é Dislalia ? - Um distúrbio na fala. 

O personagem de Maurício de Sousa, o Cebolinha, conhecido por trocar a letra “R” por “L”, além de roubar o coelhinho da Mônica. Esse é um caso clássico de Dislalia, um distúrbio de fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras e pela má pronunciação, seja omitindo, acrescentando, trocando ou distorcendo os fonemas. 
Podemos citar alguns casos: a troca de “bola” por “póla”; de “porta” por “poita”; de “preto” por “peto”; de “tomei” por “omei”; de “barata” por “balata”; de “atlântico” por “atelântico”. 
Outro exemplo comum envolve a pronuncia do “K” e do “G”: “ato” ao invés de “gato”; “ma a o” no lugar de “macaco”. 

As trocas mais comuns são:
- P por B;
- F por V;
- T por D;
- R por L;
- F por S;
- J por Z;
- X por S.
Até os quatro anos, o erro em pronunciar as palavras é considerado normal, mas, após essa idade, continuar falando mal pode acarretar sérios problemas, inclusive na escrita. Uma opção é fazer o trabalho preventivo à alfabetização, evitando dificuldades escolares. Possivelmente ocorra a estimulação do distúrbio caso a criança use chupeta, mame mamadeira ou chupe dedo por tempo prolongado, causando flacidez muscular e postura indevida da língua.
Vale ressaltar algumas dicas para não ajudar a desenvolver esse distúrbio. Em muitos casos, os tios, avós, pais, enfim, acham graça quando a criança fala de forma errada como “biito” (bonito), “tebisão” (televisão), “Tota-Tola” (Coca-cola)… Mas é importante não achar fofo e sempre corrigi-la. Falar certo diante da criança, para que ela cresça sabendo e se habituando ao correto. O professor deve articular bem a palavra, fazendo com que os fonemas estejam claros. Ao perceber em sala de aula que um determinado aluno não está pronunciando bem, deve procurar os pais e comunicá-los. E, como a fala é um ato motor elaborado, troque informações com os professores de educação física, que observam melhor o desenvolvimento psicomotor do aluno. O professor deve tomar muito cuidado na hora da correção, para o aluno não se sentir inferiorizado, por isso a necessidade e importância do fonoaudiólogo no tratamento. 
Dislalia está subdividida em quatro tipos:
-  Evolutiva: considerada normal em crianças e corrigida gradativamente durante o desenvolvimento;
- Funcional: quando ocorre a substituição ou eliminação das letras durante a fala e/ou distorção do som;
- Audiógena: acontece em indivíduos com deficiência auditiva, pois não consegue imitar os sons.
- Orgânica: ocorre em casos de lesão no encéfalo, o que impossibilita a pronuncia correta, ou quando há alteração na boca.
Cada caso exige um procedimento particular para o tratamento da dislalia, mas o trabalho do fonoaudiólogo sobre a falha e dificuldade é indiscutível.  A criança será trabalhada e estimulada para desenvolver algumas competências como a sensação e a capacidade de sentir os sons; percepção, ou seja, a aptidão para reconhecer o som; e a elaboração, que é a capacidade de reflexão sobre os sons percebidos. A partir daí, falamos da autoconfiança, bom relacionamento, crescimento pessoal… Acredite! A dislalia tem tratamento, e, para isso, uma equipe interdisciplinar de profissionais baseado em psicopedagogo, fonoaudiólogo, psicólogo entre outros, tem muita importância para o resultado positivo.
Fonte: www.centropsicopedagocicoapoio.com.br
Postado por: Ana Claudia Foelkel Simões