segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Meu filho me enfrenta!

Ao chegar à adolescência o jovem começa a questionar valores e até mesmo as ordens e obrigações que lhe são impostas. O pai ou a mãe que estava acostumada com aquela criança que obedecia com facilidade, que talvez fizesse alguns protestos, batia o pé, mas por fim obedecia, com certeza irão se assustar e até se intimidar diante de um projeto de adulto que tenta se impor diante deles. Tenha a clareza que isso não ocorre só na sua casa isso, é algo natural e saudável quando dentro de um limite. Na vida adulta temos que enfrentar muitas dificuldades e adversários mais fortes do que nós. Dessa forma, para o adolescente enfrentar os pais é como treino para enfrentar o mundo. 
Isso não quer dizer que você deva ceder a todas as vontades e desmandes do adolescente, pelo contrário o mundo não é assim. Alem disso, sendo o adolescente imaturo e inexperiente, suas vontades podem colocá-lo em situações de risco e você como guardião (ã) legal tem obrigação de protegê-lo. 

O que fazer então? 
- É necessário que você mantenha a firmeza e a convicção do que você está falando, para isso você precisa estar certo de que o que você está a falar é realmente verdade e é o melhor para o adolescente. Essa certeza se adquire através da reflexão sobre o tema. Exemplo: se você não quer que seu filho (a) chegue tarde em casa, pense em todos os motivos que tem para isso: 

  • ·         A criminalidade das ruas
  • ·         A truculência da policia
  • ·         Más companhias...


Junte todos os argumentos possíveis ao seu favor, pois com certeza o seu filho (a) já fez isso antes de você, e até deve ter se “consultado” com um amigo mais experiente no assunto. Converse com outras pessoas sobre esse assunto com o seu cônjuge, professores do seu (sua) filho (a), vizinhos, pais dos amigos dele (a), se possível converse com um psicólogo. 

Não se intimide! 

- Ao falar “grosso”, gritar ou dizer que as “coisas mudaram” o adolescente está querendo vencer pelo terror, mostrar que não precisa mais de você ou que suas ideias estão ultrapassadas, coisas que nem eles acreditam de fato. É preferível que evite discutir no momento da raiva (discutir com criança não dá não é?) retome o diálogo quando o (a) adolescente estiver mais calmo.  

Fonte: César Borella

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga
(11) 97273-3448

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Transtorno do Estresse Pós-Traumático

O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em decorrência de o portador ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que, em geral, representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando se recorda do fato, ele revive o episódio, como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento que o agente estressor provocou. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.
Aproximadamente entre 15% e 20% das pessoas que, de alguma forma, estiveram envolvidas em casos de violência urbana, agressão física, abuso sexual, terrorismo, tortura, assalto, sequestro, acidentes, guerra, catástrofes naturais ou provocadas, desenvolvem esse tipo de transtorno. No entanto, a maioria só procura ajuda dois anos depois das primeiras crises.
Recente pesquisa desenvolvida pela UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e por outras universidades brasileiras, em parceria com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, levantou a hipótese de a causa do transtorno estar no desequilíbrio dos níveis de cortisol ou na redução de 8% a 10% do córtex pré-frontal e do hipocampo, áreas localizadas no cérebro.
Sintomas 

Os sintomas podem manifestar-se em qualquer faixa de idade e levar meses ou anos para aparecer. Eles costumam ser agrupados em três categorias:
a) Reexperiência traumática: pensamentos recorrentes e intrusivos que remetem à lembrança do trauma, flashbacks, pesadelos;
b) Esquiva e isolamento social:  a pessoa foge de situações, contatos e atividades que possam reavivar as lembranças dolorosas do trauma;
c) Hiperexcitabilidade psíquica e  psicomotora: taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância.
É comum o paciente desenvolver comorbidades associadas ao TEPT.
Diagnóstico
O DSM-IV (Manual de Diagnóstico dos Distúrbios Mentais) e o CID-10 (Classificação Internacional das Doenças) estabeleceram os critérios para o diagnóstico do transtorno do estresse pós-traumático.
O primeiro requisito é identificar o evento traumático (agente estressor), que tenha representado ameaça à vida do portador do distúrbio ou de uma pessoa querida e perante o qual se sentiu impotente para esboçar qualquer reação. Os outros levam em conta os sintomas característicos do TEPT.
Tratamento
São opções de tratamento a psicoterapia e a indicação de medicamentos ansiolíticos, quando necessários.
Recomendações
* Preste atenção: o número de diagnósticos de transtorno do estresse pós-traumático tem aumentado nas últimas décadas. Procure assistência médica e psicológica, se apresentar sintomas que possam ser atribuídos a esse distúrbio da ansiedade;
* Lembre-se de que a ocorrência de um agente estressor não significa que a pessoa vai desenvolver TEPT: algumas são mais vulneráveis e predispostas;
* Não subestime os sintomas do transtorno em crianças e idosos depois de terem vivenciado situações traumáticas.
Fonte: drauziovarella.com.br
Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga (11) 97273-3448

domingo, 8 de junho de 2014

Depressão na Infância e na Adolescência

Recente levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstra que, em todo o planeta, 20% das crianças e dos adolescentes apresentam sintomas de depressão, como irritabilidade ou apatia e desânimo. Os dados referentes ao Brasil sugerem que esse tipo de distúrbio se faz presente entre 8% e 12% da população infanto-juvenil.
É um número preocupante. Saber lidar com essa problemática, que jamais esteve restrita a adultos e idosos, é providência urgente para pais e educadores.
É muito importante lembrar que os transtornos afetivos na infância e na adolescência são de causa multifatorial, ou seja, diversos fatores podem causar a depressão: genéticos, ambientais, entre outros.
DIFERENÇA COMPORTAMENTAL
O que dificulta, de certa maneira, pais e educadores perceberem que o filho ou o educando está deprimido é o comportamento entre as faixas etárias: Diferentemente dos adultos, as crianças não ficam deprimidas o tempo inteiro. Às vezes, os pais deixam de levar o filho para uma avaliação psicológica, porque em algum momento do dia ele se divertiu. E isso não significa que não esteja deprimido. 
É preciso, também, muito cuidado com os sintomas de ideação de morte, quando vêm à mente ideias suicidas. Quando você está diante de uma criança deprimida com esses sintomas, é muito importante uma avaliação médica e um tratamento psicológico. Em alguns casos, dependendo da gravidade, recorrer a tratamento farmacológico.
PREVENÇÃO
Existem algumas atitudes que podem ajudar a prevenir a depressão nas crianças: “Além de um acompanhamento pediátrico, cuidar das horas de sono e da alimentação, um ambiente familiar estruturado é fundamental. Outra coisa importante é uma escola que favoreça o desenvolvimento da criança, que consiga identificar as reais potencialidades dela. Então, saúde, bem-estar, ambientes familiar e escolar favoráveis, prestar atenção também em questões genéticas contribuem, e muito, para se prevenir a depressão infantil”.
Na adolescência
Muitos jovens, tem apresentado cada vez mais quadros depressivos. Sendo a Depressão uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Todas as pessoas, homens e mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser acometidos, porém mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens.

Muitas vezes, os adolescentes vêm a público – por exemplo, através das redes sociais – falar (ou escrever) sobre os seus pensamentos mais negativos. Estes sinais devem ser levados a sério, e não ignorados. Estes são pedidos de socorro que exigem respostas antes que seja tarde demais.

O desespero e a rejeição estão quase sempre por trás de jovens em conflitos. Existem problemas específicos que podem levar a esta situação. Por exemplo, os adolescentes homossexuais são muito mais vulneráveis a tentar o suicídio do que os adolescentes heterossexuais. Para outros, são as dúvidas e as pressões que acarretam um preço demasiado elevado. É particularmente difícil para um adolescente ser confrontado com problemas que estão fora do seu controle, como o divórcio dos pais, o abuso físico ou sexual, a exposição à violência doméstica, o alcoolismo ou o abuso de outras substâncias.

Falta mais envolvimento, menos preconceito, mais amor, mais comprometimento e interesse nos jovens. Dentre as diversas formas de tratamento, hoje sabe-se que a terapia familiar é particularmente eficaz na redução dos pensamentos suicidas e dos sinais clínicos de depressão na adolescência. A maioria dos modelos de tratamento incide sobre o trabalho individual com os adolescentes, ajudando-os a aprender novas estratégias de enfrentamento e resolução de problemas. Mas o caos e os conflitos familiares podem contribuir para o suicídio dos jovens, tanto quanto o amor da família, a confiança e a comunicação clara podem reduzir os pensamentos suicidas.

Muitos casos a família deixa-o, desistindo, desanimando, empurrando-o para o submundo das drogas, desacreditando da sua coragem e capacidade de lutar.

Se, por um lado, é verdade que muitos dos nossos medos e vulnerabilidades têm origem na infância, por outro lado, são raras as tentativas de suicídio nessa fase. É na adolescência que nos confrontamos, de forma séria e mais estruturada, com a angústia e com o medo. Mas este é também um período turbulento, em que as mudanças físicas e emocionais se cruzam com inquietações que nos forçam a amadurecer. Trata-se de uma transição difícil para alguns, levando por vezes à confusão, ao isolamento e à ideação suicida.

Na maioria dos casos, a tentativa de suicídio ocorre na sequência de um estado depressivo, mas a verdade é que quase metade dos jovens entre os 14 e os 15 anos afirmam sentir alguns sintomas de depressão, pelo que, como se compreende, pode ser difícil reconhecer a dimensão do problema. Ainda assim, é possível prevenir o suicídio na adolescência, é possível estar atento a sinais e fatores de risco:
• Isolamento em relação à família e aos amigos / colegas;
• Perda de interesse em atividades anteriormente tidas como agradáveis;
• Dificuldades de concentração;
• Negligência da aparência pessoal;
• Alterações drásticas de comportamento;
• Tristeza e desespero;
• Mudanças nos hábitos alimentares (e/ ou mudanças significativas de peso);
• Perturbações do sono;
• Baixa auto-estima e/ ou comentários auto-depreciativos.



Além da obviedade em relação à urgência de ser acompanhado clinicamente, é essencial que o adolescente perceba que há pessoas que se preocupam com os seus problemas, que se importam e que estão disponíveis para conversar. Isso implica ouvi-lo sem fazer juízos de valor sobre os seus sentimentos. É importante transmitir a mensagem de que há SEMPRE soluções para os problemas, ou outra forma, que não o suicídio, para lidar com eles. Dar oportunidade para que o adolescente se abra, fale sobre as suas emoções, ajudá-lo-á a sentir-se menos só, menos desesperado.

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga
(11) 97273-3448 / (11) 96829-7684

sábado, 26 de abril de 2014

Psicóloga explica as razões da síndrome da alienação parental




A Síndrome da Alienação Parental (SAP),  também conhecida pela sigla em inglês PAS, foi proposta em 1985 pelo médico psiquiatra americano Richard Gardner. Sem pretender esgotar o assunto, esta síndrome é definida como um processo que consiste em programar uma criança para que odeie ou recuse um de seus genitores sem justificativa. Quando a Síndrome está presente, a criança dá sua própria contribuição na campanha para desmoralizar o genitor alienado (GARDNER2 e GARDNER3, §1).

Por certo que quando a síndrome esta presente, a criança passa a recusar a companhia do genitor alienado e com isso temos a quebra da relação do filho com este genitor. É este o objetivo do genitor alienador: acabar com a relação entre  o filho e o genitor alienado.

Por sua vez, a alienação parental é todo o ato que visa de qualquer forma afastar a criança da convivência com o seu genitor, não sendo necessário que a criança repudie o genitor alienado, bastando que o filho se afaste deste genitor para caracterizar a alienação parental. Por certo que os atos de alienação parental podem ocasionar a instalação da síndrome da
alienação parental.

Pela potencialidade que os atos de alienação parental tem em se transformar em síndrome, que a lei 12318/10, aprovada recentemente no Brasil, visa coibir todo e qualquer ato de alienação parental, para evitarmos desta forma que a síndrome se instale. 

Então, de acordo com a lei 12318/10, não é necessário que a criança passe a recusar a companhia do genitor alienado, para se utilizar referida lei.  O que esta lei visa é o de inibir a instalação da síndrome e sendo assim, "Caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor (art. 6)", a lei deve ser utilizada com rigor, inibindo todo e qualquer ato que visa afastar a criança da convivência sadia com os seus genitores.

Conforme está definido no artigo 3 da lei 12318/10, "A prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda", demonstrando que o objetivo da lei é preservar a higidez psicológica da criança com prioridade.

Fontes: 
http://www.sandravilela.adv.br  
http://www.youtube.com

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões

sexta-feira, 28 de março de 2014

Nova Parceria - Home Angels



A Foelkel Psicologia, fecha nova parceria com a empresa Home Angels, que visa o cuidado, carinho, respeito e dedicação ao ser humano.

Para a psicologia, o trabalho de cuidador se assemelha ao de AT (Acompanhante Terapêutico) e os cuidados no atendimento ao paciente, se estende em orientação a família, para que todos tenham uma boa integração familiar, estruturada e funcional.

O cuidador também é orientado e supervisionado referente ao trabalho que está sendo desenvolvido, visando qualidade de vida e bem-estar da pessoa cuidada.


A Home Angels é responsável por encaminhar cuidadores de pessoas para atendimento de acompanhamento rápido, seguro, confiável e, principalmente humano. Os serviços são prestados na residência dos clientes, para que não precisem sair do conforto de seus lares. Os cuidadores Home Angels trabalham de forma especializada, zelando pelo bem estar e saúde da pessoa assistida. Desempenham a função de acompanhante e assistente na realização de rotinas de higiene pessoal, alimentação, administração de medicamentos, atividades de educação, cultura, recreação e lazer. Estando atento a qualquer fator que possa ocasionar um acidente domiciliar, observando necessidade de adequação do mobiliário para prevenção de quedas.

A Home Angels busca sempre a melhoria na qualidade de vida da pessoa cuidada em relação a si, a sua família e a sociedade. Os procedimentos de saúde e administração de medicamentos sempre são orientados por profissional de saúde habilitado responsável por sua prescrição. 

Seja para cuidados temporários ou permanentes, nossos profissionais são preparados, treinados e comprometidos com nossa missão de tornar a vida mais fácil para nossos clientes.
Oferecemos: Visita e avaliação gratuita, planos de cuidado específicos para cada necessidade, atendimento individual, disponibilidade imediata, horários flexíveis, acompanhamento do atendimento através da supervisão constante, reunião para avaliação dos resultados, profissionais especializados em cuidados, melhor custo-benefício do mercado.

Fonte: http://homeangels.com.br/
Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga
(11) 97273-3448


segunda-feira, 10 de março de 2014

Distimia - A doença da atualidade

A apatia pode estar camuflando uma doença conhecida como Distimia, que é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves. Diferente da "depressão maior" que paralisa e pode levar até a morte, a pessoa com distimia continua tocando a vida, sempre com um incômodo que a impede de desfrutá-la plenamente. O indivíduo com distimia não consegue demonstrar entusiasmo com nada, é retraído e enxerga quase sempre o lado negativo das coisas. 

Geralmente o distímico não enxerga a sua condição, pois com o tempo incorporou esses traços negativos à sua personalidade e passou a achar que a vida é mesmo uma chatice. Por isso, são muito resistentes à ideia de que estão adoecidos.


A distimia é uma doença e não deve ser subestimada, pois quem a possui, pode desenvolver quadros depressivos graves. Devido seu desconhecimento, quem possui distimia costuma procurar ajuda só quando ela já evoluiu para um quadro depressivo grave. 



A distimia pode ser tratada com a ajuda de medicamento antidepressivo prescrito por um Psiquiatra, associado à Psicoterapia. Enquanto o medicamento atua corrigindo o desequilíbrio químico dos neurotransmissores responsáveis pelo humor, a Psicoterapia leva o indivíduo a vivenciar suas aflições, ajuda a reconfigurar sua vida pelo resgate da sua autonomia, possibilitando assim a experiência de sentir prazer novamente.

Por: Pedro Leite Machado


Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Adulto e Infantil (11) 97273-3448

quarta-feira, 5 de março de 2014

Reflexão: "O significado do SER"



Para refletir...

Convido à todos, a refletirem sobre este vídeo do Pe. Fábio de Melo. 
Refletir sobre o significado do SER, livre de raça, credo, idade, sexo, simplesmente refletir sobre o SER humano.
Perdemos muito tempo em nossas vidas, preocupados com a aparência, com as futilidades do dia-a-dia, que nos esquecemos de olhar para as pessoas que nos amam e que estão ao nosso lado em todos os momentos, em todos os tropeços, em todas as vitórias. Esquecemos muitas vezes da nossa essência, para sermos o que julgamos ser necessário, para ser aceito, para ser admirado e notado.

Qual a real importância de tudo isso para você???

Se sentir vontade, deixe seu comentário.




Brincar é Preciso

- Poucas coisas terão tanta importância para o desenvolvimento de uma criança, como o ato de brincar.


Podemos ser levados a pensar que o jogo não passa de um modo de passar o tempo, mas é inequivocamente, muito mais que isso. O jogo surge-nos como a mais espontânea atividade infantil, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento das diversas facetas da personalidade.
A função do jogo é autoeducativa. É através dele que a criança cresce e evolui para a adolescência e para a maturidade.

- Psicomotricidade e atividade intelectual

O brinquedo favorece o gesto, a coordenação de movimentos e o controlo. Ao jogar (bolinha de gude), por exemplo, as crianças tentam adquirir alguma precisão ao nível do toque, para que não percam. Esta precisão é de extrema importância para a coordenação motora.

Ao mesmo tempo, a atração pela cor ou pela forma, a sua correta utilização e, em alguns jogos didáticos, a possibilidade de seriação (do maior para o menor; encaixes de cores e tamanhos distintos), permite favorecer o desenvolvimento de formas de pensamento cada vez mais complexas.

A criança aprende a conhecer, armazena dados na memória e estuda a relação causa-efeito. Deste modo encontra novas estratégias para solucionar problemas e aprende a controlar emoções. 


- Segurança e afeto

O brinquedo assume nesta área um significado muito forte. Movido por forças mágicas, permite um tipo de relação afetiva cujo efeito pode ser muito tranquilizador. Todos nós conhecemos crianças que dormem agarradas a bonecos de pelúcia, porque estes lhes transmitem segurança e afeto.

Substitui-se, simbolicamente, a mãe e, deste modo, consegue-se reencontrar um equilíbrio interno. A intensidade da relação estabelecida entre as crianças e os brinquedos, pelo significado aliado à possibilidade de descarregar emoções/sentimentos, funciona muitas vezes como processo espontâneo de psicoterapia.


A criança atira o boneco ao ar, bate-lhe, arranca-lhe os cabelos, como forma de expandir uma raiva interior que seria muito nociva se continuasse a ser interiorizada. Os pais preocupam-se quando a criança está brincando com um amiguinho e diz frases do tipo “te matei”, “vou te dar um tiro”, mas estes momentos são de extrema importância porque assim pode estar arrumando  internamente conflitos que existem dentro de si.

Não nos podemos esquecer de transmitir às crianças a ideia de que o mundo que nos cerca é pleno de coisas boas. Existem fadas e príncipes, mas também bruxas e madrastas.

Este é um momento em que a sua agressividade é expandida e exorciza as coisas más que existem dentro dela. Se a criança puder encarnar o lobo mau, mas também o chapeuzinho vermelho, irá ter possibilidades de se tornar um adulto equilibrado que, perante as situações adversas saberá encontrar soluções sensatas.

- Aprender regras

Ao partilhar com os outros as diversas atividades lúdicas, a ter necessidade de respeitar regras, assumir de diversos papeis e respeitar os participantes no jogo. A criança adquire assim regras do comportamento humano e elabora o seu próprio processo de socialização.

Deste modo, percebe que existe o outro e que existem leis que é preciso respeitar para que as coisas corram bem. “Agora é a minha vez”, “ganhei e você  perdeu” “eu estou na sua frente com três pontos”, tudo isto transmite à criança a ideia de que é necessário respeitar os outros para que seja possível manter uma boa convivência.

- Educar através do jogo

Também na educação, o brincar ocupa um espaço vital. As crianças pequenas, aprendem muito melhor quando associam o ato de aprender ao prazer do jogo. Se só transmitirmos a ideia, elas não vão aprender tão facilmente como se a associarmos a um jogo.

Aí o conceito vai ser imediatamente absorvido. Esta questão é fundamental, porque podem-se fazer imensos trabalhos com crianças, usando o jogo como instrumento. Por exemplo, a educação ambiental tem passado muito por programas em que o jogo tem o papel fundamental.

Ensinar as crianças a aproveitarem a sucata e com ela construírem os seus brinquedos é extremamente fácil, porque imediatamente uma rolha se transforma num extraterrestre e uma garrafa numa nave espacial.

Para ela representa isso mesmo e livra-se das limitações dos brinquedos já pontos e feitos em série. Apresentar vários materiais é estimular a imaginação. É sempre preferível os jogos de construção ou então brinquedos muito simples – bonecas de trapo, por exemplo.

As crianças perdem rapidamente o interesse por brinquedos sofisticados, uma vez que a sua utilização os esgota com rapidez.

Os bebés apreciam cores e sons

Quanto mais intimidade estiver com a criança, mais os pais conseguem saber o que mais lhe agrada. A cor, textura, versatilidade e simplicidade, são fatores importantes na escolha do brinquedo.

Além disso, tem que se ter sempre presente a idade da criança que se for muito pequena, irá ter tendência para levar tudo á boca e os perigos com os brinquedos que possuam elementos pequenos, aumentam.

Se bem que as crianças já demonstrem interesse pelo jogo antes dos três anos, o fato é que é depois desta idade que tudo assume outra forma. Nos primeiro três meses, os brinquedos sonoros são os mais apreciados. O movimento, o colorido dos mobiles, a música das caixinhas, os bonecos de pelúcia, são os preferidos.

- Jogos de faz-de-conta

Por volta dos 2 anos, surgem os jogos simbólicos. Deste modo a criança consegue realizar os seus desejos e resolver os seus conflitos por intermédio dos brinquedos. É chegada a altura de sentar no chão e deixá-lo brincar livremente.

Brinquedos simples e coloridos, favorecem a imaginação e são os mais apreciados. Jogos de encaixe, legos de peças grandes, bonecas de trapo. Por volta dos cinco anos, surge o “faz-de-conta”, a oscilação entre o mundo interior e o mundo exterior permite o assumir de papeis diferentes e o trabalhar da personalidade.

Fonte: Portal da Criança

Por: Teresa Paula Marques 

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga
(11) 97273-3448

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Acondroplasia

Acondroplasia é o tipo mais comum de nanismo, em que os braços da criança e as pernas são mais curtas em proporção ao comprimento do corpo. A cabeça é grande e muitas vezes o tronco é o tamanho normal. A altura média dos homens adultos com acondroplasia é de 150 cm e a altura média das mulheres adultas com acondroplasia é de 140 cm.
A seguir estão os sintomas mais comuns da acondroplasia. Mas cada criança pode experimentar sintomas de forma diferente;
  • Membros encurtados e curvos, com os braços e coxas mais reduzidas do que os antebraços e pernas. Pés planos pequenos e largos;
  • Tamanho da cabeça grande com testa proeminente e uma ponte nasal achatada;
  • Dentes apinhados ou desalinhados;
  • Parte inferior da coluna curvada – uma condição também chamada de lordose que pode levar à cifose, ou o desenvolvimento de uma corcova pequena perto dos ombros que geralmente desaparece depois que a criança começa a andar;
  • Tônus muscular baixo e as articulações soltas;
  • Frequentes infecções no ouvido médio que pode levar à perda auditiva;
  • Inteligência normal;
  • Retardo em marcos de desenvolvimento, como caminhar (que pode ocorrer entre 18 a 24 meses em vez de cerca de um ano de idade);
Em alguns casos, a criança herda a acondroplasia de um dos pais com o transtorno, mas a maioria dos casos – cerca de 80 % – são causados por uma nova mutação na família. Isso significa que os pais são de estatura média e não têm o gene anormal.
No entanto, a pessoa com acondroplasia tem uma probabilidade de 50%, para passar o gene para uma criança, resultando na condição. Se ambos os pais têm acondroplasia, há uma chance de 50% de ter um filho com acondroplasia. Uma chance de 25 % que a criança não herdará o gene e ser de estatura média, e uma chance de 25 % que a criança vai herdar um gene anormal de cada um dos pais, o que pode levar a graves problemas esqueléticos que muitas vezes resultam em morte precoce.
Pais que são mais velhos do que 45 anos ter filhos tem possibilidade maior de ter filhos com determinadas doenças genéticas, incluindo acondroplasia.
Quais são as repercussões sociais da acondroplasia?
Em virtude de sua dismorfia corporal, os portadores dessa condição geralmente sofrem de preconceito da sociedade, além de serem esquecidos por ela, que não lhes propicia facilidades de acesso a bens públicos como, por exemplo, telefones, banheiros, caixas de bancos, degraus, corrimãos, balcões, prateleiras, meios de transporte, etc.
Como tratar a acondroplasia?
A acondroplasia pode responder, embora pobremente, aos hormônios do crescimento. Pode-se tentar também técnicas de alongamento ósseo, utilizadas pelos ortopedistas, mas outros especialistas devem ser também consultados, para avaliarem suas possíveis repercussões.
Como evolui a acondroplasia?
Esses pacientes podem sofrer hidrocefalia, deformidades ósseas, infecções recorrentes, problemas respiratórios e dentários e obesidade.
Quando a doença vem acompanhada de problemas de desenvolvimento de vários órgãos pode levar à morte antes do primeiro ano de vida. Se o defeito for apenas o crescimento dos ossos longos, a esperança de vida desses pacientes é igual à da população geral.

Fonte: www.hospitalinfantilsabara.org.br
Postado por: Ana Claudia Foelkel Simões – Psicóloga
(11) 97273-3448   ou   (11) 96829-7684

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Entrevista concedida ao Jornal de Jundiaí

26/01/2014 - Jornal de Jundiaí

PROFISSÕES

Escolha deve ser espontânea, diz psicóloga

O início de uma rotina intensa de estudos no 1º ano do Ensino Médio para alcançar um objetivo profissional em um futuro que parece estar distante para alguns já é parte da realidade de boa parte dos adolescentes e visto por especialistas como um processo natural, em meio a um mundo moderno e competitivo, que exige cada dia mais daqueles que entram no mercado de trabalho.
Para a psicóloga e orientadora vocacional Ana Cláudia Foelkel Simões, a tecnologia acelerou ainda mais esse processo e, atualmente, a precocidade é cada dia mais latente. "Eles não têm paciência para aprender com calma, apenas dentro da sala de aula, e são muito curiosos. Se estão com uma dúvida, entram na internet pelos celulares e procuram imediatamente".
Ela afirma que a decisão precoce de uma carreira é benéfica, desde que seja feita de forma espontânea. "Se o pai impor uma área para o adolescente e este não se sentir bem, mas se formar, será um péssimo profissonal. Ou então, ele não será feliz".
E antes mesmo do vestibular para as universidades, os adolescentes já começam a pensar em carreiras profissionais. Fábio Ferreira Rodrigues, coordenador do ensino médio e pré-vestibular do colégio Domus Sapiens, de Jundiaí, conta que os alunos passam por uma mudança entre o 8º e o 9º ano, antes dos processos seletivos das Escolas Técnicas. "Um curso técnico, além da escola, é o primeiro caminho para a escolha da profissão".
O pedagogo diz ainda que atualmente as escolas têm todo um aparato para que, durante o ensino médio, os alunos possam ter certeza da escolha ou mudar de opção. "Durante todo o ensino médio, o aluno passa por entrevistas com orientadores vocacionais para discutir a melhor área do futuro. Cada aluno passa por conversas com coordenadores e professores que orientam a descobrir quais matérias mais gostam e em quais profissões elas se encaixam", diz.
Para Armando Scavacini, diretor pedagógico do Colégio Objetivo, o importante é dar a infraestrutura necessária para que o aluno chegue ao seu objetivo. "O colégio disponibiliza aulas extras, um plantão de dúvidas, aulas sobre atualidades e um programa de orientação desde o 1º ano do ensino médio".



Por: Leonardo Formagin, do Portal JJ

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Crianças Dependentes, Adultos Inseguros


Pais tolerantes demais e muito apegados aos filhos são incapazes de prepará-los para o futuro. 
Não creio seja verdadeira a afirmação de que estamos em permanente evolução. Isso nos passa uma ideia positiva e fatalista, como se o futuro sempre fosse melhor. Do ponto de vista de nossa caminhada em direção à independência, penso que os últimos passos foram para trás, isto é, estamos formando uma geração de pessoas mais inseguras e dependentes do que nós fomos. As crianças são superprotegidas e dispõem, devido aos avanços tecnológicos, de uma série de facilidades inimagináveis na nossa infância.
No entanto, as condições de meninos e meninas melhoraram também em virtude da criação da psicologia moderna. Aprendemos com a psicanálise a considerar os primeiros anos de vida como um período especialmente importante para a formação da personalidade.

Aprendemos a entender — pelo menos a tentar entender — o funcionamento da razão e de como as emoções se manifestam nas crianças e nos adolescentes. Aprendemos a valorizar suas dores e a dar mais ouvido às suas necessidades.

Essa preocupação foi, sem dúvida, positiva. Infelizmente, há o outro lado da moeda. Os adultos passaram a ter muito medo de agir com energia e disciplina em relação aos filhos. Ficaram com receio de traumatizá-los, de impor a eles "marcas irreversíveis" que lhes causariam limitações posteriores. A noção de trauma, que só deveria ser aplicada a acontecimentos muito dramáticos, se estendeu para todo tipo de procedimentos repressivos necessários ao aprendizado do ser humano. A psicologia — que tanto nos ensinou sobre a vida interior das crianças — deixou nossas mãos amarradas, impedindo uma educação baseada na firmeza.

Hoje ser "pequeno" é um privilégio para os que nasceram nas classes mais abastadas. Por outro lado, as condições da vida adulta só têm piorado. A população do planeta vem aumentando para além de suas possibilidades. Existe um número cada vez maior de pessoas disputando o mesmo espaço. Nas grandes cidades, há excesso de habitantes, o que determina o crescimento inevitável da violência. Paralelamente o mercado de trabalho não apresenta condições de absorver todos os jovens que se formam. Isso fará com que as próximas gerações venham a ter ganhos materiais bastante inferiores aos nossos (que já nem sempre são muito satisfatórios). A competição profissional se acirra e, o que é pior, em torno de ganhos menores. É inevitável que a ideia de prolongar o período infantil se torne extremamente atraente.

A acentuada dependência das crianças é uma rua de mão dupla. Os pais também desenvolvem forte dependência em relação aos filhos. Isso é particularmente verdadeiro quando os adultos têm seus problemas emocionais mal resolvidos e canalizaram boa parte de suas necessidades afetivas para o vínculo com as crianças, que deveria ser temporário.

Hoje os adultos se sentem desamparados. Não faltam razões para justificar tal insegurança. Antigamente as pessoas mantinham fortes vínculos com pais, tios e irmãos. Dessa forma, os parceiros e os filhos só vinham complementar os laços já existentes. Mas o clã familiar cedeu lugar a núcleos menores. O fenômeno foi gerador de liberdade, desaparecendo o dever de obedecer às gerações mais velhas. Aumentou, porém, a dependência entre marido e mulher, e entre o casal e seus filhos. O afeto, outrora diluído, está concentrado em poucos objetos de amor.

Há mais um fator para complicar as coisas: o divórcio, pelo qual o vínculo conjugal pode ser rompido a qualquer momento. Com esse futuro incerto, pais e mães tendem a se apegar ainda mais às crianças. Se a separação ocorrer, poderão ao menos contar com o amor delas. Fecha-se o círculo: filhos superprotegidos, fracos dependentes certamente se prestarão melhor esse papel do que aqueles educados para criar asas e voar em busca de seu destino.

Texto de Flávio Gikovate


Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica e Terapeuta
(11) 97273-3448