quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Doenças Psicossomáticas

As doenças psicossomáticas são aquelas causadas ou agravadas por distúrbios emocionais ou sentimentos como raiva, ansiedade, angústia, medo ou desejo de vingança, pois estes estados mentais são capazes de interferir no metabolismo e na dinâmica do corpo, podendo produzir sintomas ou, até, influenciar no surgimento e piora de doenças reais como gastrite, alterações digestivas e pressão alta. 

Assim, uma pessoa com doença psicossomática é aquela que tem queixas físicas, como dor, diarreia, tremores e falta de ar, que não são completamente explicadas somente por doenças orgânicas, já que as análises médicas são sempre normais.

Esta situação também é chamada de somatização, e é comum em pessoas ansiosas e depressivas que não procuram tratamento psiquiátrico ou psicológico geralmente, com psicoterapia e medicamentos antidepressivos. 

Dor no peito pode ser causada por ansiedade, a doença psicossomática mais comum.


Cada pessoa pode manifestar fisicamente as suas tensões emocionais em diferentes órgãos, podendo simular ou piorar muitas doenças. Os principais exemplos são:

  • Estômago: dor e queimação no estômago, sensação de enjoo, piora de gastrites e úlceras gástricas;
  • Intestino: diarreia, prisão de ventre, piora de doenças inflamatórias intestinais e síndrome do intestino irritável;
  • Garganta: sensação de nó na garganta, irritações mais constantes na garganta e amígdalas;
  • Imunidade: recorrências de gripes e resfriados, e piora de doenças relacionadas à imunidade como lupus, artrite, hipotireoidismo e diabetes;
  • Pulmões: sensações de falta de ar e recorrência de crises de asma e bronquites;
  • Músculos e articulações: tensão e dores musculares, e surgimento de fibromialgia e tendinites;
  • Coração e circulação: sensação de dores no peito, que pode, até, ser confundida com infarto, e surgimento ou piora da pressão alta;
  • Rins e bexiga: sensação de dor para urinar, surgimento de infecção urinária de repetição;
  • Pele: recorrência de dermatites, acne, queda de cabelo, vitiligo, psoríase e reativação da herpes;
  • Região íntima: piora da impotência e diminuição do desejo sexual, dificuldade para engravidar e alterações do ciclo menstrual;
  • Cérebro: crises de dor de cabeça, enxaqueca, e depressão.
Isto acontece porque o sistema nervoso tem forte influência sobre a regulação e a harmonia do funcionamento do corpo, interferindo na liberação de hormônios, controle dos batimentos cardíacos e a percepção da dor, por exemplo. Desta forma, sabe-se que a somatização é uma manifestação de conflitos e angústias psicológicos, por meio de sintomas corporais.

O diagnóstico de uma doença psicossomática deve ser feito por um psiquiatra, mas um clínico geral ou outro especialista podem apontar esta possibilidade, porque excluem a presença de outras doenças através do exame físico e de laboratório.

A presença dos principais sintomas ajudam a identificar o problema, e são coração acelerado, tremores, boca seca, sensação de falta de ar e de nó na garganta, e podem ser mais ou menos intensos de acordo com piora ou melhora do estado emocional de cada pessoa.

O que causa a doença psicossomática?

Existem diversas situações que facilitam o desenvolvimento da somatização, como depressão, ansiedade e estresse. As pessoas mais afetas são as que sofrem situações como:
  • Desgaste profissional e carga horária de trabalho exagerada afetam, principalmente, pessoas que trabalham com o público como professores, vendedores e profissionais de saúde, mas estudantes e desempregados também podem sofrer com estas complicações;
  • Trauma na infância ou após acontecimentos marcantes, além de conflitos de família são algumas situações que podem deixar a pessoa com medo e desmotivada para seguir em frente; 
  • Situações de violência psicológica e de desmotivação, como acontece nos casos de violência doméstica e bullying;
  • Muita ansiedade e tristeza em pessoas que não compartilham ou conversam sobre seus problemas.


Não procurar tratamento para estas situações, por dificuldade em buscar ajuda ou por achar que é uma situação normal, pode agravar os sintomas ou causar doenças físicas.

Como é feito o tratamento?

O tratamento para estas doenças pode envolver o uso de medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e anti-histamínicos para aliviar seus sintomas, no entanto, é importante o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra, para aprender a controlar as emoções, e tratar a verdadeira causa do problema.

Antidepressivos, como sertralina ou fluoxetina, e ansiolíticos, como clonazepam, por exemplo, prescritos pelo psiquiatra, ajudam a acalmar e diminuir a ansiedade, e sessões de psicoterapia são importantes para ajudar na resolução de conflitos internos.

Algumas medidas simples e naturais também podem ajudar a lidar com os problemas emocionais, como tomar chás calmantes de camomila e valeriana, tirar férias para descansar a mente e procurar resolver um problema de cada vez. Fazer algum tipo de exercício físico como caminhada, corrida, yoga ou pilates, também podem ajudar a liberar endorfinas na corrente sanguínea promovendo o bem-estar.

Fonte: tuasaude.com

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica – (11) 97273-3448


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Terapia em Grupo

Conheça os benefícios da terapia em grupo. A técnica ajuda a superar problemas através do contato com o outro. 
A terapia em grupo é uma prática terapêutica que apresenta bons resultados e tem ajudado muitas pessoas a superar problemas. Ela é feita em grupos de no mínimo três pessoas que se encontram semanalmente por aproximadamente 1 hora e 30 minutos para trocar experiências, compartilhar dores e sofrimentos e procurar apoio em momentos difíceis, com o auxílio do profissional psicólogo.
O principal motivo que faz com que as pessoas não procurem essa forma de terapia é a vergonha ou a dificuldade de expor seus problemas para outras pessoas. Esse receio é totalmente compreensível, mas na prática não tem fundamento, pois todos que participam do grupo estão dispostos a ouvir e apoiar e não para julgar, ridicularizar ou menosprezar os outros participantes. O profissional que conduz o grupo também está lá para apoiar todos os presentes e auxiliá-los com suas questões. Cabe a ele não permitir que pessoas mal intencionadas ou com dificuldade para respeitar o outro participem do grupo.
Superando a desconfiança, timidez e incredulidade é hora de aproveitar os benefícios da terapia em grupo, que são muitos. O principal deles é estar em contato com pessoas que estão passando por situações parecidas com as suas. Através da troca, todos começam a se sentir mais fortes para enfrentar o problema e passam a vê-lo de uma forma diferente. 

Outros benefícios importantes também podem ser obtidos através da terapia em grupo:
Contato Interpessoal:
A oportunidade de conhecer e estar em contato com novas pessoas, principalmente pessoas que podem ter algo em comum com você.
Ter a certeza de que está sendo ouvido e compreendido:
Atualmente, muitas pessoas têm reclamado da dificuldade em poder ser ouvido e compreendido por alguém, encontrar alguma pessoa em que se possa confiar totalmente e principalmente, não ter suas ideias, pensamentos e problemas julgados e questionados. Certamente na terapia em grupo você não ouvirá as famosas frases: "Se eu fosse você", "No seu lugar" e "Você devia fazer como eu faço".
Sentir que existem pessoas que se importam com você e com a sua dificuldade:
Ao interagir e trocar experiências com pessoas que estão vivendo situações iguais ou semelhantes às suas, as pessoas ficam mais próximas e preocupadas umas com as outras.
Ter um custo menor:
Cada sessão de terapia em grupo geralmente tem o valor mais baixo que a terapia individual, o que torna a terapia acessível a um maior número de pessoas.
Os grupos podem ser livres ou temáticos:
Nos grupos livres, as questões, problemas e interesses variam de pessoa para pessoa. Nos grupos temáticos, as questões são específicas como, por exemplo, obesidade, álcool, drogas, depressão, terceira idade, gravidez, luto e etc..
Caso você ou alguma pessoa conhecida esteja com dificuldade para encontrar apoio ou solucionar alguma questão, considere a terapia em grupo como opção. Saiba que existem grupos de pessoas coordenados por profissionais capacitados que estão dispostos e têm condições de te ajudar.
Fonte: minhavida.com.br

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica - (11) 97273-3448 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

TOC - Tratado pela Psicoterapia e Acupuntura

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), é um diagnóstico psiquiátrico ocidental que se refere a pacientes que sofrem de obsessões e/ou compulsões recorrentes que consomem tempo (tomam mais de 1 hora por dia) ou causam sofrimento marcado ou dano significativo.

Em determinado momento do curso do distúrbio, a pessoa reconhece que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.

As obsessões são ideias, pensamentos, impulsos ou imagens persistentes que são sentidas como inoportunas e inapropriadas. A pessoa é capaz de reconhecer que sua própria mente produz isso, não é algo imposto.

As obsessões mais comuns são pensamentos repetidos sobre contaminação (p. ex., ideia de ficar contaminado por dar um aperto de mãos), dúvidas repetidas (p. ex., ficar na dúvida se deixou a porta da casa aberta ou não), necessidade de colocar as coisas numa determinada ordem (p. ex., intenso sofrimento quando os objetos estão desordenados), impulsos agressivos ou horríveis (p. ex., ferir o próprio filho) e fantasias sexuais (p. ex., imaginações pornográficas recorrentes).

A pessoa com obsessão geralmente tenta ignorar ou suprimir seus pensamentos e impulsos ou neutralizá-los com outros pensamentos ou ações (ou seja, com compulsões).

As compulsões são comportamentos repetitivos (p. ex., higienização das mãos, arrumação, verificação) ou atos mentais (p. ex., preces, contagem, repetição de palavras silenciosamente) para evitar ou reduzir a ansiedade ou o sofrimento, não para proporcionar prazer ou satisfação, é algo que traz sofrimento.

Na maioria dos casos, a pessoa se sente induzida a executar a compulsão para reduzir o sofrimento que acompanha a obsessão ou para evitar algum acontecimento ou situação temível. Em casos graves, esta desordem afeta a capacidade da pessoa para realizar as atividades cotidianas.

O transtorno muitas vezes tem um grande impacto sobre a qualidade de vida do paciente e da sua família. Além disso, a autoconsciência da irracionalidade do distúrbio pode ser penosa. Para pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo grave, a realização dos atos compulsivos pode tomar várias horas por dia.

Pesquisas recentes sugerem que o TOC possa estar relacionado com distúrbios da função dos núcleos da base cerebral, especialmente com seus receptores de uma substância normal do cérebro chamada serotonina. Parece que quando se bloqueia o fluxo adequado de serotonina, o "sistema de alarme" do cérebro reage de forma exagerada. Desencadeiam-se mensagens de perigo incorretamente e, em vez do cérebro filtrar os pensamentos desnecessários, insiste neles e a pessoa experimenta medos e dúvidas irreais repetidamente.

O transtorno obsessivo-compulsivo responde muito bem ao tratamento de acupuntura associado a psicoterapia comportamental. A acupuntura pode promover equilíbrio e melhora significativa. E a psicoterapia, o paciente aprende ter maior controle sobre os pensamentos, também de maneira equilibrada e saudável.

Na acupuntura, é obrigatório o diagnóstico adequado mediante o pulso e a língua antes de se decidir a linha de tratamento e a seleção dos pontos.

Igualmente, deve-se levar em consideração outras informações fornecidas pela aplicação dos quatro métodos diagnósticos da Medicina Tradicional Chinesa, como por exemplo, o habitat e o estilo de vida dos pacientes, relacionado com o excesso de atividade sexual e de trabalho, a alimentação inadequada, etc.
O tratamento deve se basear na análise apropriada das manifestações individuais, já que cada paciente é diferente e, portanto, também o tratamento é individualizado.

A aplicação de calor (moxa) no ponto E 36 pode agravar os sintomas. Nos pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo parece haver excesso de calor em certos meridianos, o qual deve ser controlado mediante o fortalecimento de outros canais deficientes.

Por exemplo, a deficiência de yin do Rim pode impedir o controle do fogo do Coração e/ou a nutrição do yin do Fígado. Neste último caso, o Fígado ficaria impedido de nutrir o yin do Coração. O resultado seria uma hiperatividade do fogo do Coração com manifestações consequentes, tais como obsessões, compulsões, palpitação, ansiedade, insônia, nervosismo, temores, sustos, diminuição da memória e respiração curta, entre outras.

Com ajuda da acupuntura no tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo, pode-se manter o equilíbrio psicológico com resultados duradouros.

Lembrando, que um tratamento não exclui o outro, mas sim complementa. Portanto, a psicoterapia associada à acupuntura, conseguimos um resultado excelente e efetivo.

Fonte: acupuntura-mtc.com

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga e Terapeuta (11) 97273-3448